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	<title>Um pouco do que eu vivo e vejo... &#187; Textos (de outros)</title>
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	<description>Leonardo Fialho</description>
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		<title>As portas do inferno se abrem na Guatemala</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 23:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Isto não pode ser verdade&#8221; foi a primeira coisa que me passou pela cabeça. Então eu chequei a fonte: o governo da Guatemala. Esta ravina apareceu no último domingo em um cruzamento de ruas na Cidade da Guatemala, capital do país. Só de olhar a foto me dá vertigem. Uma ravina é uma depressão natural [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isto não pode ser verdade&#8221; foi a primeira coisa que me passou pela cabeça. Então eu chequei a fonte: o governo da Guatemala. Esta ravina apareceu no último domingo em um cruzamento de ruas na Cidade da Guatemala, capital do país. Só de olhar a foto me dá vertigem.</p>
<p>Uma ravina é uma depressão natural causada pela água que remove a camada subterrânea do solo. Geralmente ela aparece quando o substrato é feito de calcário, rochas carbonáticas, mantos de sal ou qualquer outra rocha que seja facilmente erodida pelo fluxo de água. O processo pode ser lento, mas às vezes a terra simplesmente se abre, do nada. Na Guatemala, tudo aconteceu de repente, e o buraco engoliu uma casa inteira. O motivo: fortes torrentes subterrâneas de água criadas pelo ciclone Agatha.</p>
<p>O tamanho das ravinas vão de pequenas depressões de terreno a buracos de centenas de metros de profundidade. Uma ravina semelhante matou dois adolescentes em 2007, e segundo pelo menos um jornal local, uma pessoa morreu nesta ravina, mas as autoridades não confirmaram. Alguns vizinhos dizem que um edifício de três andares e uma casa foram completamente engolidos pela ravina.</p>
<p><center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/8959be19aeac706e7b5c8fe1f3210be2.jpg"><br />
<img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/e0be3c87b2077b6efd255af769b65207.jpg"><br />
<img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/76d963e2e9a44d46891a495cc345e1ea.jpg"><br />
</center></p>
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		<title>Seguro de Carros</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 23:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Vocês sabem que hoje em dia o seguro de um automóvel é indispensável. .. Não podemos deixar nem Uno de nossos Benz a Mercedes desses ladrões que fazem a Fiesta, nessa Honda de assaltos! A Marea está Brava! Quem não segura o seu automóvel, pode se Ferrari e depois só GM pelos cantos ou fica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês sabem que hoje em dia o seguro de um automóvel é indispensável. .. </p>
<p>Não podemos deixar nem <strong>Uno</strong> de nossos <strong>Benz</strong> a <strong>Mercedes</strong> desses ladrões que fazem a <strong>Fiesta</strong>, nessa <strong>Honda</strong> de assaltos!</p>
<p>A <strong>Marea</strong> está <strong>Brava</strong>! Quem não segura o seu automóvel, pode se <strong>Ferrari</strong> e depois só <strong>GM</strong> pelos cantos ou fica a <strong>Ranger</strong> os dentes e a <strong>Courier</strong> de um lado para outro, vigiando a <strong>Strada</strong> e perguntando:</p>
<p>- <strong>Kadett</strong> meu carro?</p>
<p>Faz a maior <strong>Siena</strong> e fica <strong>Palio</strong> de nervoso! Aí, vai rezar um terço para <strong>Santana</strong> ajudar&#8230; Mas isto não <strong>Elba</strong> stante para ter seu carro de volta! Seguro é o <strong>Tipo</strong> de negocio difícil, <strong>Mazda</strong> para resolver, sem ficar com cara de <strong>Besta</strong> no final! O seguro é um <strong>Prêmio</strong> para quem o faz! <strong>Tempra</strong> todo veículo. Tem <strong>Parati</strong> também. E, na hora de fazer o seguro do seu carro, pense nas <strong>Variant</strong> es&#8230; afinal <strong>Quantum</strong> mais opções, melhor!</p>
<p>Você vai ver que o nosso seguro é legal as <strong>Pampa</strong>, por isso, ele o <strong>Fusca</strong> os demais, e vai marcar um <strong>Gol</strong> na hora do <strong>Accord</strong>! Não deixe o prazo <strong>Passat</strong>! <strong>Monza</strong> obra! Venha <strong>Logus</strong>! Estamos <strong>Kombi</strong> nados? Espero seu contato&#8230;</p>
<p>Visite nossa agência e se <strong>Accent</strong> na frente do <strong>Galant</strong>, que é o nosso gerente! Mas, não deixe de olhar todos os <strong>Topic</strong> do contrato&#8230;  Somos bem melhores <strong>Kia</strong> concorrência e se você perder esta <strong>Xantia</strong>, vai se <strong>Corsa</strong> todo de raiva, o <strong>Ka</strong>? Com nosso seguro, você pode passar um <strong>Weekend</strong> tranqüilo, pela praia de <strong>Ipanema</strong> que, se roubarem seu carro, mesmo que seja em dia de <strong>Eclipse</strong>, você não terá problema&#8230; Temos nossa <strong>Suprema</strong> garantia de pagamento em prazo recorde! Não precisa <strong>D20</strong> dias, como outros que tem por aí&#8230; Hoje mesmo estamos pagando um seguro de um roubo que ocorreu <strong>A10</strong> dias, <strong>S10</strong> se, nós pagaríamos antes até! Você pode estar em qualquer lugar, de um <strong>Polo</strong> ao outro, que nós damos a assistência que precisar! </p>
<p>E só <strong>Scania</strong> os documentos e mandar por e-mail mesmo! Faça seguro! É <strong>Clarus</strong> que é bom! Boa <strong>Voyage</strong> e <strong>Pointer</strong> final. </p>
<p>OBS1: Se você achou este texto interessante, <strong>Cherokee</strong> e <strong>Mondeo</strong> para seus amigos!<br />
OBS2: Não se esqueça de levar o <strong>Stratus</strong> de seu banco e colocar um <strong>Blazer</strong> bem bonito, parecendo um <strong>Diplomata</strong> de <strong>Classe A </strong>.</p>
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		<title>O Que É um Doutorado?</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Nov 2010 23:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessantes]]></category>
		<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já pensou exatamente no que significa um doutorado? Matt Might, professor de Ciências da Computação na Universidade de Utah, explica perfeitamente nesta apresentação gráfica que começa com um simples círculo. Sempre que as aulas começam, eu explico para uma nova fornada de estudantes atrás de um título de doutorado o que isso realmente significa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já pensou exatamente no que significa um doutorado? Matt Might, professor de Ciências da Computação na Universidade de Utah, explica perfeitamente nesta apresentação gráfica que começa com um simples círculo.<br />
Sempre que as aulas começam, eu explico para uma nova fornada de estudantes atrás de um título de doutorado o que isso realmente significa.</p>
<p><em>&#8220;É difícil de explicar em palavras, então eu uso desenhos para me ajudar.</p>
<p>Imagine um círculo que contém todo o conhecimento humano:<br />
<center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/2f370a59887afd4b01f5b26e58b125f2.jpg"></center></p>
<p>Quando você completa o ensino básico, você sabe um pouco:<br />
<center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/1600fda4d5a1a826513b78cb6aa4bdd5.jpg"></center></p>
<p>Quando você completa o ensino médio, sabe um pouquinho mais:<br />
<center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/fc220fe4835e648379b5e0a0619ae0af.jpg"></center></p>
<p>Com uma graduação no ensino superior, você sabe um pouco mais e ganha uma especialização:<br />
<center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/cf149a4849905c91faec54ab96f16123.jpg"></center></p>
<p>Um mestrado te aprofunda naquela especialização:<br />
<center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/20566d0d7d4500990c7034553d5f35c7.jpg"></center></p>
<p>Ler e estudar teses te leva cada vez mais em direção ao limite do conhecimento humano naquela área:<br />
<center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/28fdc2c062c0bde47a41a2317caed8fd.jpg"></center></p>
<p>Quando você chega lá, você se foca:<br />
<center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/5bf1cbb5d34dc08e0471ff2afec4fdf6.jpg"></center></p>
<p>Você tenta ultrapassar os limites por alguns anos:<br />
<center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/2a1144ce1dce3a0fd5c61de394e0b5b6.jpg"></center></p>
<p>Até que um dia os limites cedem:<br />
<center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/411b60ac101c113679b065b98aa52dc8.jpg"></center></p>
<p>Este pequeno calombinho de conhecimento que ultrapassou os limites é chamado de doutorado (Ph.D.):<br />
<center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/5772f0d9a2d5274999c7cd6372250694.jpg"></center></p>
<p>Agora, é claro, o seu foco no mundo é diferente:<br />
<center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/0979f55a59b2e6e2b23dd7a70f1609a1.jpg"></center></p>
<p>Mas não esqueça da dimensão das coisas:<br />
<center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/84dc900f08a2bd9f159d3bf69baf40ec.jpg"></center></p>
<p>Continue ultrapassando os limites.<br />
</em></p>
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		<title>Amada Bahia!</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 23:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Entreouvido nas ruas dessa cidade que apanha, apanha, mas não perde o charme, e que chegou até mim: O cara muito puto com o outro fala, pra encerrar a discussão: &#8220;Meu irmão, você pra mim é póblema seu!&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entreouvido nas ruas dessa cidade que apanha, apanha, mas não perde o charme, e que chegou até mim:</p>
<p> O cara muito puto com o outro fala, pra encerrar a discussão:</p>
<p><center><strong>&#8220;Meu irmão, você pra mim é póblema seu!&#8221;</strong></center></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Tese do Coelho</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 23:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um dia lindo e ensolarado, o coelho saiu de sua toca com o notebook, sentou-se à sombra de uma árvore e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois, passou por ali uma raposa. Ela viu aquele suculento coelhinho, tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ficou intrigada com a atividade do coelho e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um dia lindo e ensolarado, o coelho saiu de sua toca com o notebook, sentou-se à sombra de uma árvore e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois, passou por ali uma raposa. Ela viu aquele suculento coelhinho, tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:</p>
<p>- Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?</p>
<p>- Estou redigindo a minha tese de doutorado &#8211; disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.</p>
<p>- Hum&#8230; e qual é o tema da sua tese?</p>
<p>- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.</p>
<p>A raposa ficou indignada:</p>
<p>- Ora! Isso é ridículo! Nós é que somos os predadores dos coelhos!</p>
<p>- Absolutamente! Venha comigo à minha toca, que eu mostro a minha prova experimental.</p>
<p>O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois, ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns grunhidos e, depois, silêncio.</p>
<p>Em seguida, o coelho volta, sozinho, e retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.</p>
<p>Meia hora depois, passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu almoço garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. O lobo resolve, então, saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:</p>
<p>- Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?</p>
<p>- Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo, e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.</p>
<p>O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.</p>
<p>- Ah, ah, ah, ah, Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito! Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa e&#8230;</p>
<p>- Desculpe-me, mas, se você quiser, eu posso lhe apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?</p>
<p>O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte e, imediatamente, aceita o convite do coelho. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois, ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e&#8230; silêncio. Mais uma vez, o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido.</p>
<p>Mas, dentro da toca do coelho, vê-se uma enorme pilha de ossos e peles de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos.</p>
<p>Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes. </p>
<p>MORAL DA HISTÓRIA: </p>
<p>1. Não importa quão absurdo é o tema de sua tese; </p>
<p>2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico; </p>
<p>3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria; </p>
<p>4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos&#8230; </p>
<p>5. O que importa é QUEM É O SEU PADRINHO!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Dois Lobos</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Oct 2010 22:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas. Ele disse: - Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau &#8211; É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, falsidade, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas. Ele disse:</p>
<p>- Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau &#8211; É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, falsidade, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, obsessão, mentira e ego. O outro é Bom &#8211; É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, simplicidade, bondade, paciência, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão, amor e fé.</p>
<p>O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:</p>
<p>- Qual lobo vence?</p>
<p>O velho índio respondeu:</p>
<p>- &#8220;Aquele que você alimenta!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Useful Things do Know About Ph.D. Thesis Research</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 22:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[USEFUL THINGS TO KNOW ABOUT PH.D. THESIS RESEARCH H. T. KUNG (Prepared for "What is Research" Immigration Course, Computer Science Department, Carnegie Mellon University, 14 October 1987) Presntation Outline 1. Introduction 2. Why Ph.D. thesis could be really difficult for a student 3. Types of Ph.D. theses (from Allen Newell)--not a topic of this talk [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<pre>
               USEFUL THINGS TO KNOW ABOUT PH.D. THESIS RESEARCH
                                  H. T. KUNG

             (Prepared for "What is Research" Immigration Course,
   Computer Science Department, Carnegie Mellon University, 14 October 1987)

   Presntation Outline

   1. Introduction
   2. Why Ph.D. thesis could be really difficult for a student
   3. Types of Ph.D. theses (from Allen Newell)--not a topic of this talk
   4. Growth  of  a star (the transformation process that some students go
      through to become a mature researcher)--which stage are you in?
   5. Stages of Ph.D. thesis research
   6. Methods to  get into the depth of a topic (or how to come up with
      good ideas)
   7. Breaking myths
   8. Pitfalls to avoid (easy ones to avoid listed first)
   9. Some other general advice
  10. All the effort is worth it (believe it or not)

   1. Introduction

         - Ph.D. thesis is treated very seriously at leading universities.

              * Expectation is high.

                   - Ph.D.  thesis represents a substantial work.  Faculty
                     often tell other  people  that  "We  have  a  student
                     working  on  this  area for his or her Ph.D. thesis."
                     Amazingly  enough,  this  is  usually  sufficient  to
                     convince  people that the problem is somehow going to
                     be solved.

              * Ph.D. thesis research is a task to ensure that the student
                can   later   take   on  independent,  long-term  research
                commitments.  (If a Ph.D.  student does not intend to be a
                researcher,  the Ph.D. thesis work is not worth the effort
                in general at least at CMU.)

              * Through  the  Ph.D.  thesis   process   the   student   is
                transformed into a professional researcher.

              * Faculty are judged by the theses of their Ph.D. students.

              * High  standard  Ph.D.  thesis  is probably one of the most
                important  factors  that  contribute  to  the  success  of
                graduate education at leading American universities.

              * Ph.D.  thesis  is  probably  the  only  real challenge for
                getting a Ph.D.  degree.

                   - Ph.D. qualifier is seldom  a  problem  for  motivated
                     students.

         - Ph.D.  thesis  research  is probably more mechanical than a new
           graduate student would think. (Of course the process  is  still
           too complex to be automated.)

              * Knowing  this  mechanism can be more important than thesis
                results themselves.

              * Some information presented here may be  relevant  to  your
                whole  research career, i.e., it is not just for the Ph.D.
                thesis per se.

         - This talk consists of pragmatic advice.

              * The talk is based on my  personal  experience  (i.e.,  not
                based on any serious research)

                   - I  happen  to have research experience in both theory
                     and system areas.  We will compare thesis research in
                     these two areas.

              * This  is  a  common sense talk and will have down to earth
                discussions.

                   - "I wish someone told me this before."

   2. Why Ph.D. thesis could be really difficult for a student

         - Most likely this is your first, major research experience.

              * A big challenge for most students

         - No simple recipe

              * Different talents

              * Different kinds of theses

              * Different approaches

         - The work is judged by thesis committee (mostly advisor).   This
           produces anxiety.

              * Unlike   other   research  you  will  do,  the  evaluation
                mechanism for thesis research is very unique.

              * No clear contract

              * No clear standard (we only know it is high)

              * Recall the Stanford murder case (the former student  said,
                after  he had finished--he did finish something-- his jail
                term,  that  he  might  do  it  again  under   a   similar
                circumstance).

   3. Types of Ph.D. theses (from Allen Newell)--not a topic of this talk

         - Opens up new area

         - Provides unifying framework

         - Resolves long-standing question

         - Thoroughly explores an area

         - Contradicts existing knowledge

         - Experimentally validates theory

         - Produces an ambitious system

         - Provides empirical data

         - Derives superior algorithms

         - Develops new methodology

         - Develops a new tool

         - Produces a negative result

   4. Growth  of  a star (the transformation process that some students go
      through to become a mature researcher)--which stage are you in?

         - Knowing everything stage

              * Student: "I have  designed  a  supercomputer  even  before
                graduate school."

              * Faculty: speechless

         - Totally beaten up stage

              * Student: speechless

              * Faculty:    smiling   at   the   student's   progress   so
                communication is possible now.

         - Confidence buildup stage

              * Student: "I am not stupid after all." (student thinks)

              * Faculty: "Uh oh, she is ready to argue."  (faculty think)

         - Calling the shot stage

              * Faculty:  "I   am   going   to   design   an   n-processor
                supercomputer."

              * Student: "You are crazy, because ..."

   5. Stages of Ph.D. thesis research

         a. Selection of area--not a topic of this talk

         b. Selection of advisor--not a topic of this talk

         c. Becoming a researcher in the area

               - Building up general knowledge, experience, and confidence

               - Knowing issues and important questions in the area

               - Capturing research opportunities

                    * Don't  let  any idea or question go by without first
                      giving it careful thought.

                         - Be alert and diligent.

                    * Pay attention to new technologies

                         - Examples

                              * VLSI, networking, and new  chips  such  as
                                the   Weitek  floating-point  chips  three
                                years ago which in  some  sense  gave  the
                                initial motivation for the Warp project

               - Some useful things to do (from Dave Gifford, MIT)

                    * Read recent proceedings of the best conferences, and
                      ask more senior people what were  the  best  papers.
                      Try to figure out what makes a great paper (and thus
                      what makes great research).

                    * Keep a notebook that contains your  research  notes.
                      Put  all of your empirical data and initial ideas in
                      the notebook.  Make notes on a paper as you read  it
                      and  think  about  the assumptions of the author and
                      the importance of the results.

                    * Follow references from one paper  to  another  until
                      you  know  an  area  extremely well.  Don't count on
                      your advisor to hand you all of the relevant  papers
                      out of his file drawer.  He doesn't have them all!

         d. Thesis proposal

               - It  is the most crucial stage in the sense that the basic
                 concept is worked out here.

                    * To get important results you need to  ask  important
                      questions

                    * This is the time you need your advisor most.

                    * Problems  in  later stages are usually rooted from a
                      weak thesis proposal.

               - Purpose

                    * A research plan

                         - A serious attempt to get  an  overview  of  the
                           whole research course

                         - Not really a contract

                              * Need  some  flexibility  because  research
                                always has uncertainty.

                    * Forming the committee

                         - Varies a lot

                         - Choose people for your  thesis  committee  that
                           can  help  with needed expertise.  For example,
                           it is useful to have a relevant theory  faculty
                           member on a systems committee and vice-versa.

                         - However,  there  is usually no need to optimize
                           too much on  the  selection  of  the  committee
                           members--advisor still plays the most important
                           role.

                         - However it can be very important, when

                              * you have a "questionable" advisor, or

                              * you have an interdisciplinary topic.

                    * A review

                         - If there is any serious doubt,  it  had  better
                           show up now.

                         - Proposal  could  sometimes  be viewed as just a
                           forcing function for  taking  care  of  certain
                           things.

               - Some  of the difficult questions always asked in a thesis
                 proposal:

                    * What is your approach and what is new?

                    * What is your secret weapon?  (Herbert Simon)

                    * How do you measure your own progress?

                    * What are the success or completion criteria?

                    * How will the expected results  change  the-state-of-
                      the-art?

               - The  grand  challenge for a thesis proposal is to come up
                 with an approach or an experiment.

                    * It is easy to identify a general problem  area,  but
                      setting  up  an approach and designing an experiment
                      can be difficult.

                         - Need ideas

                              * Just need one good idea, really

                              * Unfortunately,  there  is  no  magic  here
                                (however  see  some hints below).  This is
                                the hard part of any research project  for
                                everyone (not just for students).

                    * Need independent thinking

                         - You should be good enough to start arguing with
                           your advisor on technical issues  and  research
                           tastes.

                    * Need  to  elaborate  on focus, approach, experiment,
                      and potential impact

                         - For theory research you may  propose  some  new
                           models of computation.

                              * Examples:  area-time  complexity (new VLSI
                                model in theory), parallel algorithms (new
                                cost models)

                         - For  system research you may design experiments
                           and argue their relevance.

                              * Examples:   multiprocessor   architecture,
                                compiler for a parallel machine

               - Useful things to know when preparing a thesis proposal

                    * Be  honest.    There  is  no need to exaggerate your
                      claims!  If you point out  the  weaknesses  in  your
                      approach you will disarm your critics.

                    * Pick  a  project that is manageable so you can do an
                      excellent job - things are always harder  than  they
                      seem.   It is far better to do an outstanding job on
                      a moderate size project than a  moderate  job  on  a
                      large project.

                    * Include  a  tentative  thesis outline and a month by
                      month schedule in your thesis proposal.

                         - This may be difficult to do but  it  is  better
                           than no plan at all.

                         - This will also help gauge the total size of the
                           work you are committing yourself to do.

         e. Producing results

               - Lots of work--what else do you expect?

                    * System--be inside an active project  without  losing
                      sight of thesis

                         - Need  to  be  a  worker as well as a conceptual
                           person.

                         - Your work depends on other  people's  work  and
                           vice versa

                              * Opportunity to see real problems

                              * Getting     good     support,    including
                                encouragement and demand, from the group

                                   - It seems that this arrangement really
                                     works in all cases.

                         - Be   quick,   because  you  don't  want  to  be
                           overtaken by the environment (this  is  one  of
                           the pitfalls to avoid, as described below)

                    * Theory--be lucky!

                         - Be flexible

                              * It is hard to insist that you will prove a
                                theorem before you go to sleep.

                         - Be  quick,  because  theoretical  results   are
                           totally  portable  and  so  competition  can be
                           keen.

               - Keep the committee  informed  (at  least  those  "trouble
                 makers")

                    * You can get real help sometimes.

                    * Committee members are obliged to talk to you.

                         - Sometimes  finding  a  qualified  person beyond
                           your  advisor  to  discuss  your  work  can  be
                           difficult.

                    * Don't  want  surprises  in  the  later  stage of the
                      thesis

               - Ways to finish a thesis

                    * Incremental and adaptive approach

                         - A sequence of incremental results

                    * Big-bang  approach  (this  is  not  recommended   in
                      general)

                         - One big theorem

                         - A big piece of software or hardware

         f. Writing

               - Why  some students find that Ph.D. thesis writing is very
                 difficult

                    * First major document

                    * Writing  is  time-consuming--part   of   the   .9999
                      perspiration (Satya)
                         - Think  how many good sentences you can write in
                           an hour.

                         - Fighting with fonts, figures, references, etc.?

                              * Please don't be too picky.

                    * When results are not totally solid, writing  can  be
                      really difficult even for an experienced writer (now
                      you know another reason why proposal writing is  not
                      easy)

                         - Can't  say  too  much and don't want to say any
                           less

                         - Writing about  flaky  results  can  be  a  real
                           challenge.

                              * In  this  case  you  should  improve  your
                                results first.

                    * Writing has to  do  with  presentation  rather  than
                      finding  new  results.    So  writing  may not be as
                      exciting..

               - However, thesis writing is useful in the  sense  that  it
                 helps  reveal  possible  problem  areas  and provides new
                 insights.

                    * Help get a large picture on what you really have.

                    * Help organize the concepts

                    * Completeness is forced.

                         - You must take care of things that you have been
                           ignoring.

                              * For  example,  you  need  to do comparison
                                with other results

                    * Correctness of the results is checked.

                         - You had better  have  the  proof  now  for  any
                           plausible   "theorem"   that   you   have  been
                           believing.

                    * New insights on how things really work

                         - New ways of looking at you results

               - Recommendations

                    * Get some practice--write some papers before thesis

                         - Write some joint papers with  people  who  have
                           substantial writing experience

                    * Need to know the theme of the thesis very well

                         - Outline first

                         - Write the conclusion first (try it at least)

                         - Start writing chapters which are more settled.

                         - Write the introduction last

                         - Iterative process

                    * Make the writing as precise as possible, so that you
                      know exactly what you are talking about.  This  will
                      save lots of rewriting.

                         - Precise   writing   usually  also  yields  good
                           English.

         g. Getting final comments from the committee

               - Not too early or too late

                    * Getting some committee members  to  read  can  be  a
                      challenge.

                         - They are busy people.  You want to give them an
                           "optimal" version to make comments.

               - How much to ask for comments varies a lot

               - Should not have any surprises now.

                    * You had better know what you have been doing by now.

                    * However, if there is any problem, it had better show
                      up now.

         h. Defense

               - Mostly  a  formality and a happy occasion (should be like
                 that)

                    * You know that your results are  good  and  you  will
                      present them well.

                         - You  should  know  the answer to the question -
                           "What  are  the  three  main  ideas   in   your
                           thesis?".    You  should be able to rattle them
                           off and relate them to previous work.

                    * Getting a date set can be more  difficult  than  you
                      think.

                         - Committee  members  do  not necessarily stay at
                           CMU as long as you do!

                         - Weekend defense is not really desirable.

                              * May be difficult to get audience.

               - However defense is still very important:

                    * Opportunity for final improvements for the thesis

                    * Formal presentation to the community

                         - Many people form their opinion of your n-years'
                           work from this presentation

                    * Presentation   material   can  be  used  for  future
                      presentations

                         - Used in recruiting presentations  if  you  have
                           not settled on a job yet

                    * Psychologically important

                         - Once in a life time occasion--you will remember
                           it always.

                    * Don't want to blow it.

                         - Absolutely no surprises

         i. After defense

               - Usually there is still some minor work to be done for the
                 thesis (too bad)

                    * Defense was moved early for various reasons

                    * New comments from defense

                    * Did  not  have  time  or  did not want to polish the
                      thesis before defense

               - Publication

                    * Articles, books (or give the thesis to your parents)

                    * Very important to publish the results in journals

                         - This is the only reliable way to  archive  your
                           results.    (You  don't want to lose them after
                           all these efforts, do you?)

                         - Publication is important for academic career.

                         - May break the thesis up  in  several  articles.
                           When  appropriate, some articles may have joint
                           authors such as your advisor.

                         - Do it right away before you get on to the  next
                           thing.

                    * Books can be good too.

               - Follow-on work

                    * Keep mining the thesis--why not?

               - Finally you are free!

   6. "Methods"  to  get into the depth of a topic (or how to come up with
      good ideas)

         - No magic, but we will still try ....

         - How to develop initial ideas

              * Study other work and do comparison

                   - What are similar issues and solutions?

              * Look at examples

                   - Generalization and abstraction

              * Make hypothesis and validate it formally  or  informally--
                keep trying
                   - You will discover issues at least.

              * Do modeling and abstracting

                   - Get the essence

              * Just do something--be active

                   - Implementation--details reveal issues

                        * Join a project to do some real work!

                        * Handle a smaller case

                        * Implement   a  throw-away  simulator,  language,
                          design, etc.

                   - Start proving "theorems", even if they are  known  to
                     be difficult.

                        * Quick way to understand issues

              * Work  with  good, experienced researchers (don't forget to
                use your advisor!)

                   - They might have deep insights on similar problems.

                   - They  can  help  calibrate  the  difficulty  of   the
                     problem.

                   - You  learn  the subject matter from them more quickly
                     and directly.

                   - You learn their techniques

                        * Every successful researcher has his or  her  own
                          bag of "tools":

                             - Calculation,      synthesis,      analysis,
                               persistence

                   - If they also get stuck once in a while, you know that
                     you are not that bad after all.

         - How to develop existing ideas further

              * Exploring problem and solution spaces

                   - Enumerate   parameters  individually  (and  do  quick
                     pruning)

                        * To see where your current ideas sit in the space

                   - Correlate results

                   - Generalize ideas and results to other points  in  the
                     space

                   - Produce phenomena and explain them (Herb Simon)

              * Brainstorming your ideas with others

              * Presenting your ideas in papers or/and seminars

                   - Ideas    will    be   checked   out   carefully   and
                     systematically (see above on thesis writing)

              * Example steps that can be used to get some  depth  from  a
                simple result such as a speed-up curve

                   - Explain the curve

                   - Look at the problem and solutions spaces

                   - Do some comparisons

                   - Change the assumptions

                        * How stable is the result?

                        * How   will   results  vary  or  correlate  under
                          different assumptions?

                   - Derive some general principle

                        * Similar curves for other situations?

         - General comments

              * Thinking is the key

                   - Thinking is more important than reading

                        * Books are not always right.

                             - Note that  in  the  system  area  with  few
                               exceptions  people who build systems do not
                               have  time  nor  need  to  write  up  their
                               experience--it  is  too  bad  but  it  is a
                               reality.

                   - Be alert on all sorts of opportunities

                   - Do the thinking right away while you have it.

                        * Ideas and interest may be lost more quickly than
                          you like to believe

              * Talking to people

                   - Don't  over  do  it  (you  still  need to do the work
                     yourself)

   7. Breaking myths

         a. "Advisor is a stronger researcher than you."

               - It is true  that  advisor  is  experienced,  wise,  smart
                 (maybe), and knowledgeable in general.  Advisor also sees
                 a bigger picture, and has contacts in the area.

               - However, advisor is not always right.

                    * Advisor is not as focussed as you.

                    * Advisor does not have more time or energy  than  you
                      do.

                    * Advisor is not as innovative in general.

                         - They know too much.

                         - They are more conservative.

                              * They know too many horror stories.

                         - Aging does not help.

                    * Advisor's  knowledge may be obsolete (don't say this
                      in front of him or her!).

               - You must believe that you can do better than advisor  for
                 some research areas.

         b. "System theses take longer than theory theses."

               - The  most  difficult  part of a thesis is to come up with
                 some good, new ideas.   The  difficulty  in  getting  new
                 ideas is the same for theory or system research.

                    * Theory  thesis  is in general not about solving open
                      problems.

                         - Actually good theoreticians always work on  new
                           problems,  models  and methods so that they can
                           solve the problems that are "solvable"  in  the
                           first place.

                              * Greatest contributions are ground breaking
                                ones, such as new models.

                              * New approaches give new  insights  to  old
                                problems.    This is the way open problems
                                usually get solved (e.g.,  the  four-color
                                problem).

                    * For  systems  theses  it is important that the major
                      ideas  in  the  thesis  are   independent   of   the
                      implementation--the  goal  is to have the ideas live
                      on in other systems as well.  A good systems  thesis
                      usually  has  a  new  algorithm or new method at its
                      core.

                    * Few theory students  who  finish  really  early  are
                      likely  those  who  have  prior research experience.
                      (Recall that theory results are highly portable!)

                    * Incompetent theory students are more noticeable than
                      weak  system students.  So we don't often see theory
                      students who drag on for a long time.

               - There are some differences in systems and theory research
                 however,  but they should not have too much impact on the
                 thesis research time.

                    * System needs implementation,  whereas  theory  needs
                      more background study.

                    * Theory   research   is  self-sufficient  and  system
                      implementation may depend  on  other  people's  work
                      (you should not get into a situation where you don't
                      have control).

         c. "Ph.D. thesis research follows some standard guidelines."

               - Yes, a Ph.D. this must represent a substantial result  in
                 a very high standard.

               - But  there  are  many  ways to leave a mark in a research
                 area.  As long as you have come up with some  good  ideas
                 and  pushed  the  frontier  of  knowledge,  you  will  be
                 surprised sometimes how flexible your committee could  be
                 in  terms  of  the research approach, acceptable results,
                 and thesis presentation.

               - There is a small percentage of Ph.D. theses completed  in
                 unusual manner.  Don't give up too early if you belong to
                 this class.  Try it or you will never know.

   8. Pitfalls to avoid (easy ones to avoid listed first)

         a. The goal is too big to reach.

               - Theory

                    * Proving P /= NP

                    * Proving P = NP is even  worse  (likely  this  thesis
                      will never finish!).

                    * Deciding  whether  P = or /= NP is best of the three
                      (i.e., be flexible)

               - System

                    * The initial effort is  so  large  that  real  issues
                      never get a chance to be looked at.

                    * It is important to size the project and evaluate the
                      total effort carefully based on past experiences.

         b. Ideas cannot stand without  an  implementation  that  competes
            with commercial products.

               - Chess  machine  implementation is OK, because there is no
                 commercial competitor.

               - In this sense,  Warp  hardware  is  more  difficult  than
                 software.

               - Floating-point  designs  that  require a high-performance
                 chip implementation to  validate  the  concept  would  be
                 disastrous.

               - Never need to implement another vector processor!

         c. The thesis area is overtaken by technology and environment

               - Technology advances have solved the thesis problem.

                    * A  clever  operating  system using no more than 128K
                      memory is not very interesting today.

               - Advisor (or student sometimes) has  changed  his  or  her
                 interest

               - Other   new   projects   have   better   approaches   and
                 opportunities

               - Other  people  have  published  similar   and/or   better
                 results.

               - Advisor  has  a  better  job  elsewhere or the project is
                 over.

               - Lesson:  You should always do your thesis as  quickly  as
                 possible.

         d. Totally isolated work

               - No  encouragement  and  support--no  one cares about your
                 thesis

                    * Can't even find an advisor sometimes

                    * Doing a thesis away from CMU is really difficult.

               - System research

                    * Lone ranger approach is almost suicidal.

                         - No software, systems  and  application  support
                           for evaluation

                         - Very  difficult  to  do  anything  real without
                           feedback from a community

               - Theory research

                    * At least global networking is needed.

         e. Not knowing when to stop

               - Thesis is not the last research you will do.

               - You can do the same  research  after  your  Ph.D.  thesis
                 (while making more money).

               - Learn  to  make  reasonable  assumptions  to restrict the
                 problem

         f. Unhealthy competition between student and advisor

               - This is more likely to happen in the theory area.

               - The potential  is  always  there  (especially  for  smart
                 professors  with  lots of ego).  In general if both sides
                 try to be fair, things can always be worked out.

         g. Lots of numbers and hacking but no fundamental principles

               - System research has to have more than implementation.

               - Implementation for a thesis research is interesting  only
                 if it can be used to validate some theory.

               - This problem should be fixed as early as possible.

         h. Things  dragged  on--wonderful  general ideas in the beginning
            that never get  developed  into  a  coherent  approach  (i.e.,
            heading to a black hole--there is no output)

               - Wrong  areas  for  the  student (and perhaps the advisor)
                 with respect to ability and interest

               - Nightmare case--it does no good to anyone.

   9. Some other general advice

         - Stay away from areas that have been thoroughly  mined  by  your
           ancestors.

              * Keep yourself at the very front of a research area so that
                you have a better chance to hit something big or at  least
                new.

              * After all in research what matters is the work that pushes
                us into new territories.

              * Make use new advances in other areas

         - Don't avoid thinking

              * Thinking is hard but there is no substitute for it.

         - Psych yourself up for this unique experience of doing  a  Ph.D.
           thesis

              * Make  yourself  believe you are solving the most important
                problem in the world

              * Remember what worked for you before

                   - If you work best when you are competing with  others,
                     then create some confrontation.

              * Must be very alert about issues and opportunities

              * Thesis  process is sort of artificial (almost a torture in
                some way)

                   - The thesis is judged  by  a  committee  (mainly  your
                     advisor)

                        * More subjective than exams

                   - Probably  one of the most humiliating experiences for
                     people of this age (advisors should all remember this
                     and be considerate.)

                   - The  process  is  not  a  typical research style--you
                     don't do anything similar to it  again  even  if  you
                     will be doing research after the degree.

              * The  thesis  process  can  be  long  and  treacherous. (Be
                prepared for it.)

                   - You don't want depression.

              * There are quite a few very competent people  who  just  do
                not want to go through this.

         - Use forcing functions well to speed up the thesis process

              * Competing with someone else

              * Family pressure

              * Financial pressure

              * A job is waiting

              * Advisor is leaving or project is over

              * Equipment is retiring

         - Never throw away advisor's comments

              * Cox-Denning case

         - Keep  good  relationship  with  your  advisor  (even  after you
           graduate)

              * Good thing to do--no exception almost

              * Relationship is unique.

                   - Advisor usually has lots of influence on you in  this
                     very  important  stage  of  your  life.  Advisor also
                     appreciates the good research you did with  him,  and
                     is in general interested in your well-being.

              * Advisor may be your mentor for your entire career.

  10. All the effort is worth it (believe it or not)

         - Experience  from  Ph.D.  thesis  research  is unique.  You have
           learned how to do research.  Future research  is  going  to  be
           more  interesting  because  you  will know how to do it, so you
           will have more freedom and fun.

         - Almost all leaders in research have this experience.  You  will
           have  confidence  in  your  research ability.  You will look at
           things differently than people who  did  not  go  through  this
           process.   It is very clear that Ph.D. thesis research is still
           the best way we know of in developing powerful researchers.

         - In summary, it is the best investment for becoming a successful
           researcher.
</pre>
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		<title>Excelente Frase!</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Oct 2010 22:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Cuidado com o que você diz; entre aqueles que não dizem nada, poucos são os que ficam em silêncio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><center>Cuidado com o que você diz; entre aqueles que não dizem nada,</p>
<p>poucos são os que ficam em silêncio.</center></strong></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Lenda do Uísque de Oito Anos</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 22:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessantes]]></category>
		<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[por Michel Arbache De há muito sabia que não havia uísque de 8 anos, já que nunca vi nos rótulos dos uísques mais baratos, inclusive escoceses qualquer referência ao número 8. Havia e há até hoje um excessão, o nacional Old Eight, responsável por essa lenda de uísque de 8 anos, que acredito só exista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Michel Arbache</em></p>
<p>De há muito sabia que não havia uísque de 8 anos, já que nunca vi nos rótulos dos uísques mais baratos, inclusive escoceses qualquer referência ao número 8. Havia e há até hoje um excessão, o nacional Old Eight, responsável por essa lenda de uísque de 8 anos, que acredito só exista no Brasil, e a historinha é a seguinte. </p>
<p>Até o início dos anos 70 ninguém falava em uísque de 8 anos. Na época já várias marcas nacionais, como Mansion House, todos muitos ruinzinhos e o menos pior era o Drurys.  A Drurys resolveu, então, lançar uma nova marca que oferecia um paladar mais palatável e escolheu o nome Old Eight que insinuava, mas ela nunca afirmou isto, que o uísque teria um prazo de envelhecimento de 8 anos. A partir daí o escoceses mais baratos, sem indicação de prazo de envelhecimento como Black&#038;White, JB, etc, passaram a ser referenciados por nós como uísques de 8 anos. </p>
<p>Fim de semana chegando e eis uma boa pauta para animar a conversa de botequim: não existe uísque 8 anos.</p>
<p>Sim, pode acreditar: quase todos os uísques mais famosos conhecidos genericamente como “8 anos” não são envelhecidos por tal período. Espanta-me, pois, como ninguém até hoje se deu conta de que muitos comerciantes (por meio de cartazes, catálogos, cardápios etc.) podem estar incorrendo em propaganda enganosa.</p>
<p>Bom, para início de conversa, pegue uma garrafa do chamado “uísque 12 anos” de qualquer marca dos escoceses mais famosos: Chivas, Johnnie Walker Black, Ballantine’s 12 etc. Sempre há alguma referência quanto ao tempo de envelhecimento da bebida, ou seja, você normalmente lerá algo do tipo aged 12 years ou coisa similar. Está escrito. Logo, esta é uma informação verdadeira. </p>
<p>Agora, pegue uma garrafa daquele uísque que você acha que tem 8 anos: Ballantine’s Finest, White Horse, JW Red etc. Procure qualquer referência ao número oito na caixa ou rótulo da bebida. Você não encontrará. Isto porque, na verdade, tais bebidas não foram envelhecidas por oito anos. Então por que dizem “oito anos”? </p>
<p>Para entender o porquê do equívoco, é conveniente uma ligeira explicação sobre o processo de fabricação do blended whisky, que é o mais popular, ou seja, aquele que tem maior aceitação no mercado mundial e que todos nós conhecemos. Pois o blended traz em sua composição uma mistura de maltes puros (mais caros) e destilados de grãos (mais baratos). Mas a mistura não é apenas para baratear o produto, mas principalmente para balancear o sabor da bebida, tornando-a assim mais suave ao gosto do consumidor médio. E tal mistura só pode ser feita após o devido processo de maturação, que deve ser de no mínimo três anos em barris. Pela lei escocesa que disciplina as exportações, só após este tempo de maturação é que o uísque escocês poderá trazer no rótulo a denominação “scotch”.</p>
<p>Importante frisar que, diferente do vinho, o processo de envelhecimento do uísque estanca quando ele é engarrafado. E aqui cai por terra outra crença equivocada: acreditar que o fato de guardar por anos uma garrafa de uísque ajuda a torná-lo mais velho. </p>
<p>Acontece que tanto os maltes quanto os destilados de grãos são envelhecidos separadamente, sendo lícito que, no ato da mistura, as idades dos ingredientes sejam diferentes. Mas, também segundo a lei escocesa, para efeito de rotulação da bebida, deve sempre prevalecer a idade do ingrediente mais novo. Ou seja: se dezenas de ingredientes foram envelhecidos por mais de 12 anos e apenas um foi envelhecido por 3 anos, a idade deste último é que deverá constar no rótulo. Talvez seja este o fator da confusão que fez surgir a lenda dos 8 anos. Ou seja: para computar a idade da bebida, em vez de se basear no ingrediente mais novo (como manda a lei), leva-se em conta a média das idades dos ingredientes, o que é errado. </p>
<p>Ainda sobre o rótulo, as destilarias podem omitir o tempo de envelhecimento. Mas saliente-se que, conforme foi dito, o simples fato de o rótulo trazer o termo scotch, já significa que todos os ingredientes ali foram envelhecidos no mínimo por três anos. Por isto as destilarias evitam explicitar a idade dos produtos mais baratos, pois se assim fizessem seriam obrigadas a imprimir o verdadeiro tempo de envelhecimento, que normalmente é de três anos. Assim, como a lenda diz que o uísque tem 8 anos, então as destilarias julgam mais vantajoso omitir a idade da bebida. </p>
<p>Se você quiser checar, as próprias destilarias disponibilizam nas respectivas páginas na internet (vide links ao final) as informações sobre os produtos. Na descrição dos uísques envelhecidos por mais de 12 anos, por exemplo, os sites trazem explícitas as idades. Mas o mesmo não ocorre com os seus produtos mais baratos (os “8 anos”).</p>
<p>Prudentes, eles raramente explicitam o tempo de envelhecimento. Neste ponto, o site da Ballantine’s pelo menos nos dá uma dica na descrição da linha Finest que traz o seguinte trecho: “The brand’s light gold colour and unmistakable taste come from a complex of carefully selected malt and grain whiskies all aged for at least three years” (“A marca da cor dourada e o sabor inconfundível vem de uma complexa e cuidadosa seleção de malte e grãos de whiskies todos envelhecidos por pelo menos três anos.”).</p>
<p>Em outro site especializado em uísque, o expert Arthur Motley diz: “Have you ever wondered why only some whisky labels include the age of the product? The minimum age of whisky is three years. If a distillery mixes a batch that is three years old with one that has matured for 20, the age of the full production is three. That’s the law, and that’s why some makers don’t publicise the age. The general belief is that 15 years is peak maturation time for Scotch whisky, although older whisky is just as tasty” (“Alguma vez você já se perguntou por que somente alguns rótulos de uísque incluem a idade do produto? A idade mínima de whisky é de três anos. Se uma destilaria mistura um lote de três anos com outro que tenha amadurecido 20 anos, a idade da produção total é de três. Esta é a lei e é por isto que alguns fabricantes não divulgam a idade. A crença geral é de que 15 anos é tempo de maturação de pico para o uísque escocês, apesar de o uísque mais velho ser tão saboroso.”).</p>
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		<title>O Preço da Felicidade</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Oct 2010 22:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[A felicidade custa R$ 11 mil. Não ser pobre faz diferença no grau de bem-estar, mas dinheiro perde efeito após certo limiar, diz novo estudo. por Ricardo Mioto Para saber até que ponto dinheiro compra felicidade, estatísticos analisaram um banco de dados gigantesco nos EUA. Descobriram um valor a partir do qual mais riqueza não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A felicidade custa R$ 11 mil. Não ser pobre faz diferença no grau de bem-estar, mas dinheiro perde efeito após certo limiar, diz novo estudo.</strong></p>
<p><em>por Ricardo Mioto</em></p>
<p>Para saber até que ponto dinheiro compra felicidade, estatísticos analisaram um banco de dados gigantesco nos EUA. Descobriram um valor a partir do qual mais riqueza não significa mais bem-estar: R$ 11 mil por mês.</p>
<p>&#8220;Uma renda pequena exacerba as dores emocionais associadas a problemas como divórcio, doença ou solidão&#8221;, diz Daniel Kahneman, da Universidade Princeton, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2002 e coautor da nova pesquisa publicada na revista científica &#8220;PNAS&#8221;.</p>
<p>Para ser feliz, então, o importante não é ser rico, mas sim não ser pobre, revelam entrevistas feitas com mais de 450 mil americanos.</p>
<p>A pesquisa funciona assim: entrevistadores pedem que as pessoas relatem a frequência com que se sentiram felizes ou sorridentes recentemente. Perguntam o mesmo com relação ao estresse.</p>
<p>Pedem também que, em uma escala de zero a dez, digam o quanto estão satisfeitas com as suas vidas &#8211; a &#8220;nota&#8221; média dada pelas pessoas foi de 6,76. Cruzam, então, as respostas obtidas com dados sobre a vida dos entrevistados.</p>
<p><strong>Solidão, Amiga do Peito</strong></p>
<p>Assim, eles descobriram, por exemplo, que gente solitária se sente muito infeliz até em comparação com quem sofre de um problema crônico de saúde.</p>
<p>Ter filhos, por outro lado, traz felicidade. Mas, curiosamente, em média o efeito é menor do que o de ter um plano de saúde- ao menos em países em que o sistema público de hospitais é ruim, como os EUA e talvez o Brasil.</p>
<p>Surpreende também a correlação entre envelhecer e se sentir mais feliz. Aparentemente, os anos fazem com que as pessoas aprendam a lidar com as dificuldades.</p>
<p>O fator campeão de bem-estar, porém, é ser uma pessoa religiosa. Angus Deaton, também de Princeton, esboçou uma explicação para a Folha sobre isso.</p>
<p>&#8220;Quem vai à igreja faz amigos por lá, e isso tem um impacto muito bom. A religião também ajuda os fiéis a entender algumas questões mais difíceis da vida, e isso pode servir de apoio em tempos difíceis. Além disso, muitas igrejas oferecem cuidado médico ou apoio social.&#8221;</p>
<p>A fé é o único fator que consegue até ganhar do dinheiro na busca pela felicidade.</p>
<p>O valor de R$ 11 mil reais, claro, serve como indicador, mas é bom ter em mente que, como ele se refere aos Estados Unidos, uma margem de erro precisa ser levada em consideração ao adaptá-lo ao Brasil -onde, ao menos em algumas cidades, o custo de vida pode ser bem diferente.</p>
<p>&#8220;Nós sabemos, por exemplo, que os latino-americanos costumam se sair bem em medições de felicidade&#8221;, recorda Angus Deaton.</p>
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		<title>A Era do Grunhido</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 22:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil tem uma revista semanal, “Veja”, que se considera a maior do país. Deve até ser mesmo, sei lá quais são os critérios, não sei quantos leitores tem, quanto fatura, não me interessa. Deixei de assinar essa porcaria anos atrás, já não me lembro se por algum motivo específico, ou se foi, apenas, porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil tem uma revista semanal, “Veja”, que se considera a maior do país. Deve até ser mesmo, sei lá quais são os critérios, não sei quantos leitores tem, quanto fatura, não me interessa. Deixei de assinar essa porcaria anos atrás, já não me lembro se por algum motivo específico, ou se foi, apenas, porque um dia peguei na porta de casa e me espantei: eu ainda gasto dinheiro com esta merda?</p>
<p>Tal revista perdeu a relevância, para estabelecer um marco, depois da queda de Collor de Mello. Naqueles anos de impeachment, as semanais deram vários furos, foram importantes, descobriram coisas. Depois, sumiram. Hoje, a “Veja” é reduto de uns caras chiliquentos como Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes. “Ah, você não lê, como sabe?”, vai perguntar alguém.</p>
<p>Eu de tudo sei, tudo conheço. Piadinha interna.</p>
<p>Mas não quero falar aqui dessas figuras ridículas que acham que escrevem bem e que se julgam parte de algum grupo de pensadores contemporâneos, já que são cheios de fazer citações by Wikipedia e com elas impressionam seus leitores babacas. O que escrevem e dizem, para não ofender demais, repercute entre eles três e seus leitores babacas, todos compartilhados. Eles detestam o Lula e o PT, e é tudo que conseguem exprimir com sua verborragia enjoativa e padronizada. Mas dali não sai, suas opiniões e ataques histéricos contra o que chamam de esquerda brasileira não têm importância alguma, não produzem eco algum.</p>
<p>Só que a capa da “Veja”, embora a revista seja uma droga indizível, tem importância, sim. Afinal, ela é vista por alguns milhões de pessoas, repousa amarrotada durante meses em mesinhas de consultórios médicos, dentistas e despachantes, e as pessoas a notam nas bancas de jornais, ao lado de mulheres peladas. E algumas pessoas ainda puxam assunto em mesas de bares e restaurantes dizendo “li na ‘Veja’”, e tal. São os “formadores de opinião”. Uau.</p>
<p>E aí aparece aqui na minha frente, no estúdio da rádio, a ”Veja” que foi hoje às bancas. Na capa, “CALA BOCA GALVÃO”, uma foto do narrador da Globo, e está dada a senha para uma pretensa reportagem séria de sete páginas, um “box” e três gráficos sobre o poder do Twitter, motivada por uma bobagem infanto-juvenil que nem os “tuiteiros” levam muito a sério, lançada no dia da abertura da Copa. Aliás, nem o Galvão levou a sério, claro, porque discutir um uma “hashtag” de Twitter é como sugerir um seminário para analisar a musicalidade de uma vuvuzela, ou um congresso sobre comunidades bizarras do Orkut.</p>
<p>Ontem morreu José Saramago. O maior escritor da língua portuguesa mereceu desse semanário indefensável meia página, com uma foto e uma legenda editorializada, porque ”Veja” tem opiniões formadas até sobre índice e numeração de páginas. Diz a legenda: “ESTILO E EQUÍVOCO”, reduzindo Saramago a isso, a alguém que tinha estilo e era equivocado, para atacar as posições políticas e religiosas do escritor, comunista e ateu.</p>
<p>Alguém ser comunista e ateu, para a “Veja”, é algo mais condenável do que estuprar a mãe no tanque. “Ao lado da criação literária, manteve-se sempre ativo, e equivocado, na política”, diz o texto pastoso, que nem assinado foi. Uma pobreza jornalística inacreditável. “Nos países cujos regimes ele defendia, nenhum escritor que ousou discordar teve o luxo de uma morte tranquila”, encerra o autor. Como é que alguém pode escrever uma merda desse tamanho? Será que essa gente não tem vergonha do que coloca no papel?</p>
<p>Pois todas as palavras ditas e escritas por Saramago, capaz de obras-primas da literatura universal como “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “Ensaio Sobre a Cegueira”, “Todos os Nomes”, “Memorial do Convento”, “Caim”, “Jangada de Pedra”, mereceram da “Veja” meia página, enquanto três palavras bobas espalhadas pelo Twitter foram parar na capa da revista e em sete de suas páginas.</p>
<p>O que mais me atormenta, quando vejo essas coisas, é saber que graças a decisões editoriais como essa, uma babaquice como o “CALA BOCA GALVÃO” assume, diante dos olhos e do julgamento dos retardados que levam tal revista a sério, uma importância bem maior do que a vida e a obra de Saramago.</p>
<p>Saramago pedindo um café a sua esposa tem mais conteúdo, provavelmente, do que todas as edições juntas de “Veja” dos últimos 15 anos. Ele tinha razão, quando falava do Twitter — não se enganem, Saramago tinha até blog, não era um velhote vivendo numa caverna. Numa recente entrevista por e-mail a “O Globo”, disse: “Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.</p>
<p>Pois a “Veja”, hoje, inaugurou a era do grunhido impresso.</p>
<p><strong>Flavio Gomes</strong></p>
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		<title>Cabaço com Certificado</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Sep 2010 22:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há alguns anos em Sapeaçu, cidade no interior da Bahia, o delegado registrava a queixa de uma moça que se dizia deflorada pelo namorado. Na ausência de médico na cidade, pediu um laudo, por escrito, a uma parteira afamada da região para anexar ao processo. Eis o laudo proferido pela profissional: &#8220;Eu, Maria Francisca da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos em Sapeaçu, cidade no interior da Bahia, o delegado registrava a queixa de uma moça que se dizia deflorada pelo namorado. Na ausência de médico na cidade, pediu um laudo, por escrito, a uma parteira afamada da região para anexar ao processo. Eis o laudo proferido pela profissional:</p>
<p>&#8220;Eu, Maria Francisca da Conceição, parteira mó do destrito de Jenipapo, estado da Bahia, cidade de Sapê, declaro para o bem do meu ofício que, examinando os baixos fuditórios de Maria das Mercedes, constatei manchas rôxas na altura da críca, que para mim, ou foi supapo de pêia ou cabeçada de pica. É verdade e dou fé.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Arte, Ciência e Desenvolvimento</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Sep 2010 22:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O 1º Simpósio Academia-Empresa organizado pela Academia Brasileira de Ciências ocorreu nos dias 24 e 25 de março, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tendo reunido representantes da Vale, Petrobras, Inmetro, Coppe, EBX e outras empresas de destaque no Estado do Rio. A proposta da Diretoria da ABC é realizar eventos similares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O 1º Simpósio Academia-Empresa organizado pela Academia Brasileira de Ciências ocorreu nos dias 24 e 25 de março, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tendo reunido representantes da Vale, Petrobras, Inmetro, Coppe, EBX e outras empresas de destaque no Estado do Rio. A proposta da Diretoria da ABC é realizar eventos similares em todas as regiões do Brasil, com palestras de representantes de empresas que investiram em pesquisa e desenvolvimento com a contratação de doutores brasileiros e ganharam muito com isso. No debate, os palestrantes interagem com outros empresários e com cientistas presentes na plateia.</p>
<p>Veja a seguir a fala do documentarista João Moreira Salles, um dos palestrantes convidados do Simpósio, publicada no jornal Folha de S.Paulo, em 6 de junho de 2010.</p>
<p>Agradeço ao professor Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciências, o convite que me fez para falar a uma plateia de colegas seus, na crença de que eu pudesse servir de porta-voz das humanidades num encontro de cientistas. Peço desculpas por desapontá-lo.</p>
<p>Sou ligado ao cinema documental e, mais recentemente, ao jornalismo, atividades que, se não são propriamente artísticas, decerto existem na fronteira da criação. Jornalismo não é literatura nem documentário é cinema de ficção. Nosso capital simbólico é muito menor e nosso horizonte de possibilidades é limitado pelos constrangimentos do mundo concreto. </p>
<p>Não podemos voar tanto, e essa é a primeira razão pela qual, com notáveis exceções, o que produzimos é efêmero, sem grande chance de permanência. Não obstante, é fato que minhas afinidades pessoais e profissionais estão muito mais próximas de um livro ou de um filme do que de uma equação diferencial &#8211; o que não me impede de achar que há um limite para a quantidade de escritores, cineastas e bacharéis em letras que um país é capaz de sustentar. Isso deve valer também para sociólogos, cientistas políticos e economistas, mas deixo a suspeita por conta deles. Na minha área, creio que já ultrapassamos o teto há muito tempo, e me pergunto de quem é a responsabilidade. </p>
<p>Em 1959, o físico e escritor inglês C.P. Snow deu uma famosa palestra na Universidade de Cambridge sobre a relação entre as ciências e as humanidades. Snow observou que a vida intelectual do Ocidente havia se partido ao meio.De um lado, o mundo dos cientistas; do outro, a comunidade dos homens de letras, representada por indivíduos comumente chamados de intelectuais, termo que, segundo Snow, fora sequestrado pelas humanidades e pelas ciências sociais. As características de cada grupo seriam bem peculiares. Enquanto artistas tenderiam ao pessimismo, cientistas seriam otimistas. Aos artistas, interessaria refletir sobre a precariedade da condição humana e sobre o drama do indivíduo no mundo. O interesse dos cientistas, por sua vez, seria decifrar os segredos do mundo natural e, se possível, fazer as coisas funcionarem. Como frequentemente obtinham sucesso, não viam nenhum despropósito na noção de progresso.</p>
<p>Estava estabelecida a ruptura: de um lado, o desconforto existencial, agravado pela perspectiva da aniquilação nuclear; do outro, a penicilina, o motor a combustão e o raio-X. Na qualidade de cientista e homem de letras, Snow se movia pelos dois mundos, cumprindo um trajeto que se tornava cada vez mais penoso e solitário. &#8220;Eu sentia que transitava entre dois grupos que já não se comunicavam&#8221;, escreveu. </p>
<p>Certa vez, um amigo seu, cidadão emérito das humanidades, foi convidado para um daqueles jantares solenes que as universidades inglesas cultivam com tanto gosto. Sentando-se a uma mesa no Trinity College &#8211; onde Newton viveu e onde descobriu as leis da mecânica clássica &#8211; e feitas as apresentações formais, o amigo se virou para a direita e tentou entabular conversa com o senhor ao lado. Recebeu um grunhido como resposta. Sem deixar a peteca cair, virou-se para o lado oposto e repetiu a tentativa com o professor à sua esquerda. Foi acolhido com novos e eloquentes grunhidos. Acostumado ao breviário mínimo da cortesia &#8211; segundo o qual não se ignora solenemente um vizinho de mesa -, o amigo de Snow se desconcertou, sendo então socorrido pelo decano da faculdade, que esclareceu: &#8220;Ah, aqueles são os matemáticos. Nós nunca conversamos com eles&#8221;. Snow concluiu que a falta de diálogo fazia mais do que partir o mundo em dois. A especialização criava novos subgrupos, gerando células cada vez menores que preferiam conversar apenas entre si. </p>
<p>Síntese e ordem</p>
<p>Não sei se alguém já voltou a conversar com os matemáticos. Torço para que sim, apesar das evidências em contrário. Seria um desperdício, pois a matemática, para além dos seus usos, é guiada por um componente estético, por um conceito de beleza e de elegância que a maioria das pessoas desconhece. O que move os grandes matemáticos e os grandes artistas, desconfio, é um sentimento muito semelhante de síntese e ordem. Os dois grupos teriam muito a dizer um ao outro, mas, até onde sei, quase não se falam. (No passado, o poeta Paul Valéry deu conferências para matemáticos e o matemático Henri Poincaré falou para poetas.) </p>
<p>Segundo Snow, com a notável exceção da música, não há muito espaço para as artes na cultura científica: &#8220;Discos. Algumas fotografias coloridas. O ouvido, às vezes o olho. Poucos livros, quase nenhuma poesia.&#8221; Talvez seja exagero, não saberia dizer. Posso falar com mais propriedade sobre a outra parcela do mundo, e concordo quando ele diz que, de maneira geral, as humanidades se atêm a um conceito estreito de cultura, que não inclui a ciência. </p>
<p>Os artistas e boa parte dos cientistas sociais são quase sempre cegos a uma extensa gama do conhecimento. Numa passagem famosa de sua palestra, Snow conta o seguinte: &#8220;Já me aconteceu muitas vezes de estar com pessoas que, pelos padrões da cultura tradicional, são consideradas altamente instruídas. Essas pessoas muitas vezes têm prazer em expressar seu espanto diante da ignorância dos cientistas. De vez em quando, resolvo provocar e pergunto se alguma delas saberia dizer qual é a segunda lei da termodinâmica. A resposta é sempre fria &#8211; e sempre negativa. No entanto, essa pergunta é basicamente o equivalente científico de &#8216;Você já leu Shakespeare?&#8217;. Hoje, acho que se eu propusesse uma questão ainda mais simples &#8211; por exemplo: &#8216;Defina o que você quer dizer quando fala em &#8216;massa&#8217; ou &#8216;aceleração&#8221;, o equivalente científico de &#8216;Você é alfabetizado?&#8217;-, talvez apenas uma em cada dez pessoas altamente instruídas acharia que estávamos falando a mesma língua. </p>
<p>Responsabilidade </p>
<p>Vivendo quase exclusivamente no hemisfério das humanidades, recebo poucas notícias do lado de lá. O que eu teria a dizer sobre ciência fica perto do zero. Por outro lado, como especialista na minha própria ignorância, posso discorrer sobre ela sem embaraços. Com as devidas ressalvas às exceções que devem existir por aí, estendo minha ignorância a todo um grupo de pessoas e me pergunto de quem seria a responsabilidade por sabermos tão pouco sobre as leis que regem o que nos cerca. </p>
<p>As respostas são previsíveis. Em parte, a responsabilidade é dos próprios cientistas, que não fazem questão de se comunicar com a comunidade não-científica; em parte é dos governos, que raramente têm uma política eficaz de promoção da ciência nas escolas; e em parte &#8211; e essa é a parte que mais me interessa &#8211; é nossa, das humanidades, que tomamos as ciências como um objeto estranho, alheio a tudo o que nos diz respeito. </p>
<p>A quase totalidade dos personagens de classe média da literatura e do cinema brasileiro contemporâneos pertence ao mundo dos artistas e intelectuais. São jornalistas, escritores (geralmente em crise e com bloqueio), professores (quase sempre de história, filosofia ou letras), antropólogos, viajantes (à deriva), cineastas, atores, gente de TV ou filósofos de botequim. Quando muito, um empresário aqui, um advogado acolá. Para encontrar um engenheiro ou médico, é preciso voltar quase a Machado de Assis. Cientistas são pouquíssimos, se bem que no momento não me lembro de nenhum. (Os filmes de Jorge Duran são uma exceção, mas ele nasceu no Chile.)</p>
<p>É como se, do lado de fora das disciplinas criativas, não houvesse redenção. Em &#8220;Cidade de Deus&#8221;, o menino escapa do ciclo de violência quando recebe uma máquina fotográfica e vira fotógrafo. Não parece ocorrer a ninguém &#8211; nem aos personagens, nem ao público &#8211; a possibilidade de ele virar biólogo, meteorologista ou mesmo técnico em ciência. &#8220;Cidade de Deus&#8221; é uma narrativa realista, e portanto tende a preferir o provável ao possível. Mas não é só isso. Nenhuma daquelas profissões soaria suficientemente cool ao público &#8211; seria um anticlímax. Em nome da eficácia narrativa, bem melhor ele virar artista. Eleição para a Academia Brasileira de Letras dá página de jornal. Já no caso da Academia Brasileira de Ciências, saindo da comunidade científica, é improvável achar alguém que tenha pelo menos noção de onde ela fica, que dirá saber o nome de algum acadêmico.</p>
<p>Há pouco tempo, escrevi o perfil de um jovem matemático carioca, Artur Avila. Boa parte dos meus amigos -alguns deles muito bem informados- não sabia da existência do IMPA[Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada], sob vários aspectos a melhor instituição de ensino superior do país (o número de artigos publicados em revistas de circulação internacional de alto padrão científico, por exemplo, põe o IMPA de par em par com alguns dos grandes centros americanos de matemática, como Chicago e Princeton).</p>
<p>Descolados </p>
<p>Uma das minhas obsessões é folhear a revista dominical do jornal &#8220;O Globo&#8221;. Existe ali uma seção na qual eles abordam jovens descolados na saída da praia, de cinemas, lojas e livrarias, para conferir o que andam vestindo. No pé da imagem, informa-se o nome e a profissão da pessoa. Um número recente trazia um designer, uma produtora de moda, um estudante, uma dona de restaurante, um assistente de estilo, outra designer, uma jornalista, uma publicitária, um &#8220;dramaturg&#8221; (estava assim mesmo), uma estilista, outra estilista e alguém que exercia a misteriosa profissão de &#8220;coordenadora de estilo&#8221;.</p>
<p>Acompanho essas páginas há um bom tempo, e estatisticamente o resultado é assombroso. Conto nos dedos o número de engenheiros, médicos ou biólogos que vi passar por ali. Eles não podem ser tão mal vestidos assim. De duas, uma: ou são relativamente poucos, ou a revista prefere destacar as profissões que considera mais charmosas. As duas alternativas são muito ruins, mas a segunda me incomoda particularmente, pois sei por experiência como é poderosa a atração exercida por algumas profissões com alto cachê simbólico. Dou aula na PUC-Rio, no departamento de comunicação, que num passado recente oferecia apenas cursos de jornalismo e publicidade. Durante alguns anos, lecionei história do documentário para turmas de futuros jornalistas. Em 2005 foi criada a especialização em cinema &#8211; e, hoje, quase todos os meus trinta e poucos alunos são estudantes de cinema. </p>
<p>Pesadelo </p>
<p>Existem no Rio quatro universidades que oferecem cursos de cinema; no Brasil, são ao todo 28, segundo o Cadastro da Educação Superior do MEC. No ano passado, a PUC-Rio formou três físicos, dois matemáticos e 27 bacharéis em cinema. Existem 128 cursos superiores de moda no Brasil. Em 2008, segundo o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira], o país formou 1.114 físicos, 1.972 matemáticos e 2.066 modistas. Alimento o pesadelo de que, em alguns anos, os aviões não decolarão, mas todos nós seremos muito elegantes.</p>
<p>É evidente que um país pode ter documentaristas demais e físicos de menos. O Brasil já sofre uma carência de engenheiros. Segundo dados de um relatório do IEDI [Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial] entregue ao ministro da Educação, Fernando Haddad, a taxa de formação de engenheiros no Brasil é inferior à da China, da Índia e da Rússia, países emergentes com os quais<br />
competimos.</p>
<p>A Rússia forma 190 mil engenheiros por ano, a Índia, 220 mil e a China, 650 mil, diz o relatório. Nós formamos 47 mil. Os números da China são pouco confiáveis, mas outras comparações eliminam possíveis dúvidas. A Coreia do Sul, por exemplo, com 50 milhões de habitantes, forma 80 mil engenheiros por ano, 26% de todos os formandos. Na China, a crer nas métricas, essa proporção chega a 40%. Em 2006, a taxa por aqui era de apenas 8%. Até o México, país com indicadores sociais semelhantes aos nossos, hoje possui 14% de seus formandos nessa área.</p>
<p>Estagnação </p>
<p>Companhias que integram a &#8220;Fortune 500&#8243;, lista das maiores empresas do mundo, mantêm 98 centros de pesquisa e desenvolvimento na China e outros 63 na Índia. No Brasil aparentemente não é feita esta contagem; se o número existe, consegui-lo é uma proeza, o que só confirma a pouca importância atribuída ao assunto. O relatório do IEDI mostrou que os gastos totais em pesquisa e desenvolvimento como proporção do PIB estão estagnados no país. Há cinco anos não cresce o número de empresas que investem em desenvolvimento.</p>
<p>Em 2009, apesar da crise, a Toyota sozinha registrou mais de mil patentes. A soma de todas as patentes requeridas pelas empresas brasileiras não chegou à metade disso, segundo a Anpei [Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras]. Somos detentores de 0,3% das patentes do planeta. Em termos de inovação, ocupamos o 24º lugar entre as nações. O país prospera à força de consumo, não de investimento ou invenção. Compramos coisas que foram pensadas lá longe, as quais serão brevemente superadas por outras coisas que também não terão sido pensadas aqui. É um processo estéril.</p>
<p>Escritores, cineastas e editores de suplementos dominicais se espantariam em saber que, na China, a proficiência em matemática desfruta de uma forte valorização simbólica. Na Índia, um jovem programador de software se sente no topo do mundo. Há pouco tempo, o jornalista Thomas Friedman, do &#8220;New York Times&#8221;, publicou uma coluna sobre os 40 finalistas de um concurso promovido pela empresa de processadores Intel, que premia os melhores alunos de matemática e ciências do ensino médio americano. Cada um deles solucionou um problema científico. Eis o nome dos jovens americanos premiados: Linda Zhou, Alice Wei Zhao, Lori Ying, Angela Yu-Yun Yeung, Kevin Young Xu, Sunanda Sharma, Sarine Gayaneh Shahmirian, Arjun Ranganath Puranik, Raman Venkat Nelakant -assim prossegue a lista, até terminar com Yale Wang Fan, Yuval Yaacov Calev, Levent Alpoge, John Vincenzo Capodilupo e Namrata Anand.</p>
<p>Valorização pífia</p>
<p>Enquanto isso, como lembra o matemático César Camacho, diretor do IMPA, várias universidades brasileiras têm vagas abertas para professores de matemática, não preenchidas por falta de candidatos. A valorização das ciências entre nós é pífia. </p>
<p>Sempre me espanto com a presença cada vez maior de projetos sociais que levam dança, música, teatro e cinema a lugares onde falta quase tudo. Nenhuma objeção, mas é o caso de perguntar por que somente a arte teria poderes civilizatórios. Ninguém pensa em levar a esses jovens um telescópio ou um laboratório de química ou biologia? Centenas de estudantes universitários gostariam de participar de iniciativas assim. Com entusiasmo &#8211; e um pró-labore -, mostrariam que a ciência também é legal e despertariam talentos. Seria bom também se o nosso sistema educacional fosse mais flexível, com cadeiras de humanidades e iniciação científica no ciclo básico de todos os cursos universitários. </p>
<p>É imprudente tomar uma decisão definitiva aos 18 anos de idade, mas é exatamente o que têm de fazer os alunos ao entrar na universidade &#8211; embora, como norma, eles não saibam para o que têm vocação. Uma vez escolhido o escaninho, somem as oportunidades de conhecer outras áreas e eventualmente migrar. Se em algum momento a vocação se manifesta, em geral o aluno e sua família consideram que é tarde. Circunstâncias econômicas ou psicológicas &#8211; começar de novo exige determinação férrea &#8211; dificultam muito um ajuste de rota. (Sei bem como é, porque foi o meu caso.)</p>
<p>É absolutamente certo que, neste momento, alguns milhares de jovens estão prestes a cometer o mesmo equívoco. Muitos se revelarão apenas medianos ou preguiçosos, e é provável que a ciência não tenha como alcançá-los. Sem desmerecer os excelentes alunos de cinema, letras ou sociologia, é impossível negar que, para alguém sem grande talento ou dedicação, será sempre mais fácil ser medíocre num curso de humanas do que num de exatas.</p>
<p>Alguns desses jovens sem orientação provavelmente terão inclinação para as ciências e ainda não descobriram. É preciso criar mecanismos que os ajudem a escolher o caminho certo. Infelizmente, as artes e as humanidades, pelo menos por enquanto, não colaboram muito. Ao contrário. Nós disputamos esses jovens e, infelizmente, até aqui estamos ganhando a guerra.</p>
<p>João Moreira Salles</p>
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		<title>Arthur Schopenhauer</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 22:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talentoso é aquele que acerta um alvo que ninguém acerta. Gênio é aquele que acerta um alvo que ninguém vê.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talentoso é aquele que acerta um alvo que ninguém acerta. Gênio é aquele que acerta um alvo que ninguém vê.</p>
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		<title>Adaptação de Títulos de Filmes para o Nordeste</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 22:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Piadas]]></category>
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		<description><![CDATA[De: Uma Linda Mulher Para: Uma Quenga Aprumada De: O Poderoso Chefão Para: O Coroné Arretado De: O Exorcista Para: Arreda, Capeta! De: Os Sete Samurais Para: Os Jagunço di Zóio Rasgado De: Godzila. Para: Calangão De: Perfume de Mulher Para: Cherim de Cabocla De: Tora, Tora, Tora! Para: Ôxente, Ôxente, Ôxente! De: Mamãe Faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De: Uma Linda Mulher<br />
Para: Uma Quenga Aprumada</p>
<p>De: O Poderoso Chefão<br />
Para: O Coroné Arretado</p>
<p>De: O Exorcista<br />
Para: Arreda, Capeta!</p>
<p>De: Os Sete Samurais<br />
Para: Os Jagunço di Zóio Rasgado</p>
<p>De: Godzila.<br />
Para: Calangão</p>
<p>De: Perfume de Mulher<br />
Para: Cherim de Cabocla</p>
<p>De: Tora, Tora, Tora!<br />
Para: Ôxente, Ôxente, Ôxente!</p>
<p>De: Mamãe Faz Cem Anos<br />
Para: Mainha Nun Morre Mais</p>
<p>De: Guerra nas Estrelas<br />
Para: Arranca-Rabo no Céu</p>
<p>De: Um Peixe Chamado Wanda<br />
Para: Um Lambari, Cum Nome di Muié</p>
<p>De: A Noviça Rebelde<br />
Para: A Beata Increnquêra</p>
<p>De: O Corcunda de Notre Dame<br />
Para: O  Monstrim  da  Igreja  Grandi</p>
<p>De: O Fim dos Dias<br />
Para: Nóis Tâmo é Lascado</p>
<p>De:  Um Cidadão Acima de Qualquer  Suspeita.<br />
Para: Um Cabra Pai D&#8217;égua di Quem Ninguém Discunfia</p>
<p>De: Os Filhos do Silêncio<br />
Para: Os Mininu du Mudim</p>
<p>De: A Pantera Cor-de-Rosa<br />
Para: A Onça Viada</p>
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		<title>Se o Produto Fosse um Bebe</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 22:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gerente de Projetos: acredita que nove mulheres podem parir um bebê em um mês. Desenvolvedor: acha que quatro meses e meio são suficientes para parir um bebê. Coordenador Externo: acredita que uma única mulher pode parir nove bebês em um mês. Cliente: não sabe por que quer um bebê. Gerente de Marketing: acha que pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Gerente de Projetos:</strong> acredita que nove mulheres podem parir um bebê em um mês.</p>
<p><strong>Desenvolvedor:</strong> acha que quatro meses e meio são suficientes para parir um bebê.</p>
<p><strong>Coordenador Externo:</strong> acredita que uma única mulher pode parir nove bebês em um mês.</p>
<p><strong>Cliente:</strong> não sabe por que quer um bebê.</p>
<p><strong>Gerente de Marketing:</strong> acha que pode parir um bebê, mesmo que não existam homens ou mulheres disponíveis.</p>
<p><strong>Equipe de Controle de Recursos:</strong> acredita não precisar de um homem ou mulher. Irão produzir um bebê com custo zero.</p>
<p><strong>Equipe de Documentação:</strong> não se importa em como e quando o bebê será parido. Eles apenas irão documentar nove meses.</p>
<p><strong>Equipe de Design:</strong> cria um bebê de três braços e uma perna e questiona se pode ser feito.</p>
<p><strong>Auditor de Qualidade:</strong> não ficará satisfeito com o processo de fabricação de um bebê.</p>
<p><strong>Testador:</strong> ao final do processo, dirá para sua mulher que aquele não é o bebê certo.</p>
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		<title>Relato de Uma Ex-Jovem</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 22:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava dependurado na parede. Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome. Era da minha classe do colegial, uns 30 anos atrás, e eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava dependurado na parede. Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome.</p>
<p>Era da minha classe do colegial, uns 30 anos atrás, e eu me perguntava: Poderia ser o mesmo rapaz por quem eu tinha me apaixonado à época? Quando entrei na sala de atendimento imediatamente afastei esse<br />
pensamento do meu espírito. Este homem grisalho, quase calvo, gordo, com um rosto marcado,  profundamente enrugado, era demasiadamente velho pra ter sido o meu amor secreto.</p>
<p>Depois que ele examinou o meu dente, perguntei-lhe se ele estudou no Colégio Sacré Coeur. </p>
<p>- Sim. Respondeu-me. Quando se formou? Perguntei.</p>
<p>- 1965. Por que esta pergunta? Respondeu.</p>
<p>- É que&#8230; bem&#8230; você era da minha classe. Eu exclamei.</p>
<p>E então, este velho horrível, cretino, careca, barrigudo, flácido e lazarento me perguntou:</p>
<p>- A senhora era professora de quê?</p>
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		<title>João Gilberto Lança Guitar Hero Bossa Nova</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 22:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de criar um perfil no Facebook, hackear um site de fofocas, comprar um iPad e criar uma nova estrutura harmônica para o código HTML, João Gilberto anunciou que lançará sua versão do jogo Guitar Hero. A edição especial virá com um banquinho singelo e um microfone especialmente desenvolvido no Japão. A tradicional guitarra de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de criar um perfil no Facebook, hackear um site de fofocas, comprar um iPad e criar uma nova estrutura harmônica para o código HTML, João Gilberto anunciou que lançará sua versão do jogo Guitar Hero. A edição especial virá com um banquinho singelo e um microfone especialmente desenvolvido no Japão.</p>
<p>A tradicional guitarra de cinco botões que tanto sucesso fez entre os gamers será substituída por um velho violão – chamado carinhosamente de pinho plangente – com duas manivelas, oito botões e cinco válvulas. O jogador terá de simular a complexidade com que João divide os ritmos e executa a sua famosa batida.</p>
<p>Passagens de fase serão anunciadas por um Caetano Veloso dizendo “É uma coisa muito linda”. O prêmio maior é alcançado quando o jogador conseguir reproduzir o miado de um gato em compasso 18/7, com quintas invertidas e pausas improváveis. Na ocasião, um pequeno Gilberto Gil aparecerá na tela e saudará o vencedor usando várias vezes a palavras fenomenologia.  </p>
<p>Quem comprar o jogo poderá escolher entre as canções “O Pato”, “Doralice”, “Desafinado”, “Chega de Saudade” e “Bim Bom”. As músicas incluirão pausas para permitir ao jogador que pare de cantar para pedir silêncio na sala ou reclamar do som, o que também dá pontos. </p>
<p>O jogo Guitar Hero Bossa Nova deveria ser lançado em maio, mas João pediu para regravar alguns trechos. A expectativa é que chegue às lojas antes do Natal.</p>
<p><em>Fonte: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/herald/post_115/Joao_Gilberto_lanca_Guitar_Hero_Bossa_Nova.aspx" target="_blank">The iPiauí Herald</a></em></p>
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		<title>Excelente Frase!</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 22:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho cancer mas estou na moda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><strong>Tenho cancer mas estou na moda.</strong></center></p>
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		<title>A Aliança, Luis Fernando Veríssimo</title>
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		<pubDate>Sat, 22 May 2010 22:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.</p>
<p>Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências… Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.</p>
<p>— Você não sabe o que me aconteceu!</p>
<p>— O quê?</p>
<p>— Uma coisa incrível.</p>
<p>— O quê?</p>
<p>— Contando ninguém acredita.</p>
<p>— Conta!</p>
<p>— Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?</p>
<p>— Não.</p>
<p>— Olhe.</p>
<p>E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.</p>
<p>— O que aconteceu?</p>
<p>E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.</p>
<p>— Que coisa – diria a mulher, calmamente.</p>
<p>— Não é difícil de acreditar?</p>
<p>— Não. É perfeitamente possível.</p>
<p>— Pois é. Eu…</p>
<p>— SEU CRETINO!</p>
<p>— Meu bem…</p>
<p>— Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.</p>
<p>— Mas, meu bem…</p>
<p>— Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!</p>
<p>E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações. Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:</p>
<p>— Que fim levou a sua aliança? E ele disse:</p>
<p>— Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.</p>
<p>Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam.</p>
<p>— O mais importante é que você não mentiu pra mim.</p>
<p>E foi tratar do jantar.</p>
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		<title>Resposta Inteligente</title>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 22:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Independente da convicção religiosa, perguntaram a um coronel do BOPE (polícia de elite do Rio de Janeiro) se ele perdoaria os traficantes que derrubaram o helicóptero da PM, matando 3 policiais. A resposta foi: &#8220;Eu creio que a tarefa de perdoá-los cabe a DEUS. A nossa é de simplesmente promover o encontro.&#8220;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Independente da convicção religiosa, perguntaram a um coronel do BOPE (polícia de elite do Rio de Janeiro) se ele perdoaria os traficantes que derrubaram o helicóptero da PM, matando 3 policiais. A resposta foi:</p>
<p>&#8220;<strong>Eu creio que a tarefa de perdoá-los cabe a DEUS. A nossa é de simplesmente promover o encontro.</strong>&#8220;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Big Bosta Brasil 10</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 22:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.</p>
<p>Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros&#8230; todos na mesma casa, a casa dos heróis, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é  a realidade em busca do IBOPE: é putaria ao vivo!!!</p>
<p>Veja como Pedro Bial  tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um zoológico humano divertido . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.<br />
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os animais do zoológico: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a não sou piranha mas não sou santa, o modelo Mr. Maringá, a nordestina sorridente, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).</p>
<p>Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.</p>
<p>Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?</p>
<p>Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados..</p>
<p>Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.</p>
<p>Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.</p>
<p>Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).</p>
<p>Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.</p>
<p>O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou  ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o escolhido receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a &#8220;entender o comportamento humano&#8221;. Ah, tenha dó!!! </p>
<p>Veja o que está por trás do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.</p>
<p>Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?<br />
(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores )</p>
<p>Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.</p>
<p>Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um artigo de Jabor, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa&#8230;, ir ao cinema&#8230;,  estudar&#8230;, ouvir boa música&#8230;, cuidar das flores e jardins&#8230;, telefonar para um amigo&#8230;, visitar os avós&#8230; , pescar&#8230;, brincar com as crianças&#8230;, namorar&#8230; ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.</p>
<p><em>(Autor Desconhecido)</em></p>
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		<title>A César o que é de César</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 23:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. COMARCA DE NITERÓI &#8211; NONA VARA CÍVEL. Processo n° 2005.002.003424- 4. SENTENÇA Cuidam-se os autos de ação de obrigação de fazer manejada por ANTONIO MARREIROS DA SILVA MELO NETO contra o CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO LUÍZA VILLAGE e JEANETTE GRANATO, alegando o autor fatos precedentes ocorridos no interior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. COMARCA DE NITERÓI &#8211; NONA VARA<br />
CÍVEL. Processo n° 2005.002.003424- 4.</em></p>
<p><strong>SENTENÇA</strong></p>
<p>Cuidam-se os autos de ação de obrigação de fazer manejada por ANTONIO MARREIROS DA SILVA MELO NETO contra o CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO LUÍZA VILLAGE e JEANETTE GRANATO, alegando o autor fatos precedentes ocorridos no interior do prédio que o levaram a pedir que fosse tratado formalmente de &#8220;senhor&#8221;. </p>
<p>Disse o requerente que sofreu danos, e que esperava a procedência do pedido inicial para dar a ele autor e suas visitas o tratamento de &#8220;Doutor&#8221;, &#8220;senhor&#8221;, &#8220;Doutora&#8221;, &#8220;senhora&#8221;, sob pena de multa diária a ser fixada judicialmente, bem como requereu a condenação dos réus em dano moral não inferior a 100 salários mínimos. </p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>DECIDO. &#8220;O problema do fundamento de um direito apresenta-se diferentemente conforme se trate de buscar o fundamento de um direito que se tem, ou de um direito que se gostaria de ter.&#8221; (Noberto Bobbio, in &#8220;A Era dos Direitos&#8221;, Editora Campus, pg.15).</p>
<p>Trata-se o autor da ação de Juiz digno, merecendo todo o respeito deste sentenciante e de todas as demais pessoas da sociedade, não se justificando tamanha publicidade que tomou este processo. Agiu o requerente como jurisdicionado, na crença de seu direito. Plausível sua conduta, na medida em que atribuiu ao Estado a solução do conflito. Não deseja o ilustre Juiz, tola bajulice, nem esta ação pode ter conotação de incompreensível futilidade.. O cerne do inconformismo é de cunho eminentemente subjetivo, e ninguém, a não ser o próprio autor, sente a mesma dor, e este sentenciante bem compreende o que tanto incomoda o probo Requerente.</p>
<p>Está claro que não quer, nem nunca quis o autor, impor medo de autoridade, ou que lhe dediquem cumprimento laudatório, posto que é homem de notada grandeza e virtude . Entretanto, entendo que não lhe assiste razão jurídica na pretensão deduzida.</p>
<p>&#8220;Doutor&#8221; não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário . Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas como &#8220;doutor&#8221;, sem o ser, e fora do meio acadêmico. Daí a expressão doutor honoris causa &#8211; para a honra &#8211; que se trata de título conferido por uma universidade, à guisa de homenagem, a determinada pessoa, sem submetê-la a exame. Por outro lado, vale lembrar que &#8220;professor&#8221; e &#8220;mestre&#8221;, são títulos exclusivos dos que se dedicam ao magistério, após concluído o curso de mestrado.</p>
<p>Embora a expressão &#8220;senhor&#8221; confira a desejada formalidade às comunicações &#8211; não é pronome -, e possa até o autor aspirar distanciamento em relação a qualquer pessoa, afastando intimidades, não existe regra legal que imponha obrigação ao empregado do condomínio a ele assim se referir. </p>
<p>O empregado que se refere ao autor por &#8220;você&#8221;, pode estar sendo cortês, posto que &#8220;você&#8221; não é pronome depreciativo. Isso é formalidade, decorrente do estilo de fala, sem quebra de hierarquia ou incidência de insubordinação. Fala-se segundo sua classe social. </p>
<p>O brasileiro tem tendência na variedade coloquial relaxada, em especial a classe &#8220;semi-culta&#8221; , que sequer se importa com isso. Na verdade &#8220;você&#8221; é variante &#8211; contração da alocução &#8211; do tratamento respeitoso &#8220;Vossa Mercê&#8221;. A professora de linguística Eliana Pitombo Teixeira ensina que os textos literários que apresentam altas freqüências do pronome &#8220;você&#8221;, devem ser classificados como formais. Em qualquer lugar desse país, é usual as pessoas serem chamadas de &#8220;seu&#8221; ou &#8220;dona&#8221;, e isso é tratamento formal.</p>
<p>Em recente pesquisa universitária, constatou-se que o simples uso do nome da pessoa substitui o senhor/a senhora, e você, quando usados como prenome, isso porque soa como pejorativo tratamento diferente. </p>
<p>Na edição promovida por Jorge Amado, &#8220;Crônica de Viver do Baiano Seiscentista&#8221; , nos poemas de Gregório de Matos, destacou o escritor que Miércio Táti anotara que &#8220;você&#8221; é tratamento cerimonioso. (Rio de Janeiro/São Paulo, Record, 1999). </p>
<p>Urge ressaltar que tratamento cerimonioso é reservado a círculos fechados da diplomacia, clero, governo, judiciário e meio acadêmico, como já se disse. A própria Presidência da República fez publicar Manual de Redação instituindo o protocolo interno entre os demais Poderes. </p>
<p>Mas na relação social não há ritual litúrgico a ser obedecido. Por isso que se diz que a alternância de &#8220;você&#8221; e &#8220;senhor&#8221; traduz-se numa questão sociolingüística, de difícil equação num país como o Brasil, de várias influências regionais. </p>
<p>Ao Judiciário não compete decidir sobre a relação de educação, etiqueta, cortesia ou coisas do gênero, a ser estabelecida entre o empregado do condomínio e o condômino, posto que isso é tema interna corpore daquela própria comunidade . </p>
<p>Isto posto, por estar convicto de que inexiste direito a ser agasalhado, mesmo que lamentando o incômodo pessoal experimentado pelo ilustre autor, julgo improcedente o pedido inicial, condenando o postulante no pagamento de custas e honorários de 10% sobre o valor da causa. </p>
<p><em>ALEXANDRE EDUARDO SCISINIO<br />
Juiz de Direito</em></p>
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		<title>O Tempo Passa&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 22:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma mulher abria seu coração para a psicóloga que tentava ajuda-la a esquecer um antigo amor. A psicóloga então pediu pra que a mulher descrevesse seus sentimentos ao longo dos anos. A mulher então contou o seguinte: 2005: ó meu deus ele é o homem da minha vida, volte para mim ó ceus o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher abria seu coração para a psicóloga que tentava ajuda-la a esquecer um antigo amor. A psicóloga então pediu pra que a mulher descrevesse seus sentimentos ao longo dos anos. A mulher então contou o seguinte:</p>
<p><strong>2005:</strong><br />
ó meu deus ele é o homem da minha vida, volte para mim ó ceus o que será de mim&#8230; vou tentar recupera-lo!</p>
<p><strong>2006 (início do ano):</strong><br />
em 2005 eu não estava pronta para ele, mas agora talvez esteja pronta&#8230;</p>
<p><strong>2006 (meio do ano):</strong><br />
que horror, tenha dó, ficar correndo atrás tem limite também, vá viver sua vida</p>
<p><strong>2007:</strong><br />
enxergando as qualidades raras ausentes na meioria dos homens, penso que, talvez ele não seja o homem da minha vida afinal, devem haver outros como ele, só é dificil de encontrar</p>
<p><strong>2008 (início do ano):</strong><br />
caras malignos e escrotos, seriam as mulheres melhores? não&#8230; tentei e não me saí melhor&#8230;</p>
<p><strong>2008 (fim do ano):</strong><br />
o pensamento acima citado passou a ser menos recorrente</p>
<p><strong>2009 (meio do ano):</strong> por que não sou mais amiga dele? tipo, um pouco mais próxima? Durante os anos de 2005 a 2009 tive pessoas erradas, perigosas e esdrúxulas, e tambem sem graça&#8230;</p>
<p><strong>2009 (fim do ano):</strong><br />
opa! uma pessoa que vale a pena, hora de resolver de vez pendências psicológicas com ele, afinal estar com um e sonhar com o outro é complicado&#8230;</p>
<p><strong>2010 (início do ano):</strong><br />
algumas comparações que fazemos mesmo sem querer&#8230; fase de admiração, passou a fase, fase do meio sem graça&#8230;  vou reencontra-lo para exorcizar os fantasmas do passado</p>
<p><strong>2010 (meio do ano): VERSÃO A</strong><br />
meu deus&#8230; reencontrei ele, não resolvi nada, terminamos num motel, meu namoro acabou, estou apaixonada por ele outra vez!</p>
<p><strong>2010 (meio do ano): VERSÃO B</strong><br />
meu deus&#8230; reencontrei ele, os fantasmas se foram! Como pude ser apaixonada por tanto tempo por uma imagem perfeita que eu criei na minha cabeça?</p>
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		<title>A Criação da Xoxota</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Apr 2010 23:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Sete bons homens de fino saber Criaram a xoxota, como pode se ver: Chegando na frente, veio um açougueiro Com faca afiada deu talho certeiro Um bom marceneiro, com dedicação Fez furo no centro com malho e formão Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno Forrou com veludo o lado interno Um bom caçador, chegando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sete bons homens de fino saber<br />
Criaram a xoxota, como pode se ver:</p>
<p>Chegando na frente, veio um açougueiro<br />
Com faca afiada deu talho certeiro</p>
<p>Um bom marceneiro, com dedicação<br />
Fez furo no centro com malho e formão</p>
<p>Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno<br />
Forrou com veludo o lado interno</p>
<p>Um bom caçador, chegando na hora<br />
Forrou com raposa, a parte de fora</p>
<p>Em quinto chegou, sagaz pescador<br />
Esfregando um peixe, deu-lhe o odor</p>
<p>Em sexto, o bom padre da igreja daqui<br />
Benzeu-a dizendo: &#8216;É só pra xixi!&#8217;</p>
<p>Por fim o marujo, zarolho e perneta<br />
Chupou-a, fodeu-a e chamou-a&#8230; Buceta!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Explicação Convincente</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 23:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Mestre, não entendo. Se um homem transa com várias mulheres, ele é visto como um garanhão. Se uma mulher transa com vários homens, ela é vista como uma vadia. Não é injusto?&#8221; &#8220;Minha filha, pense nisto desta forma. Se uma chave abre várias fechaduras, ela é uma chave mestra, uma coisa boa de se ter. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mestre, não entendo. Se um homem transa com várias mulheres, ele é visto como um garanhão. Se uma mulher transa com vários homens, ela é vista como uma vadia. Não é injusto?&#8221;</p>
<p>&#8220;Minha filha, pense nisto desta forma. Se uma chave abre várias fechaduras, ela é uma chave mestra, uma coisa boa de se ter. Já uma fechadura que é aberta por várias chaves diferentes&#8230; bem, esta é uma péssima coisa para se ter.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cirurgia de Lipoaspiração?</title>
		<link>http://www.leonardofialho.com/wordpress/archives/2493</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 23:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/2479cfae0dbcc329dfaa53a85fa08e77.jpg"></center></p>
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		<title>Excelente Frase</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 23:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Todo mundo &#8216;pensando&#8217; em deixar um planeta melhor para nossos filhos&#8230; Quando é que &#8216;pensarão&#8217; em deixar filhos melhores para o nosso planeta?&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>&#8220;Todo mundo &#8216;pensando&#8217; em deixar um planeta melhor para nossos  filhos&#8230; Quando é que &#8216;pensarão&#8217; em deixar filhos melhores para o nosso planeta?&#8221;</strong></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>E o Carnaval?</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 23:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Quinta: EU VOU Sexta: ASA DE AGUIA Sábado: CHICLETE Domingo: CAMAROTE DA GLOBO Segunda: CORUJA Terça: CAMAROTE DA BAND Quarta: RETROSPECTIVA Ou seja, EU VOU ficar em casa matando mosquito e limpando do chão as ASAS DE AGUIAS e morisocas mastigando um CHICLETE vendo o carnaval pelo CAMAROTE DA GLOBO até a hora de dormir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quinta: EU VOU<br />
Sexta: ASA DE AGUIA<br />
Sábado: CHICLETE<br />
Domingo: CAMAROTE DA GLOBO<br />
Segunda: CORUJA<br />
Terça: CAMAROTE DA BAND<br />
Quarta: RETROSPECTIVA</p>
<p>Ou seja,</p>
<p><strong>EU VOU</strong> ficar em casa matando mosquito e limpando do chão as <strong>ASAS DE AGUIAS</strong> e morisocas mastigando um <strong>CHICLETE</strong> vendo o carnaval pelo <strong>CAMAROTE DA GLOBO</strong> até a hora de dormir com as <strong>CORUJAS</strong> e no dia seguinte ver pelo <strong>CAMAROTE DA BAND</strong> a <strong>RETROSPECTIVA</strong> da festa&#8230;. Tudo isso nos intervalos do bloco <strong>LIMPANDO A FRALDA</strong>!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Big Brother Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 23:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador. Curtir o Pedro Bial E sentir tanta alegria É sinal de que você O mau-gosto aprecia Dá valor ao que é banal É preguiçoso mental E adora baixaria. Há muito tempo não vejo Um programa tão ‘fuleiro’ Produzido pela Globo Visando Ibope e dinheiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Autor: Antonio Barreto,<br />
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.<br />
</strong><br />
Curtir o Pedro Bial<br />
E sentir tanta alegria<br />
É sinal de que você<br />
O mau-gosto aprecia<br />
Dá valor ao que é banal<br />
É preguiçoso mental<br />
E adora baixaria.</p>
<p>Há muito tempo não vejo<br />
Um programa tão ‘fuleiro’<br />
Produzido pela Globo<br />
Visando Ibope e dinheiro<br />
Que além de alienar<br />
Vai por certo atrofiar<br />
A mente do brasileiro.</p>
<p>Me refiro ao brasileiro<br />
Que está em formação<br />
E precisa evoluir<br />
Através da Educação<br />
Mas se torna um refém<br />
Iletrado, ‘zé-ninguém’<br />
Um escravo da ilusão.</p>
<p>Em frente à televisão<br />
Lá está toda a família<br />
Longe da realidade<br />
Onde a bobagem fervilha<br />
Não sabendo essa gente<br />
Desprovida e inocente<br />
Desta enorme ‘armadilha’.</p>
<p>Cuidado, Pedro Bial<br />
Chega de esculhambação<br />
Respeite o trabalhador<br />
Dessa sofrida Nação<br />
Deixe de chamar de heróis<br />
Essas girls e esses boys<br />
Que têm cara de bundão.</p>
<p>O seu pai e a sua mãe,<br />
Querido Pedro Bial,<br />
São verdadeiros heróis<br />
E merecem nosso aval<br />
Pois tiveram que lutar<br />
Pra manter e te educar<br />
Com esforço especial.</p>
<p>Muitos já se sentem mal<br />
Com seu discurso vazio.<br />
Pessoas inteligentes<br />
Se enchem de calafrio<br />
Porque quando você fala<br />
A sua palavra é bala<br />
A ferir o nosso brio.</p>
<p>Um país como Brasil<br />
Carente de educação<br />
Precisa de gente grande<br />
Para dar boa lição<br />
Mas você na rede Globo<br />
Faz esse papel de bobo<br />
Enganando a Nação.</p>
<p>Respeite, Pedro Bial<br />
Nosso povo brasileiro<br />
Que acorda de madrugada<br />
E trabalha o dia inteiro<br />
Da muito duro, anda rouco<br />
Paga impostos, ganha pouco:<br />
Povo HERÓI, povo guerreiro.</p>
<p>Enquanto a sociedade<br />
Neste momento atual<br />
Se preocupa com a crise<br />
Econômica e social<br />
Você precisa entender<br />
Que queremos aprender<br />
Algo sério – não banal.</p>
<p>Esse programa da Globo<br />
Vem nos mostrar sem engano<br />
Que tudo que ali ocorre<br />
Parece um zoológico humano<br />
Onde impera a esperteza<br />
A malandragem, a baixeza:<br />
Um cenário sub-humano.</p>
<p>A moral e a inteligência<br />
Não são mais valorizadas.<br />
Os “heróis” protagonizam<br />
Um mundo de palhaçadas<br />
Sem critério e sem ética<br />
Em que vaidade e estética<br />
São muito mais que louvadas.</p>
<p>Não se vê força poética<br />
Nem projeto educativo.<br />
Um mar de vulgaridade<br />
Já tornou-se imperativo.<br />
O que se vê realmente<br />
É um programa deprimente<br />
Sem nenhum objetivo.</p>
<p>Talvez haja objetivo<br />
“professor”, Pedro Bial<br />
O que vocês tão querendo<br />
É injetar o banal<br />
Deseducando o Brasil<br />
Nesse Big Brother vil<br />
De lavagem cerebral.</p>
<p>Isso é um desserviço<br />
Mal exemplo à juventude<br />
Que precisa de esperança<br />
Educação e atitude<br />
Porém a mediocridade<br />
Unida à banalidade<br />
Faz com que ninguém estude.</p>
<p>É grande o constrangimento<br />
De pessoas confinadas<br />
Num espaço luxuoso<br />
Curtindo todas baladas:<br />
Corpos “belos” na piscina<br />
A gastar adrenalina:<br />
Nesse mar de palhaçadas.</p>
<p>Se a intenção da Globo<br />
É de nos “emburrecer”<br />
Deixando o povo demente<br />
Refém do seu poder:<br />
Pois saiba que a exceção<br />
(Amantes da educação)<br />
Vai contestar a valer.</p>
<p>A você, Pedro Bial<br />
Um mercador da ilusão<br />
Junto a poderosa Globo<br />
Que conduz nossa Nação<br />
Eu lhe peço esse favor:<br />
Reflita no seu labor<br />
E escute seu coração.</p>
<p>E vocês caros irmãos<br />
Que estão nessa cegueira<br />
Não façam mais ligações<br />
Apoiando essa besteira.<br />
Não dêem sua grana à Globo<br />
Isso é papel de bobo:<br />
Fujam dessa baboseira.</p>
<p>E quando chegar ao fim<br />
Desse Big Brother vil<br />
Que em nada contribui<br />
Para o povo varonil<br />
Ninguém vai sentir saudade:<br />
Quem lucra é a sociedade<br />
Do nosso querido Brasil.</p>
<p>E saiba, caro leitor<br />
Que nós somos os culpados<br />
Porque sai do nosso bolso<br />
Esses milhões desejados<br />
Que são ligações diárias<br />
Bastante desnecessárias<br />
Pra esses desocupados.</p>
<p>A loja do BBB<br />
Vendendo só porcaria<br />
Enganando muita gente<br />
Que logo se contagia<br />
Com tanta futilidade<br />
Um mar de vulgaridade<br />
Que nunca terá valia.</p>
<p>Chega de vulgaridade<br />
E apelo sexual.<br />
Não somos só futebol,<br />
baixaria e carnaval.<br />
Queremos Educação<br />
E também evolução<br />
No mundo espiritual.</p>
<p>Cadê a cidadania<br />
Dos nossos educadores<br />
Dos alunos, dos políticos<br />
Poetas, trabalhadores?<br />
Seremos sempre enganados<br />
e vamos ficar calados<br />
diante de enganadores?</p>
<p>Barreto termina assim<br />
Alertando ao Bial:<br />
Reveja logo esse equívoco<br />
Reaja à força do mal…<br />
Eleve o seu coração<br />
Tomando uma decisão<br />
Ou então: siga, animal…</p>
<p>FIM</p>
<p>Salvador, 16 de janeiro de 2010.</p>
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		<title>Entendendo o Socialismo</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 23:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessantes]]></category>
		<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Supondo uma universidade imaginária, narraremos o ocorrido no interior de uma de suas salas de aula. &#8220;Na citada sala, surgiu uma acalorada discussão entre o professor de Economia e seus alunos. Os alunos defendiam que o Socialismo era bom, funcionava bem e que era a melhor forma de governo, pois nele não existiam as terríveis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Supondo uma universidade imaginária, narraremos o ocorrido no interior de uma de suas salas de aula.</p>
<p>&#8220;Na citada sala, surgiu uma acalorada discussão entre o professor de Economia e seus alunos. Os alunos defendiam que o Socialismo era bom,  funcionava bem e que era a melhor forma de governo, pois nele não existiam as terríveis diferenças das classes sociais, não havia noções de pobreza nem riqueza, já que todos eram iguais. &#8216;A produção, se gerasse  riqueza, seria repartida eqüitativamente entre todos para o benefício comum&#8217; , arguiam.</p>
<p>O professor que escutava com atenção, resolveu então fazer uma experiência com todos os alunos e, propôs este plano:</p>
<p>- Muito bem, de agora em adiante faremos uma experiência: as notas obtidas por cada um de vocês em suas provas, serão somadas e repartidas entre todos os alunos.  Assim cada um obterá o benefício &#8216;do estudo e do esforço comum&#8217;.</p>
<p>Ainda que a maioria dos estudantes não entendessem muito bem o novo plano, aqueles que estavam mais atrasados em seus estudos e, que eram em maior número na classe, aceitaram de imediato!   </p>
<p>Ao terminar a correção de todas as provas, viu-se que as notas apuradas e divididas somaram a média de 7.8 para todos. Como é natural, os estudantes que não tinham se preparado bem para a prova, ficaram felizes e satisfeitos, enquanto os que haviam estudado bastante ficaram inconformados.</p>
<p>Quando realizaram a segunda prova, os estudantes que pouco estudaram, estudaram menos ainda. Os que haviam estudado muito, decidiram não se empenhar tanto, já que não iriam conseguir obter uma nota dez. Por que dormir pouco estudando, se de quaisquer modos não levariam em conta seus esforços? A média da segunda prova dividida para todos foi de 6.5!</p>
<p>Sem se darem conta, estavam estabelecendo os princípios básicos do Comunismo. Mas quando terminaram a terceira prova foi a gota d&#8217;água: a média foi de 4.0. Todos seriam reprovados. Logo iniciou-se uma pequena revolução.</p>
<p>Os estudantes começaram a brigar entre si culpando uns aos outros pelos fracassos obtidos, até chegar aos ressentimentos e os insultos, inclusive aos golpes, já que nenhum estava disposto a estudar para que se beneficiassem os outros que não estudavam. E ocorreu o que já se esperava. As notas não melhoraram no último bimestre e obviamente todos ficaram de recuperação na matéria de Economia.</p>
<p>O professor perguntou então se todos compreendiam agora o significado do Socialismo, no qual tudo é de todos e, ao mesmo tempo de ninguém em particular.&#8221;</p>
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		<title>Suicídio ou homicídio? O homem que matou a si mesmo consigo próprio</title>
		<link>http://www.leonardofialho.com/wordpress/archives/2453</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 23:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 23 de março de 1994, o médico legista examinou o corpo de Ronald Opus e concluiu que a causa da morte fora um tiro de espingarda na cabeça. O Sr. Opus pulara do alto de um prédio de 10 andares, pretendendo o suicídio. Ele deixou uma nota de suicídio confirmando sua intenção. Mas quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 23 de março de 1994, o médico legista examinou o corpo de Ronald Opus e concluiu que a causa da morte fora um tiro de espingarda na cabeça. O Sr. Opus pulara do alto de um prédio de 10 andares, pretendendo o suicídio.</p>
<p>Ele deixou uma nota de suicídio confirmando sua intenção. Mas quando estava caindo, passando pelo nono andar, Opus foi atingido por um tiro de espingarda na cabeça, que o matou instantaneamente.</p>
<p>O que Opus não sabia era que uma rede de segurança havia sido instalada um pouco abaixo, na altura do oitavo andar, a fim de proteger alguns trabalhadores.  Portanto, Ronald Opus não teria sido capaz de consumar seu suicídio como pretendia.</p>
<p>O Dr. Mills relata que &#8220;quando uma pessoa inicia um ato de suicídio e consegue se matar, sua morte é considerada suicídio, mesmo que o mecanismo final da morte não tenha sido o desejado.&#8221; Mas o fato de Opus ter sido morto em plena queda, no meio de um suicídio que não teria dado certo por causa da rede de segurança, transformou o caso em homicídio.</p>
<p>O quarto do nono andar, de onde partiu o tiro assassino, era ocupado por um casal de velhos. Eles estavam discutindo em altos gritos e o marido ameaçava a esposa com uma espingarda. O homem estava tão furioso que, ao apertar o gatilho, o tiro errou completamente sua esposa, atravessando a janela e atingindo o corpo que caía.</p>
<p>Quando alguém tenta matar a vítima &#8220;A&#8221;, mas acidentalmente mata a vítima &#8220;B&#8221;, esse alguém é culpado pelo homicídio de &#8220;B&#8221;.</p>
<p>Quando acusado de assassinato, tanto o marido quanto a esposa foram enfáticos, ao afirmarem que a espingarda deveria estar descarregada. O velho disse que tinha o hábito de ameaçar sua esposa com a espingarda descarregada durante suas discussões. Ele jamais tivera a intenção de matá-la.</p>
<p>Portanto, o assassinato do sr. Opus parecia ter sido um acidente, ou seja, ambos achavam que a arma estava descarregada, portanto a culpa seria de quem carregara a arma.</p>
<p>A investigação descobriu uma testemunha que vira o filho do casal carregar a espingarda um mês antes.  Foi descoberto que a senhora havia cortado a mesada do filho, e este, sabendo das brigas constantes de seus pais, carregara a espingarda na esperança de que seu pai matasse sua mãe. O caso passa a ser, portanto, do assassinato do Sr. Opus pelo filho do casal.</p>
<p>As investigações descobriram que o filho do casal era, na verdade, Ronald Opus. Ele se encontrava frustrado por não ter até então conseguido matar sua mãe. Por isso, em 23 de março, ele se atirou do décimo andar do prédio onde morava, vindo a ser morto por um tiro de espingarda quando passava pela janela do nono andar.</p>
<p>Ronald Opus havia efetivamente assassinado a si mesmo, por isso a polícia encerrou o caso como suicídio.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Cachorro Velho</title>
		<link>http://www.leonardofialho.com/wordpress/archives/2438</link>
		<comments>http://www.leonardofialho.com/wordpress/archives/2438#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 23:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma velha senhora foi para um safari na África e levou seu velho vira-lata com ela. Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido. Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma velha senhora foi para um safari na África e levou seu velho vira-lata com ela. Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido. Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço&#8230; O cachorro velho pensa:</p>
<p>- Oh, oh! Estou mesmo enrascado! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador&#8230;</p>
<p>Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto:</p>
<p>- Cara, este leopardo estava delicioso! Será que há outros por aí?</p>
<p>Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.</p>
<p>- Caramba! &#8211; pensa o leopardo &#8211; essa foi por pouco! O velho vira-lata quase me pega!</p>
<p>Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum&#8230; E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa:</p>
<p>- Aí tem coisa!</p>
<p>O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo. O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz:</p>
<p>- Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!</p>
<p>Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:</p>
<p>- E agora, o que é que eu posso fazer?</p>
<p>Mas, em vez de correr pois sabia que suas pernas doloridas não o levariam longe&#8230; o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:</p>
<p>- Cadê o filho da puta daquele macaco? Tô morrendo de fome! Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e não chega nunca!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Direito ao Foda-se</title>
		<link>http://www.leonardofialho.com/wordpress/archives/2436</link>
		<comments>http://www.leonardofialho.com/wordpress/archives/2436#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 23:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.leonardofialho.com/wordpress/?p=2436</guid>
		<description><![CDATA[Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. &#8220;Pra caralho&#8221;, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que &#8220;Pra caralho&#8221;? &#8220;Pra caralho&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.</p>
<p>&#8220;Pra caralho&#8221;, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que &#8220;Pra caralho&#8221;? &#8220;Pra caralho&#8221; tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?</p>
<p>No gênero do &#8220;Pra caralho&#8221;, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso &#8220;Nem fodendo!&#8221;. O &#8220;Não, não e não!&#8221; e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade &#8221;Não, absolutamente não!&#8221; o substituem. O &#8220;Nem fodendo&#8221; é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo &#8220;Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!&#8221;. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.</p>
<p>Por sua vez, o &#8220;porra nenhuma!&#8221; atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um &#8220;é PhD porra nenhuma!&#8221;, ou &#8220;ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!&#8221;. O &#8220;porra nenhuma&#8221;, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos &#8220;aspone&#8221;, &#8220;chepone&#8221;, &#8220;repone&#8221; e, mais recentemente, o &#8220;prepone&#8221; &#8211; presidente de porra nenhuma.</p>
<p>Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um &#8220;Puta-que-pariu!&#8221;, ou seu correlato &#8220;Puta-que-o-pariu!&#8221;, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba&#8230; Diante de uma notícia irritante qualquer um &#8220;puta-que-o-pariu!&#8221; dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.</p>
<p>E o que dizer de nosso famoso &#8220;vai tomar no cu!&#8221;? E sua maravilhosa e reforçadora derivação &#8220;vai tomar no olho do seu cu!&#8221;. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: &#8220;Chega! Vai tomar no olho do seu cu!&#8221;. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.</p>
<p>E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: &#8220;Fodeu!&#8221;. E sua derivação mais avassaladora ainda: &#8220;Fodeu de vez!&#8221;. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? &#8220;Fodeu de vez!&#8221;.</p>
<p>Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de &#8220;foda-se!&#8221; que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do &#8221;foda-se!&#8221;? O &#8220;foda-se!&#8221; aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. &#8220;Não quer sair comigo? Então foda-se!&#8221;. &#8220;Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!&#8221;.</p>
<p>O direito ao &#8221;foda-se!&#8221; deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e FODA-SE.</p>
<p><em><strong>P.S.:</strong> texto de Millôr Fernandes</em></p>
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		<title>Anúncio para Arrumar Namorada</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 23:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Homem descasado procura&#8230; Homem de 40 anos, que só gosta de mulher, após casamento de sete anos, mal sucedido afetivamente, vem através deste anúncio, procurar mulher que só goste de homem, para compromisso duradouro, desde que esta preencha certos requisitos: 1) O PRETENDIDO exige que a PRENTENDENTE tenha idade entre 28 e 40 anos, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Homem descasado procura&#8230;</strong></p>
<p>Homem de 40 anos, que só gosta de mulher, após casamento de sete anos, mal sucedido afetivamente, vem através deste anúncio, procurar mulher que só goste de homem, para compromisso duradouro, desde que esta preencha certos requisitos:</p>
<p>1) O PRETENDIDO exige que a PRENTENDENTE tenha idade entre 28 e 40 anos, não descartando, evidentemente, aquelas de idade abaixo do limite inferior, descartando as acima do limite superior.</p>
<p>2) Devem ter um grau razoável de escolaridade, para que não digam, na frente de estranhos: &#8216;menas vezes&#8217;, &#8216;quando eu si casar&#8217;, &#8216;pobrema no úter&#8217;, &#8216;eu já si operei de apênis&#8217;, &#8216;é de grátis&#8217;, &#8216;vamo de a pé&#8217;, &#8216;adoro tar com você&#8217; e outras pérolas gramaticais.</p>
<p>3) Os olhos podem ter qualquer cor, desde que sejam da mesma e olhem para uma só direção.</p>
<p>4) Os dentes, além de extremamente brancos, todos os 32, devem permanecer na boca ao deitar e nunca dormirem mergulhados num copo d&#8217;água.</p>
<p>5) Os seios devem ser firmes, do tamanho de um mamão papaia, cujos mamilos olhem sempre para o céu, quando muito para o purgatório, nunca para o inferno. Devem ter consistência tal que não escapem pelos dedos, como massa de pão.</p>
<p>6) Por motivos óbvios, a boca e os lábios, devem ter consistência macia, não confundir com beiço.</p>
<p>7) A barriga, se existir, muito pequena e discreta, e não um ponto de referência.</p>
<p>8 ) O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE seja sexualmente normal, isto é, tenha orgasmos, se múltiplos melhor, mas mesmo que eventuais, quando acontecerem, que ela gema um pouco ou pisque os olhos, para que ele sinta-se sexualmente interessante. Independentemente da experiência sexual do PRETENDIDO, este exige que durante o ato sexual a PRETENDENTE não boceje, não ria, não fique vendo as horas no rádio relógio, não durma ou cochile.</p>
<p>9) O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE não tenha feito nenhuma sessão de análise, o que poderia camuflar, por algum tempo, uma eventual esquizofrenia.</p>
<p>10) A PRETENDENTE deverá ter um carro que ande, nem que seja uma Brasília, ou que tenha dinheiro para o táxi, uma vez que pela própria idade do PRETENDIDO, ele não tem mais paciência para levar namorada de madrugada para casa.</p>
<p>Enviar cartas com foto recente, de corpo inteiro, frente e costas, da PRETENDENTE, para a redação deste jornal, para o codinome: &#8216;Cachorro mordido por Cobra tem medo até de barbante&#8217;.</p>
<p><strong>Resposta de uma Pretendente:</strong></p>
<p><em>Prezado HOMEM DESCASADO.<br />
Li seu anúncio no jornal e manifesto meu interesse em manter um compromisso duradouro com o senhor, desde que (é claro) o senhor também preencha outros &#8216;certos&#8217; requisitos que considero básicos! Vale lembrar que tais exigências se baseiam em conclusões tiradas acerca do comportamento masculino em diversas relações frustradas, que só não deixaram marcas profundas em minha personalidade, porque &#8216;graças a Deus&#8217;, fiz anos de terapia, o que infelizmente contraria uma de suas exigências!</p>
<p>Quanto à idade convém ressaltar que espero que o senhor tenha a maturidade dos 40 anos e o vigor dos 28, e que seu grau de escolaridade supere a cultura que porventura tenha adquirido assistindo aos programas do &#8216;Show do Milhão&#8217;&#8230;</p>
<p>Seus olhos podem ser de qualquer cor desde que vejam algo além de jogos de futebol e revistas de mulher pelada. E seus dentes devem sorrir mesmo quando lhe for solicitado que lave a louça ou arrume a cama. Não é necessário que seus músculos tenham sido esculpidos pelo halterofilismo, mas que seus braços sejam fortes o suficiente para carregar as compras. Quanto à boca, por motivos também óbvios, além de cumprir com eficiência as funções a que se destinam, as bocas no relacionamento de um casal devem servir, inclusive, para pronunciar palavras doces e gentis e não somente: &#8216;PEGA MAIS UMA CERVEJA AÍ, MULHER!&#8217;.</p>
<p>A barriga, que é quase certo que o senhor a tenha, é tolerável, desde que não atrapalhe para abaixar ao pegar as cuecas e meias que jamais deverão ficar no chão. Quanto ao desempenho sexual espera-se que corresponda ao menos polidamente à &#8216;performance&#8217; daquilo que o senhor &#8216;diz que faz&#8217; aos seus amigos! E que durante o ato sexual, não precise levar para a cama livros do tipo: &#8216;Manual do corpo humano&#8217; ou &#8216;Mulher, esse ser estranho&#8217;!</p>
<p>No que diz respeito ao ítem alimentação, cumpre estar atualizado com a lista dos melhores restaurantes, ser um bom conhecedor de vinhos e toda espécie de iguarias, além de bancar as contas, evidentemente. Em relação ao carro, tornam-se desnecessários os trajetos durante a madrugada, uma vez que, havendo correspondência nas exigências que por ora faço, pretendo mudar-me de mala e cuia para a sua casa&#8230; meu amor!!!</p>
<p>Ass: a Cobra</em></p>
<p><em><strong>P.S.:</strong> Matéria publicada em um jornal de circulação diária, do Estado do Ceará.</em></p>
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		<title>Adeus, Itaparica</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 23:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Por João Ubaldo Ribeiro Como todos os anos, vim a Itaparica, para passar meu aniversário em minha terra, na casa onde nasci. Casa de meu avô, coronel Ubaldo Osório, que fez pouco mais na vida que amar e defender a ilha e seu povo. De lá para cá, muito se tem perpetrado para destruí-los física [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small><em>Por João Ubaldo Ribeiro</small></em></p>
<p>Como todos os anos, vim a Itaparica, para passar meu aniversário em minha terra, na casa onde nasci. Casa de meu avô, coronel Ubaldo Osório, que fez pouco mais na vida que amar e defender a ilha e seu povo. De lá para cá, muito se tem perpetrado para destruí-los física ou culturalmente e há nova tentativa em curso. Trata-se da anunciada construção de uma ponte de Salvador para cá. Isso é qualificado, por seus idealizadores, de progresso.</p>
<p>Conheço esse progresso. É o progresso que acabou com o comércio local; que extinguiu os saveiros que faziam cabotagem no Recôncavo; que ao fim dos saveiros juntou o desaparecimento dos marinheiros, dos carpinas, dos fabricantes de velas e toda a economia em torno deles; que vem transformando as cidades brasileiras, inclusive e marcadamente Salvador, em agregados modernosos de condomínios e shoppings acuados pela violência criminosa que se alastra por onde quer que estejamos enfurnados, ilhas das quais só se sai de automóvel, entre avenidas áridas e desertas de gente.</p>
<p>Também conheço os argumentos farisaicos dos proponentes da ponte, ávidos sacerdotes de Mamon, autoungidos como empresários socialmente responsáveis. Na verdade, sabem os menos ingênuos, eles se baseiam em premissas inaceitáveis, tais como uma visão imediatista, materialista e comprometida irrestritamente não só com o capital especulativo, que já está pondo as mangas de fora no Recôncavo, como aquele que investe aqui usando os mesmos padrões aplicados em PagoPago ou na Jamaica. A cultura e a especificidade locais são violentadas e prostituídas e o progresso chega através do abastardamento de toda a verdadeira riqueza das populações assim atingidas.</p>
<p>As estatísticas são outro instrumento desses filibusteiros do progresso que em nosso meio abundam, entre concorrências públicas fajutas, superfaturamentos, jogadas imobiliárias e desvios de verbas. Mas essas estatísticas, mesmo quando fiéis aos dados coligidos, também padecem de pressupostos questionáveis. Trazem à mente o que alguém já disse sobre a estatística, definindo-a como a arte de torturar números até que eles confessem qualquer coisa. E confessarão, é claro, pois Mamon é forte e sempre esteve na crista da onda.</p>
<p>Mas não mostrarão que esse progresso é na verdade uma face de nosso atraso. Atraso que transmutará Itaparica num ponto de autopista, entre resorts, campos de golfe e condomínios de veranistas, uma patética Miami de pobre. E que, em lugar de valorizar o nosso turismo, padroniza-o e esteriliza-o, matando ao mesmo tempo, por economicamente inviável, toda a riqueza de nossa cultura e nossa História. Quem não é atrasado sabe disso.</p>
<p>Para não cometer esse tipo de atentado é que, em Paris, por exemplo, não se permite a abertura de shoppings onde isso possa ferir o comércio de rua tradicional. Tampouco, em Veneza, as gôndolas foram substituídas por modernas lanchas. Num país não submetido a esse estupro socioeconômico e cultural, os saveiros seriam subsidiados, as antigas profissões, o artesanato e o pequeno comércio também. Exercendo a vocação turística de toda a região, teríamos razão em nos mostrar com tanto orgulho quanto um europeu se mostra a nós. Mas nosso destino parece ser acentuar infinitamente a visão que enxerga em nós um país de drinques imitando jardins, danças primitivas, pouca roupa e nativas fáceis.</p>
<p>Adeus, Itaparica do meu coração, adeus, raízes que restarão somente num muro despencado ou outro, no gorgeio aflito de um sabiá sobrevivente, no adro de alguma igrejinha venerável por milagre preservada, na fala, daqui a pouco perdida, de meus conterrâneos da contracosta. Sei em que conta me terão os que querem a ponte e não têm como dizer que só estão mesmo é a fim de grana, venha ela de onde vier e como vier. Conheço os polissílabos altissonantes que empregam, sei da sintaxe americanalhada em que suas exposições são redigidas e provavelmente pensadas, como convém a bons colonizados, já ouvi todos os verbos terminados em “izar” com que julgam dar autoridade a seu discurso.</p>
<p>É bem possível que a ponte seja mesmo construída, mas, pelo menos, não traio meu velho avô.</p>
<p><small><em>Artigo publicado na edição de 22/01/2010 do jornal A Tarde.</em></small></p>
<p><em><strong>P.S.: <a href="http://www.leonardofialho.com/wordpress/archives/702">em um texto meu</a>, eu desejo exatamente o contrário, mas João, eu respeito sua opinião.</strong></em></p>
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		<title>Boa Frase</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 23:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Choram como mulheres os que não souberam se defender como homens.&#8221; Não sei quem é o autor, mas a frase foi dita durante o período da &#8220;reconquista espanhola&#8221;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>&#8220;Choram como mulheres os que não souberam se defender como homens.&#8221;</strong></em></p>
<p>Não sei quem é o autor, mas a frase foi dita durante o período da &#8220;reconquista espanhola&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Conselhos de um Cearense Para um 2010 Bem Pai d&#8217;Égua</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 23:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sobre as suas metas para o Ano Novo - Anote os seus querê e pendure num lugar que você enxergue todo dia. - Mesmo que seus objetivos estejam lá prá baixa da égua, vale à pena correr atrás. Não se agonie e nem esmoreça.Peleje. - Se vire num cão chupando manga e mêta o pé [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sobre as suas metas para o Ano Novo</strong></p>
<p>- Anote os seus querê e pendure num lugar que você enxergue todo dia.<br />
- Mesmo que seus objetivos estejam lá prá baixa da égua, vale à pena correr atrás. Não se agonie e nem esmoreça.Peleje.<br />
- Se vire num cão chupando manga e mêta o pé na carreira, pois pra gente conseguir o que quer, tem é Zé.<br />
- Lembre que pra ficar estribado é preciso trabalhar. Não fique só frescando.</p>
<p><strong>Sobre o amor</strong></p>
<p>- Não fique enrolando e arrudiando prá chegar junto de quem você gosta. Tome rumo, avie, se avexe<br />
- Dê um desconto prá peste daquela cabrita que só bate fofo com você.Aperreia ela. Vai que dá certo e nasce um bruguelim réi amarelo.<br />
- Você é um corralinda. Se você ainda não tem ninguém, não pegue qualquer marmota. Escolha uma corralinda igual a você.<br />
- Não bula no que tá quieto. Num seja avexado, pois de tanto coisar com uma, coisar com outra, você acaba mesmo é com um chapéu de touro.<br />
- As cabritas num devem se agoniar. O certo é pastorar até encontrar alguém pai d&#8217;égua. Num devem se atracar com um cabra peba, malamanhado e fulerage. O segredo é pelejar e não desistir nunca. Num peça pinico e deixe quem quiser mangar. Um dia vai aparecer um machoréi da sua bitola.</p>
<p><strong>Sobre o trabalho</strong></p>
<p>- Trabalhe, num se mêta a besta. Quem num dá um prego numa barra de sabão num tem vez não.<br />
- Se você vive fumando numa quenga, puto nas calças e não agüenta mais aquele seu chefe réi fulerage, tenha calma, não adianta se ispritar. Se ele não lhe notou até agora é porque num tá nem aí se você rala o bucho no trabalho. Procure algo melhor e cape o gato assim que puder.<br />
- Se a lida não está como você quer, num bote boneco, num se aperreie e nem fique de lundu. Saia com aquele magote de amigos pra tomar uns merol. Tome umas meiotas e conte uma ruma de piadas que tudo melhora.</p>
<p><strong>Sobre a sua vidinha</strong></p>
<p>- Você já é um cagado só por estar vivo. Pense nisso e agradeça a Deus.<br />
- Cuide bem dos bruguelos e da mulher. Dê sempre mais que o sustento, pois eles lhe dão o aconchego no fim da lida.<br />
- Não fique resmungando e batendo no quengo por besteira. Seje macho e pense positivo.<br />
- Num se avexe, num se aperreie e nem se agonie. Num é nas carreira que se esfola um preá.</p>
<p><strong>Arrumação motivacional</strong></p>
<p>- No forró da entrada do ano, coma aquela gororoba até encher o bucho. É prá dar sorte, mas cuidado, senão dá gastura.<br />
- Tome um burrim e tire o gosto com passarinha ou panelada que é prá num perder a mania.<br />
- Prá começar o ano dicunforça:<br />
- Reflita sobre as besteiras do ano passado e rebole no mato os maus pensamentos.<br />
- Murche as orêia, respire fundo e grite bem alto: Sai mundiça !!!<br />
- Ah, e não esqueça do grito de guerra, que é prá dar mais sorte ainda: Queima raparigal !!!</p>
<p>Agora é só levantar a cabeça e desimbestar no rumo da venta que vai dar tudo certo em 2010, afinal de contas você é cearense. E para os que não são da terrinha, mas são doidim prá ser, nosso desejo é que sejam tão felizes quanto nós.</p>
<p>Peeeeennnnse num ano que vai ser muito bom. Respeite como vai ser pai d&#8217;égua esse 2010.</p>
<p><em><strong>Por Marcus Fábio &#8220;Manchinha&#8221; Fontanelle</strong></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Como Elas Se Comportam</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 23:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Toilette Mulher fina: (nada diz) Mulher comum: Essa calcinha me incomoda. Mulher vulgar: Eu odeio calcinha enfiada no rego. Mulher depravada Eu tenho ódio de calcinha enfiada no cú. Após um jantar: Mulher fina: O jantar estava divino, parabéns. Mulher comum: Estou satisfeita. Mulher vulgar: Tô cheia. Mulher depravada: Comi até o cu fazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><B>No Toilette</B><br />
Mulher fina: (nada diz)<br />
Mulher comum: Essa calcinha me incomoda.<br />
Mulher vulgar: Eu odeio calcinha enfiada no rego.<br />
Mulher depravada Eu tenho ódio de calcinha enfiada no cú.</p>
<p><B>Após um jantar:</B><br />
Mulher fina: O jantar estava divino, parabéns.<br />
Mulher comum: Estou satisfeita.<br />
Mulher vulgar: Tô cheia.<br />
Mulher depravada: Comi até o cu fazer bico.</p>
<p><B>No Churrasco:</B><br />
Mulher fina: Está ótima essa lingüiça.<br />
Mulher comum: Muito boa essa lingüiça.<br />
Mulher ULGAR: Noooosa que lingüiça grande!&#8230;<br />
Mulher depravada: Tô comendo a lingüiça do churrasqueiro (gargalhada).</p>
<p><B>Vendo um amigo com um sorvete:</B><br />
Mulher fina: Posso experimentar!?<br />
Mulher comum: Me dê um pedaço!?<br />
Mulher vulgar: Posso dar uma chupada?<br />
Mulher depravada: Deixa eu chupar? Não vou morder, garanto. (gargalhada)</p>
<p><B>Como se vestem:</B><br />
Mulher fina: de acordo com o evento.<br />
Mulher comum: sempre da mesma forma, jeans, camisete e tênis em todos os eventos.<br />
Mulher vulgar: micro saia, bermuda agarrada, em todos os eventos.<br />
Mulher depravada: frente única no churrasco, micro saia mostrando a calcinha à noite.</p>
<p><B>Bebidas:</B><br />
Mulher fina: champanhe, uísque e vinho, dependendo da ocasião.<br />
Mulher comum: batida.<br />
Mulher vulgar: cerveja.<br />
Mulher depravada: cachaça, conhaque, cerveja, vodca, licor, água de bateria, etc</p>
<p><B>Procurando um amigo em uma festa:</B><br />
Mulher fina: Você viu o Pedro?<br />
Mulher comum: Cadê o Pedro?<br />
Mulher vulgar: Pedroooooooooooo!!!<br />
Mulher depravada: Caralho, onde o viado do Pedro se meteu, cacete!</p>
<p><B>Indo ao Banheiro:</B><br />
Mulher fina: Com licença, vou retocar a maquiagem.<br />
Mulher comum: Vou a toilette.<br />
Mulher vulgar: Vou tirar água do joelho. (risos)<br />
Mulher depravada: Vou fazer um download, soltar um barro, matricular o Pelé na natação (gargalhada)</p>
<p><B>Ao ver um homem interessante:</B><br />
Mulher fina: Muito simpático!<br />
Mulher comum: Que homem liiiindo!<br />
Mulher vulgar: Dessa fruta eu chupava até o caroço!<br />
Mulher depravada: Eu deixava ele fazer barba, cabelo e bigode.</p>
<p><B>Resposta a alguma frase indesejável:</B><br />
Mulher fina: (ignora)<br />
Mulher comum: Tem gente que não tem noção.<br />
Mulher vulgar: Vai te catar o meu! Não se enxerga não!?<br />
Mulher depravada: Vai tomar no cú, viado, corno&#8230;</p>
<p><B>Primeiro encontro:</B><br />
Mulher fina: só um beijo de despedida.<br />
Mulher comum: muitos beijos.<br />
Mulher vulgar: beijos e carícias (AMASSO)<br />
Mulher depravada: trepa e dá a bunda dizendo que era virgem atrás.</p>
<p><B>Ouvindo jazz:</B><br />
Mulher fina: Liiindo!<br />
Mulher comum: Adoro qualquer tipo de música!<br />
Mulher vulgar: Que porra de música é essa?<br />
Mulher depravada: Tira essa merda aí, coloca um pagode, cacete!</p>
<p><B>Diante de uma brochada do parceiro:</B><br />
Mulher fina: Meu amor, isso acontece. Fique tranqüilo.<br />
Mulher comum: O problema é comigo?<br />
Mulher vulgar: Você já trepou hoje com alguma vadia?<br />
Mulher depravada: Caralho, quer que eu faça fio terra em você?</p>
<p><B>Assistindo um ballet:</B><br />
Mulher fina: Bravo!!!<br />
Mulher comum: Lindo!!!<br />
Mulher vulgar: Perdi meu tempo, deixei de ver as videocassetadas.<br />
Mulher depravada: Que porra é essa? Ridículo, isso é coisa de viado!</p>
<p><B>Primeiro contato no MSN:</B><br />
Mulher fina: Boa Noite!<br />
Mulher comum: Oiiiiiiiiiiiiiiiii<br />
Mulher vulgar: Falae gato.<br />
Mulher depravada: Peraê, vou ligar a webcam.</p>
<p><B>Referindo-se ao orgão genital masculino:</B><br />
Mulher fina: Pênis<br />
Mulher comum: Pinto<br />
Mulher vulgar: Pau<br />
Mulher depravada: Caralho</p>
<p><B>Declaração de amor:</B><br />
Mulher fina: Eu te amo!<br />
Mulher comum: Você é o homem da minha vida!<br />
Mulher vulgar:.Você é a tampa da minha panela!<br />
Mulher depravada: Só consigo gozar no seu pau!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Por que cagam tanto os espanhóis?</title>
		<link>http://www.leonardofialho.com/wordpress/archives/2234</link>
		<comments>http://www.leonardofialho.com/wordpress/archives/2234#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 23:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.leonardofialho.com/wordpress/?p=2234</guid>
		<description><![CDATA[Este texto escrito por Mikalatéia é tão bom que eu vou copiar ele aqui na íntegra. Olha, vocês me desculpem a grosseria, mas logo vão ver que não se trata do que estão pensando. Em tempos de Natal na Catalunya (e sobretudo em dias de limpeza hepática!), o tema “cagar” vira uma verdadeira obsessão para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Este texto escrito por Mikalatéia é tão bom que eu vou copiar ele aqui na íntegra.</em></p>
<p>Olha, vocês me desculpem a grosseria, mas logo vão ver que não se trata do que estão pensando. Em tempos de Natal na Catalunya (e sobretudo em dias de limpeza hepática!), o tema “cagar” vira uma verdadeira obsessão para todos os lados.</p>
<p>Normalmente, no dia-a-dia, os espanhóis se cagam em tudo. Se estão de mau-humor se cagam no leite, no mar, na sua mãe, na sua família inteira (ou na própria), e ainda tem os mais hereges que resolvem chocar cagando na hóstia consagrada, na Virgem Maria ou em Deus. O nosso tradicional PQP e outras expressões típicas de explosão de nervos ou de simples desabafo, aqui viram um “me cago en la leche!”, “me cago en ti!” e por aí vai descendo a ladeira à medida que cresce a gravidade do assunto.</p>
<p>Além disso tb usam o verbo cagar para outros significados, como estragar alguma coisa, se acovardar, errar feio, ou para adjetivar uma coisa muito boa: “un coche que te cagas”.  E esses você encontra no dicionário da Academia Real de Letras! Tá certo que em português a gente também usa essa expresssão com alguns desses significados, mas o negócio aqui não fica só nisso… </p>
<p>No Natal da Catalunya, uma coisa que acho fantástica é que quase não se vê a figura do Papai Noel. Aqui eles levam muito mais à sério a tradição cristã da data do 25 de Dezembro como dia de nascimento de Jesus. E os presépios são super tradicionais. Vários tipos, inclusive com várias cenas, muitas delas de cotidianos campesinos. E é aí que entra a primeira bizarrice escatológica natalina: o Caganer, que é uma figurinha quase sempre presente nos presépios, que aparece em algum cantinho agachada cagando!!! Uma justificativa que dá a Wikipedia, que eu acho que é queixo para explicar essa cagada sem explicação, é que alguns sugerem que o ato de deixar fezes no solo representa uma fertilização deste (!!!). Me poupe! A coisa é tão séria que já se fazem caganers com carinhas de personalidades famosas local e mundialmente. Olha só quem encontrei cagando por aqui…. A pergunta é: fazendo merda ou fertilizando???</p>
<p><center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/8cf0e32ae4bee2d2e4ffeaf8dd7e49a7.jpg"></center></p>
<p>Seguindo com a caganeira… o dia de presentear aqui não é na Noite de Natal e sim na Noite de Reis (06/01), que é quando os Reis Magos visitam Jesus e lhe presenteiam. O que aqui acontece na noite de Natal é uma ceia com a família e, para as crianças, a brincadeira é uma outra esquisitice chamada Caga Tió, que é um pedaço de tronco com carinha e patinhas. Olha que simpático:</p>
<p><center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/de121ac164cdaffb23a00e4fd7f12550.jpg"></center></p>
<p>No dia da Imaculada Conceição, 08/12, os bichinhos são feitos ou comprados e as crianças, desde então até a noite de 24, o alimentam, põem uma mantinha para ele não ficar com frio, enfim, fazem dele seu Tamagoshi. Na noite de Natal os adultos dão às crianças bastões de madeiras, que devem ser aquecidos na cozinha ou em outro cômodo, para fazer o Tió cagar doces, balas, guloseimas em geral. Enquanto saem os guris, os adultos levantam a mantinha e escondem tudo embaixo do pobre do tronco sem que a criançada se dê conta. Quando retornam, começa a sessão tortura com a criaturinha que foi cuidada com tanto amor e interesse durante os 16 dias anteriores. Com os bastões as crianças judiam, espancam, torturam o coitado do Tió cantando:</p>
<p>Caga tió<br />
ametlles i torró(amêndoas e torrones)<br />
no caguis arangades(não cagues arenques – um tipo de massa)<br />
que són massa salades(que são muito salgadas)<br />
caga torrons(cague torrones)<br />
que són més bons(que são mais gostosos)<br />
Caga tió<br />
ametlles i torró(amêndoas e torrones)<br />
si no vols cagar(se não queres cagar)<br />
et donaré un cop de bastó(te darei um golpe de bastão)<br />
Caga tió!</p>
<p>A criatura nem tem chance de escolher se vai cagar ou não. Apanha de qualquer jeito. Quando acaba a musiquinha se tira a mantinha e lá embaixo do Tió estão todas as guloseimas cagadas, que são afoitamente devoradas sem direito a uma assepsia prévia. Quando uma criança se dá conta que não é o tronquinho que caga e sim a mamãe que pôs o docinho ali, se produz uma decepção semelhante à descoberta que Papai Noel não existe. Que coisa, hein?</p>
<p>Perguntei a uma catalana o por quê dessa aficção no cocô. Ela deu de ombros e me disse: &#8220;É que somos escatológicos mesmo&#8221;! Bom… se ela diz… quem sou eu para discutir?</p>
<p><em><strong>PS: autora <a href="http://ladodca.blogspot.com/" target=_blank>Ana Carla Lira</a></strong></em></p>
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		<title>Vai Engolindo Que Tá Docinho&#8230; Fiz Pra Voce!</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 23:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Sperm taste is affected by what you eat, as are all secretions from the body. It is a fact that your sperms taste can be improved and making your semen taste better, can be done with a few simple diet changes. Diet has A major influence on sperm taste as it’s a secretion from the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sperm taste is affected by what you eat, as are all secretions from the body.</p>
<p>It is a fact that your sperms taste can be improved and making your semen taste better, can be done with a few simple diet changes.</p>
<p>Diet has A major influence on sperm taste as it’s a secretion from the body like any other.</p>
<p>Just as your sweat can smell strongly after eating a heavily spiced meal your sperm will also reflect the spices in its taste.</p>
<p>The make up of sperm</p>
<p>Semen is made up of ninety percent (90%) seminal fluids including fructose (sugar) protein, and various trace minerals and nutrients.</p>
<p>The PH of semen is 7 and scientifically neutral, yet it tastes slightly acidic. Let&#8217;s take a look at the actual ingredients of semen.</p>
<p>A man’s ejaculate is actually only 1% sperm.</p>
<p>The rest is composed of various proteins, vitamins, sugars, salts, cholesterol, and water. All the extras are what protect, feeds, fuels the sperm in its journey.</p>
<p>As you can see in terms of semen’s composition, it’s fairly obvious that what you eat will make it taste better or worse!</p>
<p>Getting a sweeter taste</p>
<p>With sperm taste, the aim is to make it taste sweeter.</p>
<p>All men have a semen taste that is exclusive to them, but the major complaint on sperm taste is normally always the same:</p>
<p>It tastes bitter or salty; let’s look at how to make semen taste sweeter</p>
<p>10 Tips for better semen taste</p>
<p>Here then are 10 simple do’s and don&#8217;ts to improve the taste of your sperm and make your semen taste better and sweeter:</p>
<p>1. Cut out alcohol, caffeine, recreational drugs and nicotine- they&#8217;re all pollutants.</p>
<p>2. Drink lots of water 1 – 2 liters a day to flush out body toxins.</p>
<p>3. Fruit get plenty each day and sweeten your sperm taste<br />
Pineapple, papaya cranberry, melons, mangos, apples grapes are all good choices. These fruits are high in natural sugars and offset the bitter taste.</p>
<p>4. Eat plenty of vegetables which are generally good for improving sperm taste.</p>
<p>5. While it is true vegetarians generally have better tasting sperm there are vegetables to avoid:</p>
<p>Any vegetables from the cabbage family big offenders also include Cauliflower, broccoli, or asparagus:</p>
<p>5. Cut red meat consumption this is one pf the main offenders when it comes to making sperm taste salty. Dairy produce such as milk and cheese also make sperm taste salty.<br />
Make sure when you eat protein you get good quality lean protein such as chicken and turkey.</p>
<p>Fish is claimed by some to be an offender in terms of taste, but this seems to vary between individuals. Try it and see the affects before cutting it out, fish is a major part of a healthy diet, so don’t cut it out!</p>
<p>6. Avoid heavy spices such as Garlic and onions, they&#8217;re big offenders when it comes to sperm taste, as they have a high sulfur content.</p>
<p>7. Do not buy products that claim to make your semen taste better there is no evidence that they work.<br />
Your semen can be made to taste better by overall changes in diet and lifestyle, it’s a complex formula and a good healthy diet has the biggest affect.</p>
<p>8. Parsley, wheatgrass, and celery are particularly recommended for sweeter semen taste, because of their high chlorophyll content.</p>
<p>9. Cinnamon, cardamom, peppermint and lemon are particularly recommended for making semen taste sweeter.</p>
<p>10. Avoid junk food, they&#8217;re loaded with chemicals and preservatives that pollute your body and your semen’s taste.</p>
<p>Try and eat food “from the earth” i.e. as naturally as possible. Also consider taking a zinc and selenium supplement, both are needed for healthy sperm and can make the taste better.</p>
<p>Finally, strong smelling semen may indicate an infection, so if your semen taste doesn’t change when you change your diet, you should consider a visit to the doctor.</p>
<p>Your aim with your diet is to eat one that helps your overall health and the above recommendations will not only make your semen taste better you will also feel fitter and healthier as well.</p>
<p>Keep in mind that you can eat some of the foods we don’t recommend for sperm taste.</p>
<p>You can enjoy red meat and the occasional spiced curry just keep in mind the following when considering sperm taste:</p>
<p>What you put into your body takes between 12 and 24 hours to secrete out and you should simply keep this in mind before eating and deciding whether you want a better sperm taste on that particular day or not!</p>
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		<title>Um L de Poesia</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 23:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nessa noite escolhi admirá-la por meio das lentes velhas e empoeiradas de meu telescópio, dá uma pausa para a nuvem intrusa passar, observar todas suas entranhas, até você sair do meu quadro. Mais tarde eu fujo para aquela estrela alí escondida, alí atrás da outra nuvem, para ficar perto de você. Quase um pequeno príncipe, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa noite escolhi admirá-la por meio das lentes velhas e empoeiradas de meu telescópio, dá uma pausa para a nuvem intrusa passar, observar todas suas entranhas, até você sair do meu quadro.</p>
<p>Mais tarde eu fujo para aquela estrela alí escondida, alí atrás da outra nuvem, para ficar perto de você.</p>
<p>Quase um pequeno príncipe,<br />
é que hoje eu acordei pensando nos baobás.</p>
<p>Só não me cobre por ter te cativado.</p>
<p><em>Letícia Ribeiro</em></p>
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		<title>Pra que academia?</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 23:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Três grandes notícias abalaram o planeta! Primeiro: Masturbação evita câncer da próstata. Ou seja, mãos à obra! Ops, mãos à cobra! Então, quando você se tranca no banheiro com a Playboy, não é mais masturbação, é manutenção! Depois saiu esta: Pizza evita câncer de estômago. E agora a mais nova: Cerveja faz bem aos ossos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Três grandes notícias abalaram o planeta!</p>
<p>Primeiro: Masturbação evita câncer da próstata. Ou seja, mãos à obra! Ops, mãos à cobra! Então, quando você se tranca no banheiro com a Playboy, não é mais masturbação, é manutenção!</p>
<p>Depois saiu esta: Pizza evita câncer de estômago.</p>
<p>E agora a mais nova: Cerveja faz bem aos ossos. Nunca foi tão fácil cuidar da saúde: punheta, pizza e cerveja! Falta só falar que TV faz bem pra vista!</p>
<p>Já imaginou, sentado num sofá, tocando uma, comendo pizza, tomando uma gelada e vendo filme pornô.</p>
<p><em>Zé Simão / F. de SP</em></p>
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		<title>As 60 Melhores Citações de Steve Jobs</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 23:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sometimes when you innovate, you make mistakes. It is best to admit them quickly, and get on with improving your other innovations. Being the richest man in the cemetery doesn’t matter to me … Going to bed at night saying we’ve done something wonderful… that’s what matters to me. We’ve gone through the operating system [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/f7021b3e8580cc5067c4e08258169011.jpg"></center></p>
<p>Sometimes when you innovate, you make mistakes. It is best to admit them quickly, and get on with improving your other innovations.</p>
<p>Being the richest man in the cemetery doesn’t matter to me … Going to bed at night saying we’ve done something wonderful… that’s what matters to me.</p>
<p>We’ve gone through the operating system and looked at everything and asked how can we simplify this and make it more powerful at the same time.</p>
<p>Be a yardstick of quality. Some people aren’t used to an environment where excellence is expected.</p>
<p>I want to put a ding in the universe.</p>
<p>I was worth over $1,000,000 when I was 23, and over $10,000,000 when I was 24, and over $100,000,000 when I was 25, and it wasn’t that important because I never did it for the money.</p>
<p>The Japanese have hit the shores like dead fish. They’re just like dead fish washing up on the shores.</p>
<p>Unfortunately, people are not rebelling against Microsoft. They don’t know any better.</p>
<p>Bill Gates‘d be a broader guy if he had dropped acid once or gone off to an ashram when he was younger.</p>
<p>The only problem with Microsoft is they just have no taste. They have absolutely no taste. And I don’t mean that in a small way, I mean that in a big way, in the sense that they don’t think of original ideas, and they don’t bring much culture into their products.</p>
<p>My job is to not be easy on people. My job is to make them better.</p>
<p>We made the buttons on the screen look so good you’ll want to lick them.</p>
<p>Click. Boom. Amazing!</p>
<p>You can’t just ask customers what they want and then try to give that to them. By the time you get it built, they’ll want something new.</p>
<p>Design is not just what it looks like and feels like. Design is how it works.</p>
<p>Why join the navy if you can be a pirate?</p>
<p>A lot of companies have chosen to downsize, and maybe that was the right thing for them. We chose a different path. Our belief was that if we kept putting great products in front of customers, they would continue to open their wallets.</p>
<p>Innovation distinguishes between a leader and a follower.</p>
<p>Recruiting is hard. It’s just finding the needles in the haystack. You can’t know enough in a one-hour interview. So, in the end, it’s ultimately based on your gut. How do I feel about this person? What are they like when they’re challenged? I ask everybody that: ‘Why are you here?’ The answers themselves are not what you’re looking for. It’s the meta-data.</p>
<p>We’ve had one of these before, when the dot-com bubble burst. What I told our company was that we were just going to invest our way through the downturn, that we weren’t going to lay off people, that we’d taken a tremendous amount of effort to get them into Apple in the first place – the last thing we were going to do is lay them off.</p>
<p>I mean, some people say, ‘Oh, God, if [Jobs] got run over by a bus, Apple would be in trouble.’ And, you know, I think it wouldn’t be a party, but there are really capable people at Apple. My job is to make the whole executive team good enough to be successors, so that’s what I try to do.</p>
<p>It’s not about pop culture, and it’s not about fooling people, and it’s not about convincing people that they want something they don’t. We figure out what we want. And I think we’re pretty good at having the right discipline to think through whether a lot of other people are going to want it, too. That’s what we get paid to do. We just want to make great products. (I think he means “insanely great products!”)</p>
<p>So when a good idea comes, you know, part of my job is to move it around, just see what different people think, get people talking about it, argue with people about it, get ideas moving among that group of 100 people, get different people together to explore different aspects of it quietly, and, you know – just explore things.</p>
<p>When I hire somebody really senior, competence is the ante. They have to be really smart. But the real issue for me is, Are they going to fall in love with Apple? Because if they fall in love with Apple, everything else will take care of itself. They’ll want to do what’s best for Apple, not what’s best for them, what’s best for Steve, or anybody else. (this actually reiterates my oft-repeated mantra of “ubiquitous evangelism” in companies)</p>
<p>People think focus means saying yes to the thing you’ve got to focus on. But that’s not what it means at all. It means saying no to the hundred other good ideas that there are. You have to pick carefully.</p>
<p>Our DNA is as a consumer company – for that inpidual customer who’s voting thumbs up or thumbs down. That’s who we think about. And we think that our job is to take responsibility for the complete user experience. And if it’s not up to par, it’s our fault, plain and simply.</p>
<p>That happens more than you think, because this is not just engineering and science. There is art, too. Sometimes when you’re in the middle of one of these crises, you’re not sure you’re going to make it to the other end. But we’ve always made it, and so we have a certain degree of confidence, although sometimes you wonder. I think the key thing is that we’re not all terrified at the same time. I mean, we do put our heart and soul into these things.</p>
<p>We don’t get a chance to do that many things, and every one should be really excellent. Because this is our life. Life is brief, and then you die, you know? And we’ve all chosen to do this with our lives. So it better be damn good. It better be worth it.</p>
<p>Almost everything–all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure–these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.</p>
<p>Here’s to the crazy ones, the misfits, the rebels, the troublemakers, the round pegs in the square holes… the ones who see things differently — they’re not fond of rules… You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them, but the only thing you can’t do is ignore them because they change things… they push the human race forward, and while some may see them as the crazy ones, we see genius, because the ones who are crazy enough to think that they can change the world, are the ones who do.</p>
<p>In most people’s vocabularies, design means veneer. It’s interior decorating. It’s the fabric of the curtains of the sofa. But to me, nothing could be further from the meaning of design. Design is the fundamental soul of a human-made creation that ends up expressing itself in successive outer layers of the product or service.</p>
<p>So we went to Atari and said, ‘Hey, we’ve got this amazing thing, even built with some of your parts, and what do you think about funding us? Or we’ll give it to you. We just want to do it. Pay our salary, we’ll come work for you.’ And they said, ‘No.’ So then we went to Hewlett-Packard, and they said, ‘Hey, we don’t need you. You haven’t got through college yet.</p>
<p>The people who are doing the work are the moving force behind the Macintosh. My job is to create a space for them, to clear out the rest of the organization and keep it at bay.</p>
<p>Your time is limited, so don’t waste it living someone else’s life. Don’t be trapped by dogma – which is living with the results of other people’s thinking. Don’t let the noise of other’s opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.</p>
<p>I’m the only person I know that’s lost a quarter of a billion dollars in one year…. It’s very character-building.</p>
<p>I’m as proud of what we don’t do as I am of what we do.</p>
<p>Quality is more important than quantity. One home run is much better than two doubles.</p>
<p>I’ve always wanted to own and control the primary technology in everything we do.</p>
<p>It comes from saying no to 1,000 things to make sure we don’t get on the wrong track or try to do too much.</p>
<p>It’s really hard to design products by focus groups. A lot of times, people don’t know what they want until you show it to them.</p>
<p>Innovation has nothing to do with how many R&#038;D dollars you have. When Apple came up with the Mac, IBM was spending at least 100 times more on R&#038;D. It’s not about money. It’s about the people you have, how you’re led, and how much you get it.</p>
<p>Insanely great!</p>
<p>I’m convinced that about half of what separates the successful entrepreneurs from the non-successful ones is pure perseverance.</p>
<p>It’s rare that you see an artist in his 30s or 40s able to really contribute something amazing.</p>
<p>I feel like somebody just punched me in the stomach and knocked all my wind out. I’m only 30 years old and I want to have a chance to continue creating things. I know I’ve got at least one more great computer in me. And Apple is not going to give me a chance to do that.</p>
<p>I didn’t see it then, but it turned out that getting fired from Apple was the best thing that could have ever happened to me. The heaviness of being successful was replaced by the lightness of being a beginner again, less sure about everything. It freed me to enter one of the most creative periods of my life.</p>
<p>Do you want to spend the rest of your life selling sugared water or do you want a chance to change the world?</p>
<p>The products suck! There’s no sex in them anymore!</p>
<p>The cure for Apple is not cost-cutting. The cure for Apple is to innovate its way out of its current predicament.</p>
<p>If I were running Apple, I would milk the Macintosh for all it’s worth — and get busy on the next great thing. The PC wars are over. Done. Microsoft won a long time ago.</p>
<p>You know, I’ve got a plan that could rescue Apple. I can’t say any more than that it’s the perfect product and the perfect strategy for Apple. But nobody there will listen to me.</p>
<p>Apple has some tremendous assets, but I believe without some attention, the company could, could, could — I’m searching for the right word — could, could die.</p>
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		<title>O Contraste da Bolsa da Dilma e o Bolsa Família</title>
		<link>http://www.leonardofialho.com/wordpress/archives/1988</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 23:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[A jornalista Anna Ramalho escreveu na sua coluna no Jornal do Brasil: “A ministra Dilma Rousseff, em foto publicada anteontem n’O Globo, deve ter se esquecido de esconder a bolsa – tamanha foi a bronca no assessor do Geddel. Trata-se de uma Kelly, grife Hermès, criada em homenagem à princesa Grace, e objeto de consumo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/a609ee48ce29b41ed7375c139427f352.jpg" alt="Dilma e a bolsa" title="Dilma e a bolsa"></center></p>
<p>A jornalista Anna Ramalho escreveu na sua coluna no Jornal do Brasil:</p>
<p><em>“A ministra Dilma Rousseff, em foto publicada anteontem n’O Globo, deve ter se esquecido de esconder a bolsa – tamanha foi a bronca no assessor do Geddel. Trata-se de uma Kelly, grife Hermès, criada em homenagem à princesa Grace, e objeto de consumo das milionárias mundo afora.&#8221;</em></p>
<p>Detalhe: a bolsa não custa menos de 4.700 euros – cerca de R$ 14 mil. Portanto… </p>
<p>Quem ainda teme a revolucionária comunista dos anos 70 pode ficar tranquilo. Não se usa uma Kelly impunemente.</p>
<p>Para comprar a bolsinha que ela usa, o trabalhador brasileiro tem que trabalhar dois anos, sem comer, sem morar, investindo tudo na bolsinha da ministra boazinha do PAC, numa farsa de quem quer parecer popular.</p>
<p>Mas que na verdade, depois de guerrilheira, o que ela virou foi uma aproveitadora do dinheiro público para uso de luxos burgueses.</p>
<p>Enquanto ela e Lula atiram bolsa-família para manter a ignorância do povo, ela se agarra mesmo é no poder para ganhar milhões e poder andar como madame, com bolsa de madame.</p>
<p>Resultado de tudo isso:</p>
<p>Ela é a campeã absoluta em todas as pesquisas em REJEIÇÃO!</p>
<p><center><img src="http://www.leonardofialho.com/wordpress/wp-content/plugins/image-shadow/cache/052fdd310ff743c0d865142e8fbea725.jpg"</center></p>
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		<title>Sobre a Vírgula</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 23:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). - Vírgula pode ser uma pausa&#8230; ou não: Não, espere. Não espere. - Ela pode sumir com seu dinheiro: 23,4. 2,34. - Pode criar heróis: Isso só, ele resolve. Isso só ele resolve. - Ela pode ser a solução: Vamos perder, nada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).</p>
<p>- Vírgula pode ser uma pausa&#8230; ou não:<br />
Não, espere.<br />
Não espere.</p>
<p>- Ela pode sumir com seu dinheiro:<br />
23,4.<br />
2,34.</p>
<p>- Pode criar heróis:<br />
Isso só, ele resolve.<br />
Isso só ele resolve.</p>
<p>- Ela pode ser a solução:<br />
Vamos perder, nada foi resolvido.<br />
Vamos perder nada, foi resolvido.</p>
<p>- A vírgula muda uma opinião:<br />
Não queremos saber.<br />
Não, queremos saber.</p>
<p>- A vírgula pode condenar ou salvar:<br />
Não tenha clemência!<br />
Não, tenha clemência!</p>
<p>- Uma vírgula muda tudo:<br />
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.</p>
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		<title>Preguiça Baiana Segundo Nizan Guanaes</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 23:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Não gosto quando se referem à Baianidade com o estereótipo da preguiça. Da falta de sofisticação. Pierre Verger fotografou a Bahia, e os corpos que ele retratou são peitos, troncos e bundas enrijecidas pela história e pela vida dura. São homens açoitados pela escravidão. A Bahia é graça, prazer, leveza, mas ela é também luta. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não gosto quando se referem à Baianidade com o estereótipo da preguiça. Da falta de sofisticação. Pierre Verger fotografou a Bahia, e os corpos que ele retratou são peitos, troncos e bundas enrijecidas pela história e pela vida dura. São homens açoitados pela escravidão. A Bahia é graça, prazer, leveza, mas ela é também luta. O Brasil ficou independente com um grito em 1822. A Bahia teve que lutar, morrer e vencer para expulsar de vez os portugueses em 2 de julho de 1823.</p>
<p>Castro Alves, o maior poeta brasileiro, morreu aos 24 anos, deixando uma obra  imensa. Ou seja, trabalhou muito para deixar tanto em um tempo tão curto de sua existência.</p>
<p>Todos os anos o povo da Bahia anda 12 quilômetros com potes de água na cabeça para lavar as escadarias de nosso pai, Oxalá.</p>
<p>No Carnaval baiano, enquanto milhões se divertem, milhares trabalham dia e noite cantando, tocando, vendendo, para que o nosso povo e gente de todo o mundo possam se divertir.</p>
<p>Além disso, quem construiu todas aquelas igrejas, aqueles fortes, monumentos? Nós. Quem colocou cada pedra no Pelourinho? Nós. Quem foi açoitado no tronco que deu ao Pelourinho seu nome? Nós.</p>
<p>Quem escreveu músicas, filmes, encenou, pintou, esculpiu parte significativa da produção artística deste país?  Ano após ano, década após década? Nós, os baianos.</p>
<p>Joana Angélica, Maria Quitéria são ruas no Rio de Janeiro, mas na Bahia são sofrimento, luta e heroísmo.<br />
A Bahia é luta, mas ela compreende que a vida não é só isso. E não é.</p>
<p>E é por isso que essa tal Baianidade atrai em todas as férias e feriados estressados de todo o mundo.<br />
Na costa da Bahia, o melhor conjunto de resorts do Brasil foi construído para que você possa experimentar o melhor da vida, e a gente trabalha enquanto você descansa.</p>
<p>O reitor Edgard Santos, baiano de boa cepa, fez uma das significativas obras de produção acadêmica e cultural, com contundente dedicação.</p>
<p>Lamento que a Bahia seja tão amada, tão exaltada e tão pouco compreendida.</p>
<p>Todos aqueles coqueiros e boa parte das frutas e especiarias que a Bahia tem não nasceram ali: vieram de outras índias e foram plantados pelas mãos calejadas do povo da Bahia.</p>
<p>Mas o mundo é de percepção. E, lamentavelmente, as novas gerações, por incompetência nossa, herdaram a parte mais vulgar, mais inculta, mais básica e folclórica desta Baianidade. Cabe a nós, os velhos, passarmos pela tradição oral, que é de fato Baianidade. E lembrar a quem dança na Bahia que, enquanto ele dança, alguém toca.   Que enquanto ele reza, alguém constrói igrejas.</p>
<p>Ou seja, na Bahia o trabalho é voltado para o lazer e encantamento do mundo. E toda vez que você chegar estressado e branco e sair moreno e feliz, chegar descrente e sair otimista e apaixonado, nosso trabalho, nosso papel no mundo estará sendo cumprido.</p>
<p>Baianidade é enfrentar a dura vida de uma maneira que ela pareça menos dura e mais vida. E para que exerçamos a plena Baianidade, é preciso que entendamos plenamente do que é que somos orgulhosos. Sou orgulhoso da Bahia mãe de Menininha, Cleusa, Carmem, Stella, do grande Obarain e de Padre Sadock, Padre Luna e Irmã Dulce. Sou orgulhoso da Bahia de Ruy Barbosa, Glauber, ACM, Luis Eduardo, Jacques Wagner, Waldir Pires &#8211; estilos diversos da mesma paixão baiana que nasceu no 2 de julho. Sou orgulhoso de Gil, Caetano, Bethânia, Gal, de Jorge, meu amigo amado. Sou orgulhoso de Caribé, Verger, Lícia Fábio, que não nasceram na Bahia, mas a Bahia nasceu deles. Sou, enfim, orgulhoso dos filhos da Bahia. E por isso sou tão orgulhoso do Brasil.</p>
<p>O Brasil é o maior filho da Bahia. Ele nasceu lá no dia 22 de Abril de 1500 e é por isso que os brasileiros ficam tão felizes quando vão à Bahia. Porque eles estão, na realidade, visitando os parentes, revendo suas raízes.<br />
Baianidade é enfim o DNA do Brasil, é o genoma do país. Quando o Brasil vai à Bahia, ele volta para casa.</p>
<p><em><strong>PS:</strong> Eu não concordo com esta forma de descrever a Bahia&#8230; em breve minha crítica.</em></p>
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		<title>A Fábula do Chefe</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 22:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos (de outros)]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é a fábula de um chefe que, &#8220;estressado&#8221;, foi um dia ao psiquiatra. Relatou ao médico o seu caso. O psiquiatra, experiente, logo diagnosticou: - O Sr. precisa se afastar, por duas semanas, da sua atividade profissional. O conveniente é que vá para o interior, isole-se do dia-a-dia e procure algumas atividades que relaxem. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é a fábula de um chefe que, &#8220;estressado&#8221;, foi um dia ao psiquiatra. Relatou ao médico o seu caso. O psiquiatra, experiente, logo diagnosticou:</p>
<p>- O Sr. precisa se afastar, por duas semanas, da sua atividade profissional. O conveniente é que vá para o interior, isole-se do dia-a-dia e procure algumas atividades que relaxem.</p>
<p>Então, o nosso executivo procurou seguir as orientações recebidas. Munido de vários livros, CDs e &#8220;laptop&#8221;, mas sem o celular, partiu para a fazenda de um amigo.</p>
<p>Passados os dois primeiros dias, o nosso executivo já havia lido dois livros e ouvido quase todos os CDs. Porém, continuava inquieto. Pensou, então, que alguma atividade física seria um bom antídoto para a ansiedade que ainda o dominava. Procurou o capataz e pediu-lhe trabalho para fazer. O capataz ficou pensativo e, vendo um monte de esterco que havia acabado de chegar, disse ao nosso executivo:</p>
<p>- O Senhor Doutor pode ir espalhando aquele esterco em toda aquela área que será preparada para o cultivo.</p>
<p>Pensou o capataz para consigo próprio: &#8220;Ele deverá demorar uma semana com esta tarefa&#8221;. Puro engano! No dia seguinte já o nosso executivo tinha distribuído todo o esterco por toda a área. O capataz deu-lhe então a seguinte tarefa: abater 500 galinhas com uma faca. Tarefa que se revelou muito fácil para o executivo ansioso: em menos de 3 horas já estavam todos os galináceos prontos para serem depenados! Pediu logo nova tarefa. O capataz disse-lhe então:</p>
<p>- Vamos iniciar a colheita de laranjas.. O Senhor Doutor vá, por favor, ao laranjal e leve consigo três cestos para distribuir as laranjas por tamanhos: pequenas, médias e grandes.</p>
<p>Passou o dia e o executivo não regressou com a tarefa cumprida. Preocupado, o capataz dirigiu-se ao laranjal. Viu o nosso executivo, com uma laranja na mão, os cestos totalmente vazios, e a falar sozinho:</p>
<p>- Esta é grande. Não, é média. Ou será pequena?<br />
- Esta é pequena. Não, é grande. Ou será média?<br />
- Esta é média. Não, é pequena. Ou será grande?</p>
<p><strong>Moral da história:</strong><br />
<em>Espalhar merda e cortar cabeças é fácil. O que muito chefe não consegue é tomar decisões.</em></p>
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		<title>O que é um peido para quem está todo cagado?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 22:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aeroporto Santos Dumont, 15:30. Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aeroporto Santos Dumont, 15:30.</p>
<p>Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse.</p>
<p>Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão. &#8216;Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo, o avião só sairía às 16:30&#8242;.</p>
<p>Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto.</p>
<p>Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil falei: &#8216;Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro.&#8217; Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda.</p>
<p>O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: &#8216;Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido a obras na pista&#8217;.</p>
<p>Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento. Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro.</p>
<p>O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado. Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal.</p>
<p>Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de piedade, e confessei sério: &#8216;Cara, caguei!&#8217;</p>
<p>Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle. &#8216;Que se dane, me limpo no aeroporto&#8217;, pensei. &#8216;Pior que isso não fico&#8217;.</p>
<p>Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés.</p>
<p>E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líqüida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado&#8230;</p>
<p>Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez. Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.</p>
<p>Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de papel higiênico em todos os cinco. Olhei para cima e blasfemei: &#8216;Agora chega, né?&#8217;</p>
<p>Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.</p>
<p>Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o &#8216;check-in&#8217; e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. &#8216;Ele tinha despachado a mala com roupas&#8217;. Na mala de mão só tinha um pulôver de gola &#8216;V&#8217;. A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.</p>
<p>Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela merda . Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10.</p>
<p>Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar.</p>
<p>Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola &#8216;V&#8217;, sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.</p>
<p>Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o &#8216;RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO&#8217; e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir: &#8216;Nada, obrigado.&#8217;</p>
<p>Eu só queria esquecer este dia de merda. Um dia de merda&#8230;</p>
<p><em>Luis Fernando Veríssimo</em></p>
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		<title>SAWABONA &#8211; Sobre Estar Solo</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 22:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Fialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No es solo el avance tecnológico lo que marcó el inicio de este milenio. Las relaciones afectivas también están pasando por profundas transformaciones y revolucionando el concepto de amor. Lo que se busca hoy es una relación compatible con los tiempos modernos, en la que exista individualidad, respeto, alegría y placer por estar juntos, y [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No es solo el avance tecnológico lo que marcó el inicio de este milenio. Las relaciones afectivas también están pasando por profundas transformaciones y revolucionando el concepto de amor. Lo que se busca hoy es una relación compatible con los tiempos modernos, en la que exista individualidad, respeto, alegría y placer por estar juntos, y no una relación de dependencia, en la que uno responsabiliza al otro de su bienestar. La idea de que una persona sea el remedio para nuestra felicidad, que nació con el romanticismo está llamada a desaparecer en este inicio de siglo. </p>
<p>El amor romántico parte de la premisa de que somos una parte y necesitamos encontrar nuestra otra mitad para sentirnos completos. Muchas veces ocurre hasta un proceso de despersonalización que, históricamente, ha alcanzado más a la mujer. Ella abandona sus características, para amalgamarse al proyecto masculino.</p>
<p>La teoría de la unión entre opuestos también viene de esta raíz: el otro tienen que saber hacer lo que yo no sé. Si soy manso, ella debe ser agresiva, y así todo lo demás. Una idea práctica de supervivencia, y poco romántica, por más señas. </p>
<p>La palabra de orden de este siglo es asociación. Estamos cambiando el amor de necesidad, por el amor de deseo. Me gusta y deseo la compañía, pero no la necesito, lo que es muy diferente. Con el avance tecnológico, que exige mas tiempo individual, las personas están perdiendo el miedo a estar solas, y aprendiendo a vivir mejor consigo mismas. Ellas están comenzando a darse cuenta que se sienten parte, pero son enteras. El otro, con el cual se establece un vínculo, también se siente una parte, no es el príncipe o salvador de ninguna cosa, es solamente un compañero de viaje. </p>
<p>El hombre es un animal que va cambiando el mundo, y después tiene que irse reciclando para adaptarse al mundo que fabricó. Estamos entrando en la era de la individualidad, que no tiene nada que ver con el egoismo. El egoista no tiene energía propia; él se alimenta de la energía de los demás, sea financiera o moral. La nueva forma de amor, o más amor, tiene nuevo aspecto y significado. Apunta a la aproximación de dos enteros, y no a la unión de dos mitades. Y ella solo es posible para aquellos que consiguieron trabajar su individualidad. Cuanto más fuera el individuo capaz de vivir solo, más preparado estara para una buena relación afectiva.</p>
<p>La soledad es buena, estar solo no es vergonzoso. Al contrario, da dignidad a la persona. Las buenas relaciones afectivas son óptimas, son muy parecidas con estar solo, nadie exige nada de nadie y ambos crecen. Relaciones de dominación y de concesiones exageradas son cosas del siglo pasado. Cada cerebro es único. Nuestro modo de pensar y actuar no sirve de referencia para evaluar a nadie. Muchas veces, pensamos que el otro es nuestra alma gemela y, en verdad, lo que hacemos es inventarlo a nuestro gusto. </p>
<p>Todas las personas deberían estar solas de vez en cuando, para establecer un diálogo interno y descubrir su fuerza personal. En la soledad, el individuo entiende que la armonía y la paz de espíritu solo se pueden encontrar dentro de uno mismo, y no a partir de los demás. Al percibir esto, el individuo se vuelve menos crítico y más comprensivo con las diferencias, respetando la forma de ser de cada uno. </p>
<p>El amor de dos personas enteras es el bien más saludable. En este tipo de unión, está el abrigo, el placer de la compañía y el respeto por el ser amado. No siempre es suficiente ser perdonado por alguien. Algunas veces hay que aprender a perdonarse a si mismo&#8230; </p>
<p>P.D. Si tienes curiosidad por saber el significado de SAWABONA,es un saludo usado en el sur de Africa y quiere decir: &#8220;RESPETO, YO TE VALORO, Y TU ERES IMPORTANTE PARA MI&#8221;. Como respuesta las personas dicen: SHIKOBA, que es &#8220;ENTONCES, YO EXISTO PARA TI&#8221;</p>
<p>Stolen kiss &#8211; Ernesto Cortazar</p>
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