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set 4

Se o Produto Fosse um Bebe

Posted on sábado, setembro 4, 2010 in Textos (de outros)

Gerente de Projetos: acredita que nove mulheres podem parir um bebê em um mês.

Desenvolvedor: acha que quatro meses e meio são suficientes para parir um bebê.

Coordenador Externo: acredita que uma única mulher pode parir nove bebês em um mês.

Cliente: não sabe por que quer um bebê.

Gerente de Marketing: acha que pode parir um bebê, mesmo que não existam homens ou mulheres disponíveis.

Equipe de Controle de Recursos: acredita não precisar de um homem ou mulher. Irão produzir um bebê com custo zero.

Equipe de Documentação: não se importa em como e quando o bebê será parido. Eles apenas irão documentar nove meses.

Equipe de Design: cria um bebê de três braços e uma perna e questiona se pode ser feito.

Auditor de Qualidade: não ficará satisfeito com o processo de fabricação de um bebê.

Testador: ao final do processo, dirá para sua mulher que aquele não é o bebê certo.

ago 24

Relato de Uma Ex-Jovem

Posted on terça-feira, agosto 24, 2010 in Textos (de outros)

Estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava dependurado na parede. Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome.

Era da minha classe do colegial, uns 30 anos atrás, e eu me perguntava: Poderia ser o mesmo rapaz por quem eu tinha me apaixonado à época? Quando entrei na sala de atendimento imediatamente afastei esse
pensamento do meu espírito. Este homem grisalho, quase calvo, gordo, com um rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velho pra ter sido o meu amor secreto.

Depois que ele examinou o meu dente, perguntei-lhe se ele estudou no Colégio Sacré Coeur.

- Sim. Respondeu-me. Quando se formou? Perguntei.

- 1965. Por que esta pergunta? Respondeu.

- É que… bem… você era da minha classe. Eu exclamei.

E então, este velho horrível, cretino, careca, barrigudo, flácido e lazarento me perguntou:

- A senhora era professora de quê?

ago 12

João Gilberto Lança Guitar Hero Bossa Nova

Posted on quinta-feira, agosto 12, 2010 in Textos (de outros)

Depois de criar um perfil no Facebook, hackear um site de fofocas, comprar um iPad e criar uma nova estrutura harmônica para o código HTML, João Gilberto anunciou que lançará sua versão do jogo Guitar Hero. A edição especial virá com um banquinho singelo e um microfone especialmente desenvolvido no Japão.

A tradicional guitarra de cinco botões que tanto sucesso fez entre os gamers será substituída por um velho violão – chamado carinhosamente de pinho plangente – com duas manivelas, oito botões e cinco válvulas. O jogador terá de simular a complexidade com que João divide os ritmos e executa a sua famosa batida.

Passagens de fase serão anunciadas por um Caetano Veloso dizendo “É uma coisa muito linda”. O prêmio maior é alcançado quando o jogador conseguir reproduzir o miado de um gato em compasso 18/7, com quintas invertidas e pausas improváveis. Na ocasião, um pequeno Gilberto Gil aparecerá na tela e saudará o vencedor usando várias vezes a palavras fenomenologia.

Quem comprar o jogo poderá escolher entre as canções “O Pato”, “Doralice”, “Desafinado”, “Chega de Saudade” e “Bim Bom”. As músicas incluirão pausas para permitir ao jogador que pare de cantar para pedir silêncio na sala ou reclamar do som, o que também dá pontos.

O jogo Guitar Hero Bossa Nova deveria ser lançado em maio, mas João pediu para regravar alguns trechos. A expectativa é que chegue às lojas antes do Natal.

Fonte: The iPiauí Herald

jun 2

Excelente Frase!

Posted on quarta-feira, junho 2, 2010 in Textos (de outros)

Tenho cancer mas estou na moda.

mai 23

A Aliança, Luis Fernando Veríssimo

Posted on domingo, maio 23, 2010 in Textos (de outros)

Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.

Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências… Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.

— Você não sabe o que me aconteceu!

— O quê?

— Uma coisa incrível.

— O quê?

— Contando ninguém acredita.

— Conta!

— Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?

— Não.

— Olhe.

E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.

— O que aconteceu?

E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.

— Que coisa – diria a mulher, calmamente.

— Não é difícil de acreditar?

— Não. É perfeitamente possível.

— Pois é. Eu…

— SEU CRETINO!

— Meu bem…

— Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.

— Mas, meu bem…

— Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!

E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações. Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:

— Que fim levou a sua aliança? E ele disse:

— Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.

Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam.

— O mais importante é que você não mentiu pra mim.

E foi tratar do jantar.

mai 2

Resposta Inteligente

Posted on domingo, maio 2, 2010 in Textos (de outros)

Independente da convicção religiosa, perguntaram a um coronel do BOPE (polícia de elite do Rio de Janeiro) se ele perdoaria os traficantes que derrubaram o helicóptero da PM, matando 3 policiais. A resposta foi:

Eu creio que a tarefa de perdoá-los cabe a DEUS. A nossa é de simplesmente promover o encontro.

abr 27

Big Bosta Brasil 10

Posted on terça-feira, abril 27, 2010 in Textos (de outros)

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos heróis, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE: é putaria ao vivo!!!

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um zoológico humano divertido . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os animais do zoológico: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a não sou piranha mas não sou santa, o modelo Mr. Maringá, a nordestina sorridente, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados..

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o escolhido receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por trás do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores )

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um artigo de Jabor, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…, estudar…, ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins…, telefonar para um amigo…, visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças…, namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

(Autor Desconhecido)

abr 24

A César o que é de César

Posted on sábado, abril 24, 2010 in Textos (de outros)

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. COMARCA DE NITERÓI – NONA VARA
CÍVEL. Processo n° 2005.002.003424- 4.

SENTENÇA

Cuidam-se os autos de ação de obrigação de fazer manejada por ANTONIO MARREIROS DA SILVA MELO NETO contra o CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO LUÍZA VILLAGE e JEANETTE GRANATO, alegando o autor fatos precedentes ocorridos no interior do prédio que o levaram a pedir que fosse tratado formalmente de “senhor”.

Disse o requerente que sofreu danos, e que esperava a procedência do pedido inicial para dar a ele autor e suas visitas o tratamento de “Doutor”, “senhor”, “Doutora”, “senhora”, sob pena de multa diária a ser fixada judicialmente, bem como requereu a condenação dos réus em dano moral não inferior a 100 salários mínimos.

(…)

DECIDO. “O problema do fundamento de um direito apresenta-se diferentemente conforme se trate de buscar o fundamento de um direito que se tem, ou de um direito que se gostaria de ter.” (Noberto Bobbio, in “A Era dos Direitos”, Editora Campus, pg.15).

Trata-se o autor da ação de Juiz digno, merecendo todo o respeito deste sentenciante e de todas as demais pessoas da sociedade, não se justificando tamanha publicidade que tomou este processo. Agiu o requerente como jurisdicionado, na crença de seu direito. Plausível sua conduta, na medida em que atribuiu ao Estado a solução do conflito. Não deseja o ilustre Juiz, tola bajulice, nem esta ação pode ter conotação de incompreensível futilidade.. O cerne do inconformismo é de cunho eminentemente subjetivo, e ninguém, a não ser o próprio autor, sente a mesma dor, e este sentenciante bem compreende o que tanto incomoda o probo Requerente.

Está claro que não quer, nem nunca quis o autor, impor medo de autoridade, ou que lhe dediquem cumprimento laudatório, posto que é homem de notada grandeza e virtude . Entretanto, entendo que não lhe assiste razão jurídica na pretensão deduzida.

“Doutor” não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário . Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas como “doutor”, sem o ser, e fora do meio acadêmico. Daí a expressão doutor honoris causa – para a honra – que se trata de título conferido por uma universidade, à guisa de homenagem, a determinada pessoa, sem submetê-la a exame. Por outro lado, vale lembrar que “professor” e “mestre”, são títulos exclusivos dos que se dedicam ao magistério, após concluído o curso de mestrado.

Embora a expressão “senhor” confira a desejada formalidade às comunicações – não é pronome -, e possa até o autor aspirar distanciamento em relação a qualquer pessoa, afastando intimidades, não existe regra legal que imponha obrigação ao empregado do condomínio a ele assim se referir.

O empregado que se refere ao autor por “você”, pode estar sendo cortês, posto que “você” não é pronome depreciativo. Isso é formalidade, decorrente do estilo de fala, sem quebra de hierarquia ou incidência de insubordinação. Fala-se segundo sua classe social.

O brasileiro tem tendência na variedade coloquial relaxada, em especial a classe “semi-culta” , que sequer se importa com isso. Na verdade “você” é variante – contração da alocução – do tratamento respeitoso “Vossa Mercê”. A professora de linguística Eliana Pitombo Teixeira ensina que os textos literários que apresentam altas freqüências do pronome “você”, devem ser classificados como formais. Em qualquer lugar desse país, é usual as pessoas serem chamadas de “seu” ou “dona”, e isso é tratamento formal.

Em recente pesquisa universitária, constatou-se que o simples uso do nome da pessoa substitui o senhor/a senhora, e você, quando usados como prenome, isso porque soa como pejorativo tratamento diferente.

Na edição promovida por Jorge Amado, “Crônica de Viver do Baiano Seiscentista” , nos poemas de Gregório de Matos, destacou o escritor que Miércio Táti anotara que “você” é tratamento cerimonioso. (Rio de Janeiro/São Paulo, Record, 1999).

Urge ressaltar que tratamento cerimonioso é reservado a círculos fechados da diplomacia, clero, governo, judiciário e meio acadêmico, como já se disse. A própria Presidência da República fez publicar Manual de Redação instituindo o protocolo interno entre os demais Poderes.

Mas na relação social não há ritual litúrgico a ser obedecido. Por isso que se diz que a alternância de “você” e “senhor” traduz-se numa questão sociolingüística, de difícil equação num país como o Brasil, de várias influências regionais.

Ao Judiciário não compete decidir sobre a relação de educação, etiqueta, cortesia ou coisas do gênero, a ser estabelecida entre o empregado do condomínio e o condômino, posto que isso é tema interna corpore daquela própria comunidade .

Isto posto, por estar convicto de que inexiste direito a ser agasalhado, mesmo que lamentando o incômodo pessoal experimentado pelo ilustre autor, julgo improcedente o pedido inicial, condenando o postulante no pagamento de custas e honorários de 10% sobre o valor da causa.

ALEXANDRE EDUARDO SCISINIO
Juiz de Direito

abr 20

O Tempo Passa…

Posted on terça-feira, abril 20, 2010 in Textos (de outros)

Uma mulher abria seu coração para a psicóloga que tentava ajuda-la a esquecer um antigo amor. A psicóloga então pediu pra que a mulher descrevesse seus sentimentos ao longo dos anos. A mulher então contou o seguinte:

2005:
ó meu deus ele é o homem da minha vida, volte para mim ó ceus o que será de mim… vou tentar recupera-lo!

2006 (início do ano):
em 2005 eu não estava pronta para ele, mas agora talvez esteja pronta…

2006 (meio do ano):
que horror, tenha dó, ficar correndo atrás tem limite também, vá viver sua vida

2007:
enxergando as qualidades raras ausentes na meioria dos homens, penso que, talvez ele não seja o homem da minha vida afinal, devem haver outros como ele, só é dificil de encontrar

2008 (início do ano):
caras malignos e escrotos, seriam as mulheres melhores? não… tentei e não me saí melhor…

2008 (fim do ano):
o pensamento acima citado passou a ser menos recorrente

2009 (meio do ano): por que não sou mais amiga dele? tipo, um pouco mais próxima? Durante os anos de 2005 a 2009 tive pessoas erradas, perigosas e esdrúxulas, e tambem sem graça…

2009 (fim do ano):
opa! uma pessoa que vale a pena, hora de resolver de vez pendências psicológicas com ele, afinal estar com um e sonhar com o outro é complicado…

2010 (início do ano):
algumas comparações que fazemos mesmo sem querer… fase de admiração, passou a fase, fase do meio sem graça… vou reencontra-lo para exorcizar os fantasmas do passado

2010 (meio do ano): VERSÃO A
meu deus… reencontrei ele, não resolvi nada, terminamos num motel, meu namoro acabou, estou apaixonada por ele outra vez!

2010 (meio do ano): VERSÃO B
meu deus… reencontrei ele, os fantasmas se foram! Como pude ser apaixonada por tanto tempo por uma imagem perfeita que eu criei na minha cabeça?

abr 18

A Criação da Xoxota

Posted on domingo, abril 18, 2010 in Textos (de outros)

Sete bons homens de fino saber
Criaram a xoxota, como pode se ver:

Chegando na frente, veio um açougueiro
Com faca afiada deu talho certeiro

Um bom marceneiro, com dedicação
Fez furo no centro com malho e formão

Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno
Forrou com veludo o lado interno

Um bom caçador, chegando na hora
Forrou com raposa, a parte de fora

Em quinto chegou, sagaz pescador
Esfregando um peixe, deu-lhe o odor

Em sexto, o bom padre da igreja daqui
Benzeu-a dizendo: ‘É só pra xixi!’

Por fim o marujo, zarolho e perneta
Chupou-a, fodeu-a e chamou-a… Buceta!