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dez 13

Já à Venda…

Posted on domingo, dezembro 13, 2009 in Crônicas (minhas), Interessantes

Se voce duvidar, o link está aqui. “Calcinhas Usadas. Cheiro Verdadeiro De Mulher.”

“Vendo minhas calcinhas usadas. Realizo o seu fetiche. Tenho calcinhas de vários modelos, você escolhe a calcinha que será usada por mim no mínimo por 2 dias. Junto com a calcinha segue pequeno vídeo em DVD ou CD comprovando o uso da calcinha, para que vc tenha certeza de que o cheiro e fluídos serão meus, além de fotos. Faço masturbação com a calcinha que vc escolher! Tenho intensa umidificação. Tenho 26 anos e corpo com tudo no lugar. Contato somente por e-mail. Para qualquer dúvida faça perguntas, ficarei feliz em esclarecer. Frete grátis por carta registrada para todo o Brasil. O seu tesão é o meu prazer!”

Segundo o Mercado Livre, 21 pessoas compraram. Vejamos os comentários:

“Vendedora maravilhosa, otimo produto superou a expectativa …. tudo q combinamos foi cumprido.pretendo comprar mais com ela …. recomendo a todos da comunide”

“Ótima pessoa e vendedora, o produto veio conforme combinado, gostei muito. Educada, atenciosa e recomendada à todos do Mercado Livre. Bjs! Rodrigo.”

“Ótima vendedora, ótimo produto!! Tudo conforme o combinado!!”

“Vendedora honesta e agil. Recomendo a todos.”

“Ela é maravilhosa! O produto é o esperado, minhas espectativas foram plenamente satisfeitas. Recomendo a todos. Mil beijos gata! ”

“Maravilhosa, transparente, sincera, e acima de tudo educada, confio totalmente no seu trabalho! Gata, um beijo maravilhoso e bem gostoso no seu coração.”

Uma pena que o período de compra já está encerrado, não que eu fosse comprar, mas eu queria tirar algumas dúvidas sobre o produto.

Ao comentar isso com um amigo meu, ele na mesma hora contestou:

- Roubaram minha idéia!
- Como assim velho… voce queria vender suas cuecas usadas?
- Claro que não! Eu queria engarrafar o cheiro de buceta!!!

PS: se um dia este anúncio sair do ar, deixei aqui uma cópia em PDF. Uma preciosidade destas não pode se perder com o tempo.

dez 11

Ou Respeita ou Vai pra Espanha!

Posted on sexta-feira, dezembro 11, 2009 in Crônicas (minhas), Interessantes

Na Espanha se pode tudo. Acho que é essa a impressão que o resto da Europa tem. Inclusive os portugueses tem certeza!

dez 10

Volta Ao Mundo 2009

Posted on quinta-feira, dezembro 10, 2009 in Crônicas (minhas), Vídeos Legais

Um dia eu coloquei um post aqui chamado daqui a pouco eu chego em Salvador…. Agora que eu estava fazendo uns clipes e organizando o álbum de fotos (digital , claro) resolvi fazer este video só pra mostrar melhor a brincadeira…

dez 9

Ser Imigrante…

Posted on quarta-feira, dezembro 9, 2009 in Crônicas (minhas), Política

Algumas coisas são realmente difíceis de entender. A notícia é sobre uma nova lei que aparentemente ajuda aos estrangeiros mas que na verdade apenas piora as coisas.

O mais interessante é que os espanhóis reclamaram desta lei. Digo é claro aqueles que comentaram a notícia no site online do jornal. Vou colocar alguns comentários aqui só para se ter uma ideia do que é ser estrangeiro em um país que, embora esteja na Europa, não é comparável com o resto da Europa (i.e. Espanha não é “Europa”).


“La reagrupación familiar debería estar prohibidísima, sólo los nacionales deben tener derecho a la familia y a la descendencia.”

“Pero si todo el mundo sabe que los inmigrantes tienen muchos mas derechos que los españoles y ademas sin ninguna obligacion!!!”

“No tiene sentido, los inmigrantes vienen porque, “supuestamente” les “necesitamos” (recalco las comillas), pero, obviamente los “necesitamos” en edad laboral, ¿de que me sirve a mi que el ecuatoriano de turno se traiga a sus 6 o 7 hijos, a sus padres ancianos y abuelos aun mas viejos? ¿porque tengo que pagar de mi bolsillo sus operaciones, tratamientos y educacion?”

“Yo apoyo la reagrupación familiar: les devolvemos a su país con su famila.”

“No lo entiendo, hemos abierto el coladero todavía mas y encima protestan.”

“Esperemos que la crisis se encargue de hacer lo que los politicos deberian haber echo.”

“No sólo prohibir la reagrupación, también todos los inmigrantes parados, que cobren su subsidio y se marchen a su país con su familia, que para estar parado, mejor en su tierra que en la nuestra”

“Preferiría que no hablaran español, así estarían más repartidos por el mundo, no todos aquí…”

“La reagrupación familiar no tenía que existir gracias a ello tenemos tantos latinos metidos por favor, fueran todos negros, latinos, moros y rumanos. Ellos están llevando al país a una ruina.
Los empresarios no tenían que contratar a ninguno ni de forma ilegal ni legal, de este manera lo expulsabamos de tirona.”

“Nadie discuten que sean personas, pero que lo sean en su pais, y dejen de venir aqui a delinkir y robar sueldos de familias españolas.”

Agora fico imaginando o que eles diriam se soubessem que o imposto que eles pagam se converte no meu salário. Que é maior do muitos deles dizem receber.

Nao sei se eu já comentei aqui, mas o espanto de algumas pessoas que, ao me conhecer, disseram “mas voce é brasileiro?” é realmente ridículo. Eu digo, que óbvio que sou brasileiro. E porque não seria?

Depois de um tempo, o que se vê por aqui é um monte de gente com o cérebro menor que uma ervilha, que não sabe nem falar direito, mas que se sente cheio de direitos. É justo pelo excesso de gente deste tipo que eles “importam” cérebros…

Continuo muito feliz vivendo por aqui… não penso em voltar, mas provavelmente não vou ficar. Quero circular… o mundo é muito grande pra ficar parado no mesmo lugar muito tempo :)

Realmente Barcelona não é a mesma coisa que Espanha. Aqui tem muitos estrangeiros, milhares de turistas. Aqui eu me sinto muito bem.

É interessante pensar que, pouco mais de 50 anos atrás, os pais ou avós de pessoas como estas saíram daqui da Espanha com destino a qualquer lugar da América do Sul, onde podiam pelo menos comer. Hoje os espanhóis estão reclamando, do regresso dos filhos destes “fugitivos”.

nov 25

Resposta à Nizan Guanaes

Posted on quarta-feira, novembro 25, 2009 in Crônicas (minhas)

Esta é uma resposta a este texto.

Sr. Nizan Guanaes (pra mim voce não é nem prezado nem estimado, muito menos querido),

Eu concordo com voce quando diz que não gosta que se refiram à nossa querida Bahia pelo estereótipo de preguiça. Sinto que concordamos em poucos aspectos. Basicamente quanto à história e aos personagens dela. Quando digo história não incluo tantos personagens como você pode pensar. Realmente tenho saudade das fotos de Pierre Verger. Saudade porque a beleza que ele retratou não sei se ainda existe.

Todos os anos o povo da Bahia anda 12 quilômetros para embreagar-se, faltar um dia de trabalho e aproveitar para lucrar um pouquinho roubando o outro baiano que está ao lado. Sem falar naqueles que preferiram não andar e fazer a festa ao lado da “concentração”, pagando uma “pequena taxa de acesso” ao Bonfim Light. De Light só se for a “não-caminhada”. A beleza da festa se restringe a uma pequena porcentagem do que hoje ela é.

Veja bem, o Carnaval da Bahia não é só trabalho para os baianos… também é uma das maiores indústrias da diversão que eu já vi, depois da Disneylândia e de Hollywood, claro. Na verdade eu não vejo muita diferença com o nosso dia-a-dia, porque quem trabalha é o pobre e quem lucra é o rico. Parece que é apenas mais uma forma de uns tentarem ganhar o pão de cada dia enquanto outros se enriquecem bebendo uísque importado, ou whisky, como queira. Coloco aqui, neste rol, o “melhor conjunto de resorts” que você fez questão de citar. Mas que acredito ser apenas um “merchandising” no seu texto.

Igrejas, monumentos? Realmente são bonitos e foram feitos ao largo da nossa história. Eu, de verdade, gostaria que fossem preservados e estudados para que nossos netos e filhos possam conhecê-los também. Aproveito, já que estamos falando de preservação, para dizer que devemos incluir o Teatro e o Cinema baiano neste rol de preservação histórica e cultural. Sim, como você bem citou isso tem história, e para que continue tendo, devemos preserva-los! O teatro baiano perdeu a “cara feliz”, hoje parece que só sobrou a “cara triste”. Temos que resgatar o sorriso. O teatro só é completo quando tem a tragédia e a comédia ao mesmo tempo.

“Peraí bróder”! Agora voce pegou pesado. Orgulho de ACM, Jacques Wagner, Luís Eduardo, Valdir Pires e Lícia Fábio? Orgulho de que? Pelo amor de Deus… não coloque estas pessoas ao lado de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jorge Amado (mesmo que você tenha intimidade com ele), muito menos ao lado de Irmã Dulce ou Mãe Menininha! Isso não… Estes são os culpados pela nossa ignorância histórica, cultural e principalmente pela nossa atual situação financeira e de subdesenvolvimento. Você quer que eu tenha orgulho disso? Eu acho que você está me pedindo um pouco mais do que pode.

Sinto muito, você pode ser considerado por alguns um excelente “marketeiro”, mas não conseguiu me emocionar com o seu texto. E olha que eu estou a milhares de quilômetros de distância, saudoso de minha Bahia, num princípio de inverno e já sofrendo de banzo à muito tempo. Queria te dizer também que eu sou parte da “nova geração”, mas que não herdei a parte mais vulgar, inculta básica ou folclórica. Apesar da sua, reconhecida, incompetência. Eu não me emociono porque o seu discurso treinado não me convence. Não vai ser a imagem bonita que você quer pintar a responsável por apagar a minha memória do que eu vi e vivi. Agora mesmo eu me pergunto:

- Seria este texto uma forma de querer-se incluir no rol de pessoas de quem deveríamos sentir orgulho?

Ou mais:

- Escreves este texto por vergonha de algum ato ou em uma vã tentativa de desculpar-se de algo?

Nizan, se me permite, não precisamos de mártires. A nossa história já nos deu alguns. Só queremos voltar a ser o que hoje temos saudade do que fomos. Queremos respeito. Respeito por parte dos políticos. respeito por parte do resto do Brasil. Porque adorados já somos, apenas pela pura natureza. A nossa e a divina.

Eu não tenho orgulho daqueles que ama a Bahia. Tenho orgulho daqueles que fizeram e fazem a da Bahia um lugar melhor.

Leonardo Fialho

nov 12

A Nova Velha Crise Mundial

Posted on quinta-feira, novembro 12, 2009 in Crônicas (minhas), Política

Eu não acredito na política. Eu não acredito por um simples motivo: políticos são vítimas do sistema. Claro que se aproveitam do sistema também, mas em resumo eles são vítimas.

Eu não acredito no mercado de ações. Pra mim é uma forma de fazer o povo “participar” em algo que eles nunca vão entender. Não que não entendam as regras, não que não entendam o funcionamento. Mas o que de fato não entendem são as mudanças.

Alguém está por tras de tudo. A mão invisível. Invisível o caralho. O mundo vai na direção que estas mãos querem. São poucas mãos que movem o mundo…

Realmente eu aconselho que assistam alguns documentários… principalmente:

- The Money Masters, How International Bankers Gained Control of America (1996)
- The Corporation (2004)

Não acredite cegamente em nada. Muito menos nestes dois documentários. Mas apenas abra a sua cabeça para entender que existem mais explicações que apenas o óbvio.

nov 8

Agora É Nóis

Posted on domingo, novembro 8, 2009 in Crônicas (minhas)

Esta seria a versão brasileira (sem Herbert Richards) do documentário Us Now. Por favor não confunda us (nós) com US (United States, Estados Unidos).

Este documentário é gratuito e pode ser encontrado online. Neste site inclusive voce pode encontrar o torrent para baixar o filme. O que mais me chamou a atenção deste filme é que realmente ele expressa de forma muito clara várias coisas que eu penso.

A grande questão é: porque em um ambiente colaborativo, como a casa onde voce vive com a sua família, as coisas funcionam bem, entretanto, em um modelo maior deste mesmo ambiente, como por exemplo o país, as coisas já não funcionam de forma adequada?

Existem muito motivos, mas o tempo mostra que a largo prazo nenhum deles é benéfico. A maioria dos motivos são individuais. Isto é: lucro, status, poder, benefício próprio e etc. Na prática é a lei de garantir o “seu” antes que acabe. Em baianês claro, “farinha pouca meu pirão primeiro“.

A longo prazo isso não funciona simplesmente porque as pessoas tomam para si mais recursos do que de fato necessitam. Logo, alguém ficará sem. Em países como o Brasil onde os recursos não abundam (entretanto há bundas*) isso significa que muitos ficarão sem recursos. Isso é válido para educação, saúde, alimentação, moradia e qualquer outra coisa.

O resultado todos já imaginam, desigualdade, gera desigualdade. Este ciclo vicioso parece não ter fim. Os muros das casas crescem, ladrões usam escadas. Contrata-se vigilância, ladrões usam armas. Assim segue… Para quebrar esta corrente, é necessário uma revolução. E uma das frases que eu mais gostei no documentário fala exatamente sobre isso. “A revolução não acontece quando a sociedade adota novas ferramentas, acontece quando a sociedade adota novos comportamentos“.

Que comportamentos? Primeiro entender que em um ambiente colaborativo o lucro que um recebe é muito maior que o investimento que faz. Por exemplo, se voce faz parte de um fórum na internet, voce pode responder uma ou duas perguntas, entretanto encontrará respostas para dezenas ou centenas de outras perguntas. Esta é a questão, esta é a mudança de comportamento. No lado oposto imagine uma sociedade que joga lixo no chão (voce conhece alguma que faz isso?). Se voce não quer fazer o esforço de jogar o seu lixo no local adequado, pode ser que todos na sua sociedade pensem como voce. Então todos terão que conviver com o lixo de todos. O que não é uma boa idéia.

Porque voce está disposto a compartilhar a sua comida com um familiar ou mesmo um amigo e não está disposto a fazer o mesmo com um desconhecido? Pense que este desconhecido pode estar em uma situação muito ruim e, em algum momento, a única opção dele seja roubar a sua comida te ameaçando com uma faca, ou mesmo te matando.

E qual é essa tal revolução? Bem, a revolução só é possível porque hoje temos ferramentas. Mas como dito anteriormente, não são as novas ferramentas que fazem a revolução, mas sim uma mudança de comportamento. E que mudança seria esta? O poder de decisão. O poder de decisão hoje é centralizado. Temos um presidente, temos um governador, temos um prefeito, temos pessoas para decidir por nós. Esta pessoa pode se equivocar em sua decisões, ou esta pessoa pode tomar decisões por motivos pessoais, o que seria mais adequado para representar o cenário brasileiro.

Temos a falsa impressão que nós escolhemos esta pessoa e que ela deverá tomar boas decisões. A verdade é que a população não escolhe uma pessoa. Eles apenas não querem outros. Votamos porque temos que votar. Não estamos escolhendo quem queremos como presidente. Muitas vezes porque quem queremos como presidente não é um candidato. Então nossa opção não é uma escolha de verdade.

E como poderíamos mudar esta forma de governar, ou a forma de decidir? Simples, a decisão deve vir de baixo. A população vai decidir o que fazer e como fazer. A possibilidade de que esta decisão seja errada é muito pequena, simplesmente porque é formada por uma decisão de maioria. Pode até ser que a decisão não seja a melhor, entretanto será a que agrada a mais pessoas. A verdade é que assim funciona melhor do que uma decisão centralizada. Isso é o que eles chamam no documentário de Governo 2.0.

Eu realmente penso que isso seria a revolução que o Brasil precisa. Claro que para isso são necessárias várias ferramentas que permitam coletar toda essa informação e extrair o essencial. Claro que para isso é fundamental transparência. Este é o maior empecilho hoje para o Brasil. Transparência.

Eu realmente aconselho que este documentário seja assistido. Eu realmente espero que voce contribua com a pessoa que fez o documentário, afinal precisamos começar a revolução…

* trocadilho ridículo e fora de contexto, mas é impossível não fazer.

P.S. 1: Sim eu contribuí com o autor do documentário. Acredito que US$ 5,00 é adequado para o material que me forneceram. E sim eu faço parte do CouchSurfing já tem mais de um ano.

P.S. 2: Um dia talvez eu escreva sobre o que faria se eu ganhasse muito dinheiro, em uma super mega-sena ou algo assim.

nov 3

O Casamento do Meu Melhor Amigo (um deles)

Posted on terça-feira, novembro 3, 2009 in Crônicas (minhas)

Paulicas,

Depois de 22 anos de amizade posso dizer que te conheço bem.

Vi você entrar na Universidade e sair muitos anos depois. Eu estava lá na sua formatura.

Estive ao seu lado vários momentos importantes de sua vida, claro que não estava em todos, mas fico feliz por você ter estado em vários momentos importantes da minha vida também.

Acompanhei muitos relacionamentos seus. Vi você apaixonado, vi você chateado, vi você chorando e vi você sorrido. Infelizmente não estarei com você hoje, o dia do seu casamento. Saiba que não estarei fisicamente, mas tenha certeza que você estará em meu pensamento. E tenho certeza que você lembrará de mim.

Te desejo tudo de bom nesta sua nova experiência, e gostaria de poder te dar um abraço forte hoje. Com certeza este abraço iria expressar muito melhor o que eu tentei escrever nestas poucas palavras.

Um beijo,
Leonardo Fialho
(telegrama by Correios)

P.S.: voce realmente acreditou que eu faltaria ao seu casamento?

nov 1

I Seek You, mais conhecido como ICQ

Posted on domingo, novembro 1, 2009 in Crônicas (minhas)

O issêquê foi o primeiro programa que oferecia comunicação online tipo o IRC… mas sem aquela pentelhação de conectar ao servidor, entrar em #canal e caralho-a-quatro. Foi uma revolução na época. Depois a Microsoft veio com o Messenger de merda dela instalado por padrão… e qualquer coisa que você instalava lá vinha o Messenger junto. Foi assim que o ICQ deixou de ser usado e o Messenger, que depois virou MSN Messenger passou a ser o comunicador instantâneo padrão.

Para dizer a verdade eu tenho saudades do ICQ. Não por nostalgia mas simplesmente porque ele era mais “limpo”. Não tinha essa viadagem de saber “que música estou ouvindo”, ou frases parecidas que as pessoas colocam. Eu entendo que isso possa ser legal pra alguns, conheço inclusive pessoas que começaram um papo por causa da música que a outra estava ouvindo e então daí veio uma estória de amor… que coisa linda.

Hoje eu vejo muita gente passar a usar o GTalk porque ele está integrado no Orkut, no GMail, no G-naro, no G-AY, onde for que tenha um pé do Google vai ter uma instancia do Google Talk. É Microsoft… voce não pode reclamar de nada. O ICQ depois dessa foi pra mais longe ainda…

Mas aí, um dia voce descobre um programa que conecta em tudo. Quase todos os comunicadores que eu já vi. Quer a lista?

- AOL
- Jabber (protocolo do GTalk)
- MSN Messenger
- Skype
- Yahoo
- Facebook
- Bonjour (protocolo da Apple pro iChat)
- Gadu-Gadu (não tenho idéia do que seja)
- IRC (ele mesmo…)
- Laconica (?)
- LiveJournal (?)
- Lotus Sametime (alguma coisa do Lotus Notes?)
- MobileMe (Apple)
- MySpaceIM
- Novell Groupwise (rapaz…)
- QQ (quê?
- SIP / Simple
- Twitter
- ICQ (sim o finado ICQ)

Pois é… esse é o Adium. Não sei se existe pra Windows ou não, mas no mundo Mac/Linux ele domina. Domina porque nessas “minorias”, ninguém (Microsoft) nunca pensou em disponibilizar nada bacana. Então a minoria foi à luta e fez o seu próprio. Com a vantagem de ser um único para tudo. E então eu fui testar…

Massa, cada protocolo que eu sabia que eu já usei um dia eu fui configurando… mas e qual o meu UIN do ICQ? Putz… aí é que lascou tudo. Eu sabia que era 17?5426. Só que o tal “?” eu não tinha nem idéia… e a senha? Aí então piorou…

Resultado hoje eu acordei empolgado e fui no site do ICQ ver se tinha como recuperar ou algo assim… pensei logo que eles precisariam do meu email, que na época era leonardo@stc.com.br, mudou pra lfq@terra.com.br, depois finalmente chegou o que eu uso atualmente. Estes dois últimos ou não tenho nem idéia se alguém o usa ou não. Mas sei que tem muito tempo que eu os larguei de lado…

Pensei el procurar alguns amigos que usavam ICQ na época e perguntar se eles ainda tinham meu UIN na lista deles, e então me dei conta de que essa pergunta era um pouco idiota. Primeiro porque ICQ é algo pré-histórico para muitos, depois porque me iam perguntar o que eu queria com isso, depois… Que se fodam. Não quero mais que me digam meu UIN não. Eu encontro minha porra sozinho.

No site do ICQ, para minha grata surpresa, existe um diretório público para pesquisa. E então eu fui testando… 1705426, 1715426, 1725426… Óbvio que a cada teste eu pensava: “e se tem algum outro número trocado?”. Quanto mais testava mais angustiado eu ficava… até que cheguei na minha última opção: 1795426. E então aparece uma tela que dizia: Leonardo Fialho. Rapaz que massa! Meu UIN!

Depois de saber qual era o meu tão querido UIN a senha foi fácil! Esse número que eu sabia de cor por tantos anos, e que não acredito que tenha esquecido, voltou à minha memória como se fosse algo algo que eu usasse todos os dias. Algo mais familiar do que o meu número de telefone! A verdade é que eu não sei meu número de telefone… nem de casa nem celular… mas o meu UIN! Claro que eu sabia! 179-54-26, era assim que eu “soletrava”, como se soletra um número de telefone, dos antigo é claro. A senha era fácil… eu sempre soube a senha, nunca imaginei que esqueceria o UIN.

Então abri o Adium e configurei mais uma conexão, desta vez o ICQ. Ja tinha, MSN Messenger, GTalk, Facebook, Skype… até o Bonjour estava (não precisa nem configurar o Bonjour no Mac). Agora, a última configuração que eu iria fazer era exatamente a do primeiro comunicador que existiu na história! E claro, o primeiro comunicador que eu usei! Emoção da porra… configuro, coloco a senha, peço pra salvar a senha… e em questão de menos de um segundo ele diz: “Online!”! Caralho!!! Eu to online no ICQ! Depois de mais de 10 anos, eu voltei a ficar online no ICQ! Na verdade, parando pra pensar um pouco mais, são exatos 11 anos sem estar no ICQ. Mas agora eu estou online!!!

O bacana do Adium é que ele tem uma só lista pra todos os seus contatos, não importa se é do Facebook ou do MSN Messenger, fica tudo na mesma lista, e muito bem organizado por sinal. Tão organizado que permite você juntar os contatos da mesma pessoa em um só, ou seja, se Marivaldo tem GTalk e MSN Messenger, ele aparece apenas uma vez, mas com a opção de enviar uma mensagem para um ou outro, ou mesmo pros dois ao mesmo tempo!

Comecei a buscar na minha lista de contatos alquém do ICQ… fui percorrendo… de cima a baixo… como era um pouco grande demorei uns minutos fazendo isso… até que cheguei ao final. Não tinha ninguém… como pode? Eu estava conectado no ICQ…. ali dizia bem claramente: “online”. Não acreditei… habilitei a opção de ver contatos offline, pra ter certeza. Então a lista cresceu assustadoramente… mas então eu podia ver…. várias pessoas do ICQ estavam ali! Várias, bolinhos de pessoas… todos com a florzinha meio acinzentada… todos em um tom mais claro…. todos offline.

Depois de alguns dias algo estranho aconteceu… um amigo ficou online!

4:48:23 PM Leonardo Fialho: velho! voce usa ICQ!!!
4:48:42 PM Murilo: sempre!
4:48:57 PM Murilo: na verdade tenho dois UINs
4:49:25 PM Leonardo Fialho: Rapaz estou emocionado!!! Voce nao sabe a tristeza que me deu quando eu consegui lembrar o meu UIN e mais, lembrei a senha! Configurei a porra toda e por 3 dias nao vi ninguem online!
4:49:39 PM Murilo: hehehehhe
4:49:40 PM Leonardo Fialho: Agora eu tenho um bom motivo pra deixar o ICQ configurado no Adium
4:50:07 PM Murilo: eu fico sempre online… mas so quem aparece de vez em quando é Callango
4:50:22 PM Murilo: agora apareceu vc
4:51:06 PM Leonardo Fialho: claro e agora vou ficar online sempre… eu até escrevi uma coisa no blog, que vai ao ar daqui a alguns dias… vou até atualizar!

out 30

Animal Farm

Posted on sexta-feira, outubro 30, 2009 in Crônicas (minhas)

Uma boa forma de melhorar o vocabulário de inglês é ler, em inglês óbvio. Encontrei na Universidade de Adelaide, Austrália — um monte de livros gratuitos.

Claro que são todos antigos, onde os direitos autorias já não valem mais. Por isso são gratuitos e estão disponíveis de graça. Mas nem por isso deixam de ser bons. Os de George Orwell acho que nunca vão sair de moda, assim como os de Franz Kafka.

Uma combinação interessante que eu fiz foi buscar o audio book também. Isso quer dizer que primeiro eu lia o livro em inglês, depois voltava a ler o mesmo livro, mas escutando ao mesmo tempo.

É bem interessante… agora vou ler 1984 e depois Metamorfose.